Conheça sobre a Liga Europeia – European League of Football (EFL)

O que é? European League of Football (EFL)

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Nas últimas semanas, uma nova liga de futebol americano entrou no radar dos brasileiros, principalmente após o anúncio de uma parceria com a Liga BFA. Estou falando da European League of Football (ELF).

Anunciada em março de 2020, pouco antes da pandemia ser declarada mundialmente, a ELF é a primeira tentativa de retornar com o futebol americano profissional na Europa desde 2007, ano em que a NFL Europa encerrou suas atividades.

A ELF é uma empresa privada e tem como acionistas a SEH Sports & Entertainment Holding, empresa de investimentos com foco nas áreas de esporte, mídia e entretenimento, e Patrick Esume, um dos maiores nomes do esporte no continente e um dos principais comentaristas da NFL na Europa, que também atuará como comissário da liga. 

Financiamento

A ELF terá a Chio!, marca de chips do grupo alemão Intersnack, como patrocinador principal até 2024. “Encontramos um parceiro perfeito para o nosso campeonato. Não é apenas um bom negócio, mas uma questão de coração. Junto com a Chio, sempre vamos apresentar ótimos formatos para os torcedores, tenho certeza isso “, disse o comissário Esume.

A liga fechou outras parcerias com a Ticketmaster (venda de ingressos), MITO Drink (bebidas energéticas), Samsung TV Plus (app para transmissão na Alemanha, Áustria e Suiça), Profi.Car (performance) e o rapper Kontra K, que cedeu a música “Wenn das Schicksal dich trifft” para ser a música oficial da primeira temporada da ELF.

Mesmo com a proposta de ser uma liga profissional, a ELF ainda é classificada como semi-profissional. Segundo o Zeite.de, cada time terá um orçamento de 750 mil euros na primeira temporada, um salary cap nos moldes das ligas americanas. “Não queremos os mesmos campeões todos os anos como na Bundesliga,” disse Esume. É muito dinheiro, mas não o suficiente para profissionalizar um time com de até 60 jogadores e comissão técnica. 

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Transmissões

Esume e Zeljko Karajica, CEO da SEH, possuem fortes laços com a mídia alemã, já que ambos trabalharam na ProSiebenSat.1 Media, um dos maiores canais da Alemanha. Essa proximidade levou a assinatura de um contrato que garante a  transmissão de 13 jogos, incluindo os playoffs e a final, transmitidos ao vivo na Alemanha pela ProSieben Maxx, com todos os outros jogos sendo transmitidos ao vivo pela ran.de. O canal Esport 3 será o responsável pelas transmissões dos jogos na Espanha.

Além das transmissões nos canais citados, a ELF conta com um serviço de streaming em parceria com a inglesa StreamAMG. A ELF Network dará acesso ao jogos ao vivo para qualquer pessoa no mundo e conta com quatro pacotes: Pay Per View (€3,99 por jogo), Game Day Pass (€8,99 por semana), Team Pass (€39,99) e o Season Pass (€99,99).

Regras

A ELF jogará com as mesmas regras da NFL, exceto na prorrogação, onde usarão as regras da NCAA. Os times poderão contar com até 60 jogadores e 5 nomes no practice squad.

O foco da liga é desenvolver atletas locais, por isso serão permitidos 4 americanos por time e 10 estrangeiros não americanos. Muito se falou em americanos naturalizados em outros países europeus, que isso poderia ser uma brecha para a entrada de mais americanos na liga. Esses jogadores não serão contados como atletas internacionais, mas sim como americanos.

Uma das principais iniciativas será a criação de oportunidades de intercâmbio para jogadores, treinadores e árbitros dos dois continentes. Com essa parceria, os brasileiros não entram na regra de “import players”. Além disso, existe a intenção de incluir, no futuro, pelo menos uma vaga por time para ser ocupada por um jogador brasileiro. Ainda existe a possibilidade da criação de um jogo entre os campeões brasileiros e da ELF.

Times

Inicialmente, a liga contaria apenas com times da Alemanha e Polônia, mas com o adiamento da sua estreia, um time espanhol acabou sendo incluído, fechando a primeira temporada com oito times de três países: os alemães Berlin Thunder, Hamburg Sea Devils, Leipzig Kings, Cologne Centurions, Frankfurt Galaxy e Stuttgart Surge, o polonês Wrocław Panthers e o espanhol Barcelona Dragons.

Alguns dos times usam nomes idênticos de times da extinta NFL Europa, o que foi possível após a NFL autorizar o uso das marcas dos extintos Surge, Galaxy, Centurions, Sea Devils e Dragons.

Expansão

A ELF planeja acrescentar outros 14 times ao campeonato nos próximos quatro anos, podendo alcançar 10 países europeus. Áustria, França, Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Turquia podem ter suas franquias anunciadas nos próximos dois anos. Itália, Hungria, Bulgária e Bélgica poderão entrar em um futuro próximo.

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Brasileiros na ELF

A ELF já conta com alguns brasileiros em seus times. São eles:

Junior Briele – DE/DT – Cologne Centurions

Com passagens pelo Corinthians Steamrollers (2011-2013), onde foi bicampeão nacional, Briele foi para a Europa, deixou de ser fullback e jogou no Cologne Falcons (2016-2019) como DE/DT. Dá uma olhada nos Highligths dele.

Murilo Machado – OL – Panthers Wrocław

Murilo começou a jogar em 2013 no Goiânia Rednecks (2013-2016), foi para o T-Rex (2017-2019), Oldenburg Knights/ALE (2019) e Thonon Black Panthers/FRA (2020). Em sua passagem pelo T-Rex, Murilo foi eleito All Pro da Conferência Sul em 2017 e 2018. Dá uma olhada nos Highligths dele.

Pollys Junio – OL – Berlin Thunders

Pollys começou a jogar em 2016 na base do América Locomotiva (2016-2018), onde foi campeão mineiro em 2016. Pelo Galo FA (2019-2021), ganhou o mineiro e a Conferência Sudeste da BFA em 2019. Pollys foi destaque na primeira edição da Golden Boy, sendo ranqueado em terceiro lugar entre os OLs da nova geração. Dá uma olhada nos Highligths dele.

ELF x GFL

A base da ELF é a Alemanha e não demorou muito para os problemas com a GFL, principal liga nacional europeia, surgirem. A AFI publicou em novembro de 2020 uma matéria sensacional sobre o assunto: “A nation divided: Germany’s football leaders react to the European League of Football”.

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Em suma, o modelo da ELF se diferencia da GFL e demais ligas europeias em um ponto: os times não pagarão para jogar, já que existe uma equipe focada na busca de patrocinadores para financiar a liga. “Se houvesse um sistema funcionando bem, não haveria necessidade de algo novo”, disse Esume. “Se você viajar pela Alemanha e conversar com as pessoas e equipes, parece que 90% das pessoas não estão felizes com a forma como as coisas têm acontecido nos últimos 15 anos. Algo precisava mudar.”

O maior crítico da ELF é Carsten Dalkowski, presidente da GFL. “Todos podem fazer o que quiserem. Não é como se tivéssemos o direito de dizer a eles para não experimentar ”, explica Dalkowski. 

Como bem colocado na matéria, as ligas estão filosoficamente em desacordo, a ELF vê um esporte em crescimento que estagnou no nível amador. Não é um esporte pobre, mas com recursos direcionados para salários de lideranças, enquanto marketing e seleções nacionais são deixadas de lado.

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Pelo lado da GFL, os críticos acreditam que a ELF tem pouco interesse em desenvolver o jogo. “Você não apenas tem direitos, também tem obrigações. Parece que eles estão interessados apenas em seus direitos”, sugere Dalkowski. “Eles não querem ter programas juvenis, não querem investir na formação ou no desenvolvimento dos jogadores, querem apenas jogar. Esse é um formato profissional e eu entendo isso, mas não parece que eles realmente serão profissionais. ”

Jordan Neuman, head coach do Schwabisch Hall Unicorns, um dos principais times alemães e fiel a GFL, teme que a competição por jogadores e recursos no mercado alemão possa desfazer o progresso feito nas ligas menores.

“Foi decepcionante para o futebol alemão apenas no sentido de que você nunca quer ver as coisas se dividirem”, diz ele. “Acho que a GFL se tornou a melhor liga da Europa nos últimos cinco anos ou mais. Tornou-se a liga mais competitiva. Provavelmente não cresceu tão rápido quanto algumas pessoas gostariam, mas acho que há muitas coisas boas sobre a liga e não quero ver isso se dividir.”

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Com a concorrência, a GFL está se movimentando para diminuir os pontos mais criticados. Uma nova diretoria está focada em melhorar o marketing, o atendimento dos fãs e a exposição na televisão. “A GFL está tentando ser mais profissional a cada ano, mas não podemos dar os grandes passos que eles querem, porque não podemos arriscar a estrutura dos clubes, das seleções juvenis e da associação que estamos financiando com nossas licenças”, enfatiza Dalkowski.

Esume diz que não está querendo derrubar as estruturas estabelecidas, apenas está tentando preencher uma lacuna no mercado europeu e isso funciona melhor se todos trabalharem juntos. “Temos uma janela de oportunidade, o futebol está tão quente na Alemanha que a mídia está realmente interessada em nosso jogo e as equipes estão frustradas”, diz ele.

“No final do dia, é a sobrevivência do mais apto. Isso é o que se resume. Mas não estamos competindo com a federação. O oposto é o caso ”, diz Esume. “Em um mundo ideal, realmente gostaríamos de trabalhar com todas as federações europeias onde temos uma equipe.”

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Com Sam Darnold a solução chegou para o Carolina Panthers?

Desde a temporada de 2015, a torcida dos Panthers está carente de solidez na posição de Quarteback, onde após ganhar o prêmio de MVP da temporada, Cam Newton nunca mais foi o mesmo, e desde então, nuvens negras pairaram sobre Carolina.
De 2015 pra cá, nomes como Derek Anderson, Taylor Heinicke, Kyle Allen e Teddy Bridgewater, assumiram o posto de titulares dos Panthers e nenhum se firmou, porem, nesta Free Agency, os Panthers acertaram a vinda de Sam Darnold em uma troca com os Jets. O jogador selecionado na 1ª Rodada do Draft de 2018 sofreu com lesões e não deu certo em Nova York, mas os Panthers viram seu potencial (muito mostrado no College, é verdade) e apostam seu futuro no jogador. Será que Sam Darnold é a solução?

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Um time montado a sua volta

O novo GM da equipe, Scott Fitterer, buscou uma reformulação na equipe, e mantém a ideia de mudança de mentalidade, priorizando o ataque. Com a reformulação iniciada na temporada anterior, antes mesmo da chegada de Fitterer e Darnold, nomes como Pat Elflein, Cameron Erving e John Miller para reforçar a linha ofensiva, setor muito criticado nos últimos anos, junto com o Tight End DanArnold, ex-Cardinals.

Chegaram peças importantes para reforçar o ataque via Draft, como o bom TE Tommy Tremble, o RB Chubba Hubbard, os WRs Shi Smith e Terrace Marshall Jr; e o T Brady Christensen. Tudo isso para deixar o ataque nos conformes para Sam Darnold poder fazer seu trabalho sem mais problemas.

Boas expectativas

Os últimos dois anos foram de grandes mudanças nos Panthers. Desde troca no comando técnico até um no Quarterback para chamar de seu, os Panthers investem no seu futuro, dando peças para Sam Darnold poder se desenvolver.
Não sabemos se Sam Darnold dará certo nos Panthers, mas até o momento, com as peças que tem a sua volta e o talento de Darnold, que mostrou lampejos durante seu tempo nos Jets, podemos dizer que os Panthers solucionaram seus problemas no comando do ataque, pelo menos temporariamente.



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Cris Kajiwara é eleita Presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano e apresenta projetos para mandato

Cristiane Kajiwara contou quais projetos pretende implementar em sua gestão. A Presidente foi eleita por aclamação, pela chapa “CBFA Mais Forte”, que conta com Tiago Munden como Vice

Divulgação CBFA

Eleita em assembleia para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol Americano, a chapa intitulada “CBFA Mais Forte”, formada por Cristiane Kajiwara e Tiago Munden, assumirá o mandato com grandes projetos e responsabilidade. Cris, como é conhecida no meio do futebol americano nacional, em entrevista ao Torcedores.com, contou o que espera para os próximos anos da Confederação e para o desenvolvimento do esporte no país.
E seu interesse pela modalidade começou em uma equipe bem conhecida dos paulistas.

“Eu conheci o futebol americano pelo Corinthians Steamrollers. Antes disso, não sabia dos times do Brasil ou da NFL. E foi totalmente por acaso. Comecei como fã, assistia aos jogos e ia aos eventos. Fui convidada pelo Ricardo Trigo para fazer parte do staff. Depois, do administrativo e, depois, da diretoria. Nos últimos anos estávamos trabalhando no desenvolvimento da categoria de base da equipe. Do Corinthians, fui para a SPFL. Agora, quero levar todo o conhecimento que adquiri, para todo o Brasil”, relata a Presidente da CBFA, Cristiane Kajiwara.

Por ter acompanhado como é o futebol americano nacional, a atual Presidente sabe que a tarefa não será fácil. Principalmente pelos fatores deixados pela gestão anterior do ex-Presidente Ítalo Mingoni. E a ideia de assumir a Confederação surgiu pela intenção de mudar o cenário para fazer algo melhor e, de fato, diferente.

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“Quando estava na gestão anterior, eu e o então Diretor de Esportes, Dan Muller, víamos muitas oportunidades mas não conseguimos atuar por falta de autonomia. Daí veio a ideia de assumir a presidência. Identifiquei que as partes técnicas e esportivas ficaram muito a desejar em todas as gestões anteriores. Agora, vamos mudar o foco e a imagem da Confederação. Queremos dar atenção aos atletas, aos times e às federações, que só têm sido lembrados em época de eleição.” – afirma Cris Kaji, que começa o mandato a partir de hoje. “Vamos mostrar o que está sendo feito nos estados, com os Presidentes e Federações”, completa.

Cristiane entende que, atualmente, a CBFA não engloba todos os times no sistema da confederação. E ela quer que sua gestão traga-os para “perto” e que “entenda as necessidades das equipes”.

Categorias de base no futebol americano
A atual gestão, formada pela chapa CBFA Mais Forte, traz como um dos projetos principais o desenvolvimento das categorias de base do futebol americano no Brasil. E, ainda, estuda voltar com os torneios de seleções regionais, para fomentar o crescimento da modalidade entre jovens que se interessam pelo esporte.

“Vamos focar bastante em categorias Sub-16, Sub-13 e Flag Football. A cada ano, vemos que muitos talentos aparecem no Brasil. E nossa ideia é ter, nas Federações, pessoas capacitadas que elencarão nomes para possíveis seleções. Assim, vamos conseguir mapear melhor o que estamos desenvolvendo no país. Teremos a volta de seleções estaduais e, em 2022, queremos voltar com torneios de seleções.” – Afirma a atual Presidente da CBFA. “Atuaremos em diversas frentes que podemos tirar, finalmente, do papel. Principalmente, a de popularizar o futebol americano e mudar a imagem da CBFA.”, conclui.

Reforço de peso no marketing da CBFA
A nova gestão da Confederação quer implementar medidas inovadoras. E, para isso, garantem que o nome que será anunciado para a a Diretoria de Marketing é de peso no mundo esportivo.

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“Queremos uma CBFA que inove. E por isso estamos para anunciar um nome de peso na Diretoria de Marketing. Assim que lancei a candidatura, muitas possíveis parcerias quiseram apoiar a CBFA. E quem escolhemos estava muito alinhado com o que queremos. É muito forte no mundo esportivo, e sabemos que a Confederação só tem a ganhar com o ótimo produto que tem em mãos.” Contou a nova Presidente da CBFA.

Dívidas da gestão anterior
A gestão anterior do ex-Presidente Ítalo Mingoni e de seu Vice, Lucas David, foi interrompida após renúncia. Estes, que já começaram na Confederação com uma dívida grande, amortizaram-na, mas, ainda, deixaram um valor maior que 100 mil reais para que a próxima gestão assumisse. Listado na quantia, um contrato de rescisão do ex-Presidente, que tinha salário de R$5.000,00, enquanto os demais funcionários do órgão eram voluntários.

“A dívida não me preocupa. É um valor expressivo, mas não me assusta. Se tivermos medo do valor, não vamos alcançar coisas maiores. Todos os esportes têm uma taxa para o atleta ser Confederado, mas nossos projetos vêm para não depender de taxas confederativas. Já começamos negociações e muitos têm interesse de se relacionar com a CBFA. Da dívida, vamos renegociar grande parte. Além disso, teremos patrocinadores e projetos incentivados, além da venda de produtos, para quita-la.” Conclui Cristiane Kajiwara.

Volta dos campeonatos pós-pandemia
A nova gestora da CBFA sabe que, para que tudo corra de maneira fluida, é preciso que toda a situação com o Covid-19 se amenize. “Na CBFA, divulgamos um protocolo de prática do esporte que não esta sendo seguido por muitas equipes. Acredito que, em 2021, podemos não ter um campeonato nacional. Mas, no segundo semestre, possivelmente vamos conseguir aplicar clínicas e Combines, além de eventos menores”, afirma a Presidente. “Conversaremos com as Federações para que exista um consenso. Na retomada, teremos cautela. Começando com os estaduais e amistosos locais.”

O cronograma para a vacinação da Covid ainda é diferente em cada estado do país. Por isso, a intenção da gestão é fazer com que a retomada seja gradual para que ninguém seja prejudicado e que o contágio seja evitado.

1º Estádio de futebol americano de São Paulo
Para Cristiane, o começo de 2021 foi agitado. No dia 21 de janeiro, foi dado mais um passo para a 1ª arena de futebol americano do estado de São Paulo. Contando com Cristiane Kajiwara, Ricardo Trigo (Presidente da FEPAFA), o Deputado Estadual Alexandre Frota (PSDB – SP), o Secretário Marcos Penido, Patrícia Iglesias (Presidente da CETESB) e o Vereador Ozziel Souza, o projeto foi pré-aprovado e o estado pode ter, em breve, um palco para a modalidade ser praticada e comercializada.

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“Aqui em São Paulo o (Ricardo) Trigo vem batalhando há anos para conseguir um espaço. Isso porque sempre sentimos muita dificuldade de procurar campos a cada jogo. E, claramente, isso impacta na quantidade de fãs do esporte que temos. Os gestores do FABR buscam isso há um bom tempo. Já batemos em diversas portas e, finalmente, está bem encaminhado”, conta Cris Kaji sobre o 1º estádio voltado para o futebol americano no estado. Este, poderá ser explorado, inclusive, comercialmente. Promovendo jogos com vendas de ingressos, eventos beneficentes e comunitários, entre diversas possibilidades que serão realizadas assim que ficar pronto. “Fizemos muitas visitas no local e chegamos na Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente com um projeto consolidado e aprovado. A ideia inicial era apenas um campo de futebol americano. Agora, faremos até um campo de Flag Football. Estamos aguardando a parte burocrática, e o Deputado Alexandre Frota entrará com uma emenda para que não tenhamos apenas o espaço, mas recursos para fazer a arena.”

A previsão é que o palco da modalidade comece a ser construído ainda em 2021, para que em 2022 esteja pronto para a São Paulo Football League. “Ter uma casa própria da modalidade, além de incrível, diminui muitos custos para equipes e campeonatos”, afirma Cristiane. O projeto conta ainda com alojamentos para atletas que cheguem de outros estados ou, até mesmo, do exterior, como convidados para amistosos. “Nossa intenção é replicar o projeto por todo o Brasil.” – conclui.

O futuro do Brasil Onças
Para a Seleção Brasileira de Futebol Americano, a nova gestão da CBFA quer expandir horizontes e promover jogos internacionais, por meio de leis de incentivo ao esporte. E é algo que já está sendo colocado em prática. “Teremos um evento muito interessante com o Brasil Onças. Estamos trabalhando neste ponto desde o ano passado e o projeto já está protocolado. Será tudo com a nova cara da CBFA”.

Os cargos diretivos que vão compor a nova gestão da CBFA serão anunciados no decorrer da primeira semana de mandato, com anuncio pelos canais oficiais de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol Americano.

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Linha Ofensiva, o Coração do Jogo – 3 Pilares de um Linha Ofensiva

Por Caio Guimarães – CEO // Tide Football.

Caio aqui e vamos trocar idéia real do que é futebol americano, esse é um texto de uma série de conteúdo sobre linha ofensiva se tratar do coração do jogo e mesmo assim não ser a posição mais glamourosa em um campo de futebol americano, mas é indiscutivelmente uma das mais importantes do jogo.



E apesar de toda sua importância, normalmente sua presença não é muito reparada, mas quando esses caras cometem um erro que leva a um sack ou um tackle para perda de jardas, “aí sim rs” todos vão reparar na Linha Ofensiva.

Eu tenho o costume de ser do contra, se todos assistem um jogo por causa do Aaron Rodgers eu assisto para ver David Bakhtiari, ou Quenton Nelson e assim vai dependendo do time.

Direcionar os olhares para a Linha Ofensiva é uma prática muito rica, ver algo que os comentaristas nunca mencionam com real valor que merece, mas para nós – Linha Ofensiva é o Coração do Jogo.

Como disse – esse é o start de um conteúdo sem fim e vamos aprender juntos sobre os atletas mais fortes do esporte mais completo do mundo.

Três principais pilares de um Linha Ofensiva

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1. Inteligência

Pode parecer um pouco estranho, esta não é uma característica física, mas a inteligência por si só pode ser o maior fator para determinar a diferença entre um bom ou ótimo linha ofensiva. Em cada jogada, a linha ofensiva deve ter um entendimento completo não só de suas atribuições individuais, mas também dos adversários aos quais se alinha. Isso está relacionado ao fato de que eles devem saber a chamada de jogo exata para que possam executá-la corretamente. Isso inclui saber o gap que o corredor está atacando, onde o passe está sendo lançado e a contagem do snap, entre outras responsabilidades mais técnicas. Como momento de impacto, posicionamento de corpo e sincronia na unidade, tópicos casados que podem transformar completamente um ataque.

2. Memória de Curto Prazo

Semelhante a um arremessador de beisebol, um linha ofensiva deve ser capaz de apagar rapidamente um erro de sua memória. Mesmo que tenham perdido a proteção de passe ou o bloqueio para corrida, os linhas devem ter a mentalidade blindada pronta para o próximo Snap. Deixar que um ou dois erros o incomodem pode atrapalhar seu jogo. Isso é vital, considerando que existem linhas defensivos com 1,90cm e 140kg vindo em sua direção em cada jogada.

3. Tamanho, Força e Velocidade

Isso pode parecer o mais óbvio, mas ainda acontecem alguns debates referente ao assunto, os tópicos estão em ordem de importância – Inteligência e Mentalidade precisam estar alinhadas para começarmos a passar a fita de medidas ou ativar balança de três dígitos. Só ter 1m90cm (altura) e 140Kg (força). Já está de bom, certo? (como se fosse fácil rs) Não, vamos para velocidade atrelada a agressividade tal combinação se torna uma característica vital quando se trata de ser um jogador de linha de sucesso. Explodir fora da linha de scrimmage é necessário em cada jogada. Permitindo que você fique na posição adequada para encontrar o defensor antes que ele chegue ao quarterback ou ao Running Back.

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Indicação de Filme de Futebol Americano: Safety + Disney

Por Danilo Lacalle – Jornalista e Redator // Tide Football.

Art Tide Football

Safety é um filme para toda a família que ama futebol americano ou que apenas gosta de uma excelente história
Um atleta que precisa superar as adversidades da vida para seguir seu sonho de jogar futebol americano. Poderia ser mais uma história “comum” no meio do esporte. Mas a história, baseada em fatos reais, de Ray McElrathbey (interpretado por Jay Reeves), vai além. Safety, título da Disney+ que tem encantado o público, conta a história de um jovem que acaba de ir para a faculdade – de Clemson, uma das maiores dos Estados Unidos – jogar futebol americano e precisa cuidar do irmão mais novo após sua mãe ser presa.

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Vários desafios surgem na trama: Ray Ray, como é chamado, tem em si a pressão de ser um bom aluno de Clemson, tirando boas notas para não perder a bolsa de atleta que conseguiu na universidade, conquistar a confiança do treinador Tommy (Matthew Glave) para conseguir ser titular da equipe, além de cuidar de Fahmarr (Thaddeus J. Mixson), seu irmão de 11 anos que precisa de sua companhia após a prisão da mãe.


A trama faz com que você esqueça que a história é baseada em fatos reais. Isso porque o filme foi feito para abranger um público maior, no estilo Disney. Vemos alguns clichês do futebol americano, nas grandes telas, neste filme. Mas o interessante é que, para os amantes do esporte, a identificação é grande. A história complicada, os momentos de lutas e superação, além de ser possível entender mais como funciona a vida de um estudante-atleta em uma das maiores universidades estadunidenses. Isso, claro, patrocinada de forma inteligente pela Universidade de Clemson.


O longa surpreendeu pela forma que contou a história. Vemos muitos momentos emocionantes e empolgantes a ponto de você querer vestir os equipamentos e sair para o jogo tacklear alguém. Além disso, os atores fazem seus papeis de forma precisa, passando expressões e comoção necessárias para cada momento do filme.


Em Safety, é interessante ver como o protagonista encara os desafios mesmo não estando preparado para tais. Além disso, o processo das batalhas travadas – típicas de uma “Jornada do Herói” – mostra como ele encontra outra família por meio do esporte, amadurece e cria “casca” para enfrentar desafios ainda maiores em sua vida. É um filme para toda a família.

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Michigan X Ohio State – A Maior Rivalidade do College Football e suas curiosidades

Por Caio Guimarães – CEO // Tide Football.

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Uma das maiores rivalidades em todos os esportes, os Wolverines e os Buckeyes ganharam 19 títulos nacionais combinados

Pela primeira vez desde 1917, uma temporada de futebol universitário não apresentará um jogo entre Michigan e Ohio State , já que as edições do COVID-19 no programa dos Wolverines resultaram no cancelamento da competição agendada para sábado.




Mesmo que este ano já estivesse sem o chiado usual, por causa dos registros de 2-4 de Michigan, ainda é chamado de “O Jogo” por uma razão. É difícil para quem está fora do meio-oeste – especialmente para os nascidos depois de 1980 – entender como essa rivalidade (que Michigan lidera por 58-51-6; a discrepância no número de reuniões em relação ao registro é porque o estado de Ohio anulou sua vitória de 2010) se tornou uma dos maiores do esporte. Aqui estão 10 fatos que podem ajudar a lançar alguma luz sobre essa questão.

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1. A Guerra de Toledo


O ódio por essa rivalidade foi alimentado pela reivindicação de Michigan e Ohio da Faixa de Toledo, uma região de 468 milhas quadradas de terra nas fronteiras dos estados. Quando Michigan tentou aderir ao sindicato em 1835, tentou incluir a Faixa de Toledo em suas fronteiras e Ohio bloqueou sua entrada. O presidente Andrew Jackson interveio e chegou a um acordo em que Ohio recebesse a Faixa e Michigan recebesse a Península Superior, que era principalmente um território instável na época. É seguro dizer que ambas as bases de fãs deixaram a Guerra de Toledo para trás, mas ainda estava fresco na mente das pessoas quando os times se conheceram.

2. A Primeira Reunião
Michigan era uma equipe muito melhor quando as equipes se encontraram pela primeira vez em 16 de outubro de 1897 em Ann Arbor. O Wolverines marcou todos os seus touchdowns no primeiro tempo e jogou uma bola conservadora no segundo tempo rumo à vitória por 34-0. Michigan terminou a temporada em 6-1-1, enquanto o Ohio State terminaria em 1-7-1. As duas escolas não voltariam a jogar até 1900, com o jogo terminando empatado …

3. Seis gravatas
Empates; Já houve seis empates nesta rivalidade. As duas equipes jogaram em um 0-0, terminando em seu segundo encontro em 1900 e empataram em ’10, ’41, ’49, ’73 e ’92. O empate de 1973 foi a única mancha nos recordes de ambas as escolas naquele ano e o empate de 92 fez do Michigan o último time a terminar a temporada regular invicto, com apenas oito vitórias, uma vez que já havia empatado Notre Dame e Illinois. No início dos anos 1900, a situação era muito diferente para o estado de Ohio. O melhor que os Buckeyes podiam esperar era um empate, graças ao lendário técnico do Michigan Fielding Yost.

4. Fielding Yost
Fielding Yost; Em 1901, Michigan contratou o técnico Fielding Yost do San Jose State, que rapidamente transformou os Wolverines no programa de estreia do futebol universitário. Yost ganhou seis títulos nacionais, incluindo quatro consecutivos de 1901-04. Durante esse período, Michigan venceu todos os jogos, jogou no primeiro Rose Bowl e venceu seus adversários tão mal que seus times foram apelidados de times de “pontos por minuto”. Yost também dominou os Buckeyes, perdendo para eles apenas três vezes durante sua carreira de 25 anos. Porém, na década de 1930 o teor dessa rivalidade mudaria e o “GOLD PANTS CHARM” nasceria …

5. “Gold Pants Charm”
GOLD PANTS CHARM; Michigan liderou a série 22-6-2 quando Francis Schmidt se tornou o técnico do estado de Ohio em 1934. Quando os repórteres perguntaram a Schmidt se o estado de Ohio poderia vencer Michigan, ele disse algo como: “É claro que podemos vencer, Michigan coloca as calças em uma perna de cada vez, assim como nós. ” Ele estava certo. O Ohio State ganhou quatro vitórias consecutivas, derrotando os Wolverines por um placar coletivo de 114-0. Hoje, os jogadores do Buckeyes recebem um “Gold Pants Charm” se vencerem o Michigan. Schmidt deu orgulho ao estado de Ohio, mas o próximo treinador colocou o programa no mesmo nível de Michigan …

6. Paul Brown
Paul Brown; Em 1941, o estado de Ohio contratou Paul Brown, que havia vencido seis campeonatos estaduais consecutivos na Massillon Washington High School em Massillon, Ohio. Brown imediatamente transformou o programa Buckeyes e o jogo Michigan / Ohio State de 1941 marcou a primeira vez que as duas escolas se encontraram classificadas na votação da AP. Os Buckeyes classificados em 14º empataram os Wolverines em 20-20. No ano seguinte, o estado de Ohio venceu o Michigan por 21 a 7 em seu caminho para ganhar o primeiro título nacional na história do programa. Brown deixou o estado de Ohio para o serviço militar no final da temporada de 1943 e em ’50, os Wolverines retomaram o controle da série. Um jogo em uma nevasca mudaria isso e traria esta série para a era moderna …

7. O Snow Bowl
SNOW BOWL; Em 25 de novembro de 1950, Ohio State e Michigan se enfrentaram em Columbus com o título dos dez maiores em jogo. Qualquer time vencedor teria que superar seu oponente, clima de 10 graus, ventos de 28 milhas por hora e neve caindo a uma taxa de 5 centímetros por hora (se você acha que estou sendo hiperbólico sobre as condições. Ambas as equipes chutaram um coletivo 45 vezes para 1.408 jardas e Michigan conseguiu vencer 9-3 acumulando apenas 27 jardas de ataque e nenhuma primeira descida em um jogo conhecido para sempre como “Snow Bowl”. O técnico do Ohio State, Wes Fesler, demitiu-se em meio a severas críticas sobre este jogo no jogo e foi substituído por Woody Hayes. É aqui que as coisas ficaram interessantes …

8. A Guerra dos Dez Anos
A Guerra dos Dez Anos; Woody Hayes ganhou cinco títulos nacionais em Columbus e fez 12-6 contra Michigan de 1951-68. A última vitória durante esse período foi uma chicotada de 50-14 dos Wolverines em 1968, onde Hayes foi para dois após o touchdown final. Quando questionado sobre o motivo, o colorido e volátil Hayes respondeu: “Porque eu não poderia escolher três.” No ano seguinte, os Buckeyes foram classificados em primeiro lugar e com uma sequência de 22 vitórias consecutivas quando enfrentaram Michigan e o técnico do primeiro ano, Bo Schembechler, um ex-assistente de Hayes. Os Wolverines do 12º lugar construíram uma vantagem de 24-12 no intervalo e mantiveram-na pelo resto do jogo. Isso lançou o que viria a ser conhecido como a “Guerra dos Dez Anos”, uma década de intensa rivalidade e competição entre as duas equipes de 1969-78. Michigan manteve a leve vantagem durante esses 10 anos, indo para 5-4-1. As equipes foram classificadas entre os 10 primeiros em sete desses jogos e entre os cinco primeiros em cinco deles. Na verdade, é incrível que essas escolas só tenham alcançado os dois primeiros lugares uma vez quando se conheceram …

9. Apenas uma partida nº 1 vs. nº 2
1º x 2º; O único confronto nº 1 contra o nº 2 na rivalidade veio em 2006. Ambas as equipes entraram no jogo invictas pela primeira vez desde 1973 e o entusiasmo em torno do encontro não foi eclipsado por nenhum jogo desde então. Os Buckeyes saltaram para 28-14 no intervalo do jogo em casa e mantiveram-se, apesar de uma furiosa reviravolta em Michigan, vencendo por 42-39. Apenas 14 pontos no ranking da Bowl Championship Series (BCS) impediram uma revanche no BCS National Championship Game, já que a Flórida terminou com 0,945 e Michigan com 0,932. Uma nota final, o drama em torno deste confronto se transformou em tristeza quando Bo Schembechler morreu de um ataque cardíaco na véspera do jogo. Foi um momento muito triste em uma rivalidade que produziu tantas grandezas.

19 campeonatos nacionais; Em última análise, a razão pela qual o resto do país se preocupa com este jogo é porque essas escolas ganham. Michigan tem mais vitórias do que qualquer programa de futebol universitário da história e o estado de Ohio tem o quinto maior. Ao longo do caminho, essas duas escolas produziram:
* 171 All-American
* 10 Vencedores do Troféu Heisman
* 80 Campeonatos de conferências

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Rio Preto Weilers lança plataforma de conteúdo de futebol americano em português

Por Danilo Lacalle – Colunista e Redator // Tide Football.

Time busca trazer conteúdo para treinadores e atletas, experientes ou novos na modalidade

O Rio Preto Weilers, time de futebol americano de São José do Rio Preto, anunciou o lançamento de uma plataforma online de conteúdos de futebol americano em português. O projeto foi ao ar no dia 19 de maio, divulgado em uma live promovida pela equipe, no Instagram.

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Com a pandemia causada pelo Covid-19, a equipe viu no projeto uma alternativa da comunidade do futebol americano de treinar, de uma forma que diminuísse os impactos financeiros na equipe, além de promover uma fonte de conhecimento sustentável e de qualidade ao futebol americano nacional. Com isso, o treinador Alexandre Ribeiro, os membros da diretoria da equipe, José Liso, Camila Pilhalarmi, Wilmer Martinez e o conselheiro Matheus Camargo, buscaram, na plataforma, uma maneira de ramificar os negócios da equipe.

Na plataforma online Weilers Academy, os consumidores encontram cursos de diversos temas, voltados para o esporte: um aperfeiçoamento de Comissão Técnica, um curso para Linha Ofensiva e um para Linha Defensiva. O público, ainda, pode adquirir cursos de forma individual, para aperfeiçoamento de atletas e treinadores experientes ou novos, na modalidade. Ainda, o Rio Preto Weilers vai alimentar a plataforma com mais cursos, nos próximos meses.

A equipe surgiu em 2010, em São José do Rio Preto, São Paulo. Atualmente, conseguiram se estabelecer no território nacional e apresentar um notável crescimento, conquistando fãs por todo país. Só no Instagram a equipe acumula quase 11 mil torcedores.

Atual campeão estadual, hoje o Weilers é a única equipe de futebol americano de Rio Preto, e quer se tornar referência da modalidade esportiva, no Brasil, por meio de uma administração composta por profissionais qualificados que visam o desenvolvimento da modalidade como um todo, e o desenvolvimento de atletas.

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Os cursos são ministrados pelo treinador Alexandre Ribeiro, que teve o primeiro contato com a modalidade em 2005, participou da fundação do América Locomotiva e teve passagem pela Baylor University, equipe universitária de Divisão 1 nos Estados Unidos. Chegou no Weilers em 2018 e liderou a equipe aos títulos da BFA Acesso e SPFL, de 2019.

Os cursos podem ser acessados aqui