Conheça sobre a Liga Europeia – European League of Football (EFL)

O que é? European League of Football (EFL)

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Nas últimas semanas, uma nova liga de futebol americano entrou no radar dos brasileiros, principalmente após o anúncio de uma parceria com a Liga BFA. Estou falando da European League of Football (ELF).

Anunciada em março de 2020, pouco antes da pandemia ser declarada mundialmente, a ELF é a primeira tentativa de retornar com o futebol americano profissional na Europa desde 2007, ano em que a NFL Europa encerrou suas atividades.

A ELF é uma empresa privada e tem como acionistas a SEH Sports & Entertainment Holding, empresa de investimentos com foco nas áreas de esporte, mídia e entretenimento, e Patrick Esume, um dos maiores nomes do esporte no continente e um dos principais comentaristas da NFL na Europa, que também atuará como comissário da liga. 

Financiamento

A ELF terá a Chio!, marca de chips do grupo alemão Intersnack, como patrocinador principal até 2024. “Encontramos um parceiro perfeito para o nosso campeonato. Não é apenas um bom negócio, mas uma questão de coração. Junto com a Chio, sempre vamos apresentar ótimos formatos para os torcedores, tenho certeza isso “, disse o comissário Esume.

A liga fechou outras parcerias com a Ticketmaster (venda de ingressos), MITO Drink (bebidas energéticas), Samsung TV Plus (app para transmissão na Alemanha, Áustria e Suiça), Profi.Car (performance) e o rapper Kontra K, que cedeu a música “Wenn das Schicksal dich trifft” para ser a música oficial da primeira temporada da ELF.

Mesmo com a proposta de ser uma liga profissional, a ELF ainda é classificada como semi-profissional. Segundo o Zeite.de, cada time terá um orçamento de 750 mil euros na primeira temporada, um salary cap nos moldes das ligas americanas. “Não queremos os mesmos campeões todos os anos como na Bundesliga,” disse Esume. É muito dinheiro, mas não o suficiente para profissionalizar um time com de até 60 jogadores e comissão técnica. 

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Transmissões

Esume e Zeljko Karajica, CEO da SEH, possuem fortes laços com a mídia alemã, já que ambos trabalharam na ProSiebenSat.1 Media, um dos maiores canais da Alemanha. Essa proximidade levou a assinatura de um contrato que garante a  transmissão de 13 jogos, incluindo os playoffs e a final, transmitidos ao vivo na Alemanha pela ProSieben Maxx, com todos os outros jogos sendo transmitidos ao vivo pela ran.de. O canal Esport 3 será o responsável pelas transmissões dos jogos na Espanha.

Além das transmissões nos canais citados, a ELF conta com um serviço de streaming em parceria com a inglesa StreamAMG. A ELF Network dará acesso ao jogos ao vivo para qualquer pessoa no mundo e conta com quatro pacotes: Pay Per View (€3,99 por jogo), Game Day Pass (€8,99 por semana), Team Pass (€39,99) e o Season Pass (€99,99).

Regras

A ELF jogará com as mesmas regras da NFL, exceto na prorrogação, onde usarão as regras da NCAA. Os times poderão contar com até 60 jogadores e 5 nomes no practice squad.

O foco da liga é desenvolver atletas locais, por isso serão permitidos 4 americanos por time e 10 estrangeiros não americanos. Muito se falou em americanos naturalizados em outros países europeus, que isso poderia ser uma brecha para a entrada de mais americanos na liga. Esses jogadores não serão contados como atletas internacionais, mas sim como americanos.

Uma das principais iniciativas será a criação de oportunidades de intercâmbio para jogadores, treinadores e árbitros dos dois continentes. Com essa parceria, os brasileiros não entram na regra de “import players”. Além disso, existe a intenção de incluir, no futuro, pelo menos uma vaga por time para ser ocupada por um jogador brasileiro. Ainda existe a possibilidade da criação de um jogo entre os campeões brasileiros e da ELF.

Times

Inicialmente, a liga contaria apenas com times da Alemanha e Polônia, mas com o adiamento da sua estreia, um time espanhol acabou sendo incluído, fechando a primeira temporada com oito times de três países: os alemães Berlin Thunder, Hamburg Sea Devils, Leipzig Kings, Cologne Centurions, Frankfurt Galaxy e Stuttgart Surge, o polonês Wrocław Panthers e o espanhol Barcelona Dragons.

Alguns dos times usam nomes idênticos de times da extinta NFL Europa, o que foi possível após a NFL autorizar o uso das marcas dos extintos Surge, Galaxy, Centurions, Sea Devils e Dragons.

Expansão

A ELF planeja acrescentar outros 14 times ao campeonato nos próximos quatro anos, podendo alcançar 10 países europeus. Áustria, França, Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Turquia podem ter suas franquias anunciadas nos próximos dois anos. Itália, Hungria, Bulgária e Bélgica poderão entrar em um futuro próximo.

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Brasileiros na ELF

A ELF já conta com alguns brasileiros em seus times. São eles:

Junior Briele – DE/DT – Cologne Centurions

Com passagens pelo Corinthians Steamrollers (2011-2013), onde foi bicampeão nacional, Briele foi para a Europa, deixou de ser fullback e jogou no Cologne Falcons (2016-2019) como DE/DT. Dá uma olhada nos Highligths dele.

Murilo Machado – OL – Panthers Wrocław

Murilo começou a jogar em 2013 no Goiânia Rednecks (2013-2016), foi para o T-Rex (2017-2019), Oldenburg Knights/ALE (2019) e Thonon Black Panthers/FRA (2020). Em sua passagem pelo T-Rex, Murilo foi eleito All Pro da Conferência Sul em 2017 e 2018. Dá uma olhada nos Highligths dele.

Pollys Junio – OL – Berlin Thunders

Pollys começou a jogar em 2016 na base do América Locomotiva (2016-2018), onde foi campeão mineiro em 2016. Pelo Galo FA (2019-2021), ganhou o mineiro e a Conferência Sudeste da BFA em 2019. Pollys foi destaque na primeira edição da Golden Boy, sendo ranqueado em terceiro lugar entre os OLs da nova geração. Dá uma olhada nos Highligths dele.

ELF x GFL

A base da ELF é a Alemanha e não demorou muito para os problemas com a GFL, principal liga nacional europeia, surgirem. A AFI publicou em novembro de 2020 uma matéria sensacional sobre o assunto: “A nation divided: Germany’s football leaders react to the European League of Football”.

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Em suma, o modelo da ELF se diferencia da GFL e demais ligas europeias em um ponto: os times não pagarão para jogar, já que existe uma equipe focada na busca de patrocinadores para financiar a liga. “Se houvesse um sistema funcionando bem, não haveria necessidade de algo novo”, disse Esume. “Se você viajar pela Alemanha e conversar com as pessoas e equipes, parece que 90% das pessoas não estão felizes com a forma como as coisas têm acontecido nos últimos 15 anos. Algo precisava mudar.”

O maior crítico da ELF é Carsten Dalkowski, presidente da GFL. “Todos podem fazer o que quiserem. Não é como se tivéssemos o direito de dizer a eles para não experimentar ”, explica Dalkowski. 

Como bem colocado na matéria, as ligas estão filosoficamente em desacordo, a ELF vê um esporte em crescimento que estagnou no nível amador. Não é um esporte pobre, mas com recursos direcionados para salários de lideranças, enquanto marketing e seleções nacionais são deixadas de lado.

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Pelo lado da GFL, os críticos acreditam que a ELF tem pouco interesse em desenvolver o jogo. “Você não apenas tem direitos, também tem obrigações. Parece que eles estão interessados apenas em seus direitos”, sugere Dalkowski. “Eles não querem ter programas juvenis, não querem investir na formação ou no desenvolvimento dos jogadores, querem apenas jogar. Esse é um formato profissional e eu entendo isso, mas não parece que eles realmente serão profissionais. ”

Jordan Neuman, head coach do Schwabisch Hall Unicorns, um dos principais times alemães e fiel a GFL, teme que a competição por jogadores e recursos no mercado alemão possa desfazer o progresso feito nas ligas menores.

“Foi decepcionante para o futebol alemão apenas no sentido de que você nunca quer ver as coisas se dividirem”, diz ele. “Acho que a GFL se tornou a melhor liga da Europa nos últimos cinco anos ou mais. Tornou-se a liga mais competitiva. Provavelmente não cresceu tão rápido quanto algumas pessoas gostariam, mas acho que há muitas coisas boas sobre a liga e não quero ver isso se dividir.”

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Com a concorrência, a GFL está se movimentando para diminuir os pontos mais criticados. Uma nova diretoria está focada em melhorar o marketing, o atendimento dos fãs e a exposição na televisão. “A GFL está tentando ser mais profissional a cada ano, mas não podemos dar os grandes passos que eles querem, porque não podemos arriscar a estrutura dos clubes, das seleções juvenis e da associação que estamos financiando com nossas licenças”, enfatiza Dalkowski.

Esume diz que não está querendo derrubar as estruturas estabelecidas, apenas está tentando preencher uma lacuna no mercado europeu e isso funciona melhor se todos trabalharem juntos. “Temos uma janela de oportunidade, o futebol está tão quente na Alemanha que a mídia está realmente interessada em nosso jogo e as equipes estão frustradas”, diz ele.

“No final do dia, é a sobrevivência do mais apto. Isso é o que se resume. Mas não estamos competindo com a federação. O oposto é o caso ”, diz Esume. “Em um mundo ideal, realmente gostaríamos de trabalhar com todas as federações europeias onde temos uma equipe.”

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Fim da parceria entre a Portuguesa e o Futebol Americano – A trajetória contada em números!

Por Filipi Junio – Colunista Esporte Nacional // Tide Football feat. Mapa FABr.

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RONALDO BARRETO @barretoronaldofotos / Fotografa Esportiva.

No último dia 12, a Portuguesa FA anunciou o fim da parceria com a Portuguesa de Desportos, que durou 9 temporadas. A decisão foi tomada no final da temporada de 2020, em conversa entre as diretorias do futebol americano e da Portuguesa de Desportos. A deliberação é consequência de novos planos da Lusa em decorrência da recente volta da equipe de futebol ao campeonato brasileiro.

Após saber do término da parceria, decidi fazer um breve apanhado dessa bela história em números, bem ao estilo Mapa do FABR. Então vamos lá…

Ao longo das 9 temporadas, o time mudou de nome em três ocasiões: em 2012, quando passou a se chamar Lusa Rhynos, em 2014 mudou para Lusa Lions e, finalmente, em 2018 passou a se chamar Portuguesa Futebol Americano. Considerando apenas torneios oficiais e equipados, o time disputou 13 competições, 80 jogos e enfrentou 37 times de 11 estados.

O maior adversário não poderia ser outro, o Corinthians Steamrollers. Foram disputados 9 jogos entre os dois times e a Portuguesa tem uma larga vantagem nas vitórias. O Corinthians venceu os três primeiros confrontos em 2012 e 2013, mas a Portuguesa reverteu a desvantagem após 6 vitórias consecutivas entre 2015 e 2019.

O São Paulo Storm é o segundo grande adversário, foram 8 jogos e mais uma ampla vantagem de vitórias. A única derrota da Portuguesa foi em 2017, sendo a primeira para um time paulista em 4 anos, a última derrota tinha acontecido em 2013 para o Vinhedo Lumberjacks.

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Falando em derrotas para times do seu estado, apenas Corinthians Steamrollers, Santos Tsunami, Palmeiras Locomotives, Nemesis Football, Vinhedo Lumberjacks e São Paulo Storm podem se gabar de terem vencido a Portuguesa. O interessante dessa estatística é que das oito derrotas, sete aconteceram em um intervalo de 433 dias nos anos de 2012 e 2013. De lá para cá, passaram-se mais de 2.945 dias e a Portuguesa perdeu apenas uma vez!

Somente por curiosidade, separei a história do time de acordo com as mudanças de nome. O período em que o time adotou Lusa Rhynos (2012/2013) foi o pior, foram 23 jogos, 9 vitórias, 14 derrotas e um aproveitamento de 39%.

Como Lusa Lions (2014/2017) a história mudou, foram 38 jogos, 29 vitórias, 9 derrotas e aproveitamento de 76%. As conquistas vieram junto com as vitórias. Como Lusa Lions, o time chegou pela primeira vez aos playoffs nacionais (TTD 2015), sendo eliminado pelo Flamengo Imperadores, e venceu as primeiras duas edições da SPFL em 2016 e 2017 de forma invicta. 

Como Portuguesa Futebol Americano (2018/2021) foram 19 partidas disputadas, foram 15 vitórias, 4 derrotas e aproveitamento de 78%. Mesmo criando uma enorme hegemonia em São Paulo, onde ganhou mais um estadual invicto em 2018, a Portuguesa não conseguia se impor contra times de outros estados.

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Ao longo da sua história, foram 38 jogos contra times de fora de São Paulo, 19 vitórias e 19 derrotas. Um aproveitamento de 50% não é ruim, mas a maioria das vitórias foram contra times mais fracos. Quando separamos os jogos contra times que já foram campeões nacionais e sempre figuram entre os favoritos, foram 17 jogos e apenas duas vitórias contra Vasco e Flamengo, respectivamente, em 2018 e 2019.

Pensando em mudar esse panorama, o time decidiu não disputar a SPFL em 2019 para priorizar a Liga BFA. Mesmo não vencendo os grandes adversários, o time mostrou uma evolução enorme em 2019, quando quase venceu o poderoso Galo FA em Belo Horizonte e protagonizou uma das melhores partidas do ano, quando perdeu para o Vasco Almirantes nos playoffs.

Quando falamos em pontuadores, a Portuguesa é o único time, com mais de 50 jogos, que tenho registros de cada pontuação feita pelo time. O mérito nesse caso não é meu, já que todos os dados foram passados pelo Catullo Góes, que anotou, desde 2012, o nome e como aconteceu cada pontuação do time.

Falando em Catullo, o quarterback é um dos grandes nomes revelados pelo time. Foram 12 temporadas como starter do time, que nunca precisou se preocupar em contratar estrangeiros para a posição. De 2012 a 2019, foram 135 passes para touchdowns, segunda maior marca do FABR, 13 corridas para TD, 3 conversões de 2 pontos e 1 extra point.

Mas ele não foi o único QB do time a lançar passes para touchdowns, o Pedro Jaime “Cavanha” somou 4 passes em 2013 e o João Paulo Bueno passou para 13 touchdowns entre 2016 e 2018.

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Ao longo da sua história, a Portuguesa marcou 268 touchdowns, sendo que 16% deles foram feitos por um jogador: Vinícius Elias de Souza, o Seiya. O camisa 11 da Portuguesa é um dos melhores recebedores do país e seus números mostram isso. Na sequência do Top 10 de pontuadores do time, vemos jogadores que tiveram passagens gloriosas por adversário da Portuguesa, com destaque para running back Johnny Santos (Corinthians e Spartans), Leandro Fratini (Corinthians e Storm), Luiz Domingues (Storm), Guilherme Sarmento “Jesus” (Storm e Spartans) e Paulinho Santos (Corinthians e Storm). Veja a lista completa:

NomeTouchdowns
1. Vinicius “Seiya”43
2. Johnny Santos28
3. Fernando Desimone “Francês”24
4. André Pistarini “Moss”19
5. Catullo Góes13
6. Leandro Fratini13
7. Luiz Domingues12
8. Guilherme Sarmento “Jesus”10
9. Paulinho Santos10
10. Bruno Guimarães “Rato”8

Mas nem só de futebol americano viveu a Portuguesa nos últimos anos. Como é comum em São Paulo, a Portuguesa começou sua história como um time de Flag Football em 16 de março de 2007. O Flag foi a categoria principal do Rhynos até 2011, quando a transição para o futebol americano se iniciou, mas o time não abandonou suas raízes. 

O Flag continua sendo uma categoria importante no time, que mantém um elenco forte e focado no esporte. O time masculino venceu o Campeonato Paulista de Flag da FEFASP em 2017, 2018 e 2019 e o feminino o Karaja Bowl em 2018.

Não importa o esporte, a Portuguesa FA, principalmente em São Paulo, sempre se colocou como uma das principais forças, que isso não mude.

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Silas Gomes Under – 23 T-Rex Sports Academy

Leonardo Siqueira – Jornalista e Imprensa Paranaense

Jogar uma final nacional é desejo de qualquer atleta. Alguns se contentariam em estar no banco ou entrar em apenas alguns drives. A maior parte dos jogadores nunca chegará lá e um número ainda menor poderá dizer que foi titular. Silas Gomes foi titular do Timbó Rex na final da BFA em 2019, no vice-campeonato contra o João Pessoa Espectros em Blumenau/SC, e quer mais. É fato que querer nem sempre é poder, mas alguns fatores indicam que Silas pode chegar lá novamente.

O fato de jogar em uma das equipes mais fortes e organizadas do país é o mais claro deles, mas o atleta tem suas qualidades. Com apenas 22 anos, o linebacker já possui 10 anos de experiência e uma bagagem invejável.

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Início no Futebol Americano

Gomes teve seu primeiro contato com o futebol americano jogando flag, em 2011, no São Paulo Black Devils. Depois de uma passagem pelo flag do Spartans, o jovem teve o primeiro contato com o full pads no Corinthians Steamrollers em 2014. Após algumas temporadas vestindo o manto alvinegro, em 2017 Silas chegou no rival Palmeiras Locomotives para a disputa da Liga Nacional. Foi só em 2018 que ele chegou em Santa Catarina.

“Sempre foi um sonho jogar por aqui (Timbó), não tinha planos de jogar fora do país. Meu sonho sempre foi jogar no Rex, desde quando eu conheci o FABR” relata.

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Nova realidade

Em que pese jogar numa defesa fortíssima e recheada com nomes de destaque nacional (e internacional, por que não?) como o LB Luis Polastri, em 2019 Silas já tinha a responsabilidade de repassar as chamadas defensivas dentro de campo. Assim como Polastri, Gomes cita Andrey Pereira (DL) e o ex Coach defensivo Laércio Anacleto como grandes incentivadores do seu crescimento em Timbó, além de Bro Bezerra (LB) e Felipe Bersch (LB) no Corinthians.

O desejo de jogar no Rex se concretizou apenas em 2018. Silas teve seus vídeos aprovados pela diretoria e se mudou para Timbó. Com uma rotina de treinos intensa, a adaptação do atleta não foi fácil, mas rendeu bons frutos como o título Catarinense logo no primeiro ano de casa.

Mais que se adaptar ao time, Silas também se adaptou à cidade. Em fevereiro de 2018 conheceu a namorada, Ana Maria, com quem mora junto há dois anos e, em março deste ano, deu à luz ao primeiro filho do casal, o pequeno Antônio.

Bom, tudo começou em 2015, Silas estava planejando jogar no Rex e veio me pedir sobre curso de enfermagem na cidade, dei umas dicas e acabou nisso (…) ainda acho tudo uma loucura o que fizemos, mas agradeço todos os dias por ter ele e agora o Antonio na minha vida. E espero que a gente construa muitas coisas juntos ainda, porque o que o futebol americano uniu, ninguém separa rs“.

Ana Maria Rodrigues – Mulher de Silas Gomes

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Todo esse processo fez com que ele e a família fossem escolhidos pela diretoria um dos personagens do documentário Chance 4 Life, que está sendo produzido pelo T-Rex Sports Academy e estará disponível no Unifique Play. O projeto promete contar um pouco sobre a rotina da equipe e a história de alguns personagens, tendo como inspiração a série Last Chance U, da Netflix.

Nova geração do Futebol Americano!

Silas foi 6º lugar no projeto Golden Boy, uma iniciativa da Tide que reuni um banco de dados dos mais promissores atletas do esporte no Brasil e oferece a treinadores e jornalistas de todo pais para avaliação e classificação, levando em conta o fator idade no mínimo mais um ano no projeto para Silas que vai puxar as próximas listas defensivas ao lado de Guilherme Santana, Guilherme Stutz, Tulio Poletti entre outros. Uma posição de destaque, que também o posiciona entre os ‘starters’ do projeto.

Confira abaixo todos os 11 defensivos melhores classificados:


“dos campos de terra até o sonhado vale da morte”

dos campos de terra até o sonhado vale da morte – sonhamos esses momentos que estou compartilhando agora, quando treinávamos nos campos de terra e na quebrada… muitas dificuldades, mas nada nos impediu de lutarmos até o fim”. – declarou Silas Gomes para Arthur de Lucca ao perceber que saíram juntos das dificuldades da capital paulista para encabeçar uma classificação nacional para jovens atletas.

“Silas é meu irmão! desde que comecei no futebol americano já sabia quem ele era, mas ter conhecido como pessoa e conviver foi melhor ainda, assim que o Rex entrou na nossa vida nos aproximamos e vi como Silas era uma pessoa pura e gente boa, alguém que eu sabia que podia contar, desde ai nossa amizade só cresceu e hoje sou muito grato em ter o conhecido. Me ajudou no meu crescimento e com certeza ja marcou minha história. Tamo junto meu irmão”.

Arthur de Lucca – Nickel T-Rex Sports Academy e Top 02 Overall Golden Boy.

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Porque a matéria Under 23 está sendo feita com Silas? Perguntado ao Caio respondeu –

Silas representa nossa chegada, ele sabe que a Tide é diferente e já citou isso ao perguntado sobre a Golden Boy, foi o primeiro atleta a se registrar conosco no processo de pesquisa de jovens atletas e foi o primeiro a postar “A Nova Geração do Futebol Americano” no seu feed – esse movimento posteriormente aquela iniciativa colecionou mais de 100 posts em perfis de atletas espalhados em todos Brasil, é uma parada que me orgulho muito em ter feito, saiu da minha cabeça sim, mas para realização talvez não teria acontecido sem ele”.

Caio Guimarães – CEO Tide Football e idealizador Golden Boy FABr.



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Sob ‘Nova direção’ Coach Teran

A chegada de Coach Teran, mexicano que assume a coordenação defensiva do T-Rex esse ano, pode representar um novo passo no desenvolvimento de Silas. Que já atuou em diversas posições no sistema defensivo da equipe, mas agora pode ser definido como ILB (Linebacker no centro de uma defesa).

“Ele é um grande treinador” afirma, “ele tem uma força diferente de trabalhar, sinto que é muito mais simples a forma como explica”.

Uma curiosidade que muito nos chamou atenção é Coach Teran já trabalhou junto a Ryan David, no Aztecas, equipe do México, isso mesmo o atleta e do Galo Futebol Americano que terá sua chance na Liga Canadense passou por experiências com o Coach de Silas atualmente, a equipe de Timbó recrutou não só para o Rex mas para todo esporte nacional se tratando de desenvolvimento de atletas.

A esperança é de que a parceria renda bons frutos no futuro. “Sempre quis ser campeão nacional e jogando pelo Rex esse desejo aumentou”, conta. Silas, claro, também almeja o reconhecimento individual. “Sonho também poder, um dia, representar meu país” projeta.

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Próximo cenário

Por mais que seja difícil projetar seleção nacional no meio do momento que passamos em pandemia decorrente ao Covid-19 aguardamos muito a sequência do esporte no pais e inclusive da seleção brasileira como mencionada por Silas acima, encerramos com o seguinte questionamento o mérito será visualizado no futebol americano nacional ou um universo de bolha e interesse pessoal irá dominar o próximo cenário? Nós não escolhemos para quem dar mídia, são eles quem conquistam e nós destacamos é um proposito justo no qual o cenário não estava acostumado e por isso Silas entende que a Tide é diferente.

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O trio BBB e os melhores técnicos da NFL

Nem só de grandes atletas vive o futebol americano. As mentes por trás de grandes franquias também têm seus feitos reconhecidos pela liga, através do Hall of Fame e de premiações anuais, além de também terem seus fãs. Neste texto abordaremos não apenas os mais vencedores, mas também aqueles cujas ideias mudaram o esporte.

Por Michel Borges – Redator E Colunista NFL // Tide Football

B.B.B

Walsh, Parcells e Belichick. Aparentemente, se você é HC e seu apelido é Bill, terá maiores chances de ser Hall of Famer e de ser lendário para sua franquia e esporte.

Walsh foi head coach do San Francisco 49ers entre 1979 e 1988, onde teve o record de 102 vitórias, 63 derrotas e 1 empate, conquistando três super bowls, seis títulos de divisão e três títulos da NFC.

Uma de suas maiores contribuições para a liga foi a popularização do esquema West Coast, embora este também seja atribuído a Bill Parcells.

Falando sobre Parcells, este foi Head Coach do New York Giants, onde teve mais destaque, New York Jets, New England Patriots e do Dallas Cowboys. Sendo conhecido por transformar equipes em declínio em contenders e por ser o único coach a levar quatro franquias para os playoffs e três para a final de conferência. Hoje é consultor do Cleveland Browns.

Cleveland que é a primeira franquia a dar uma chance como HC para o terceiro Bill desta lista, que hoje é o maior vencedor da era do Super Bowl. Belichick é o General Manager do New England Patriots, e é responsável pelos 6 títulos de Super Bowl que a maior dinastia do esporte já teve, além de ter conquistado dois como defensive coordinator pelo NY Giants, de Parcells.

É comum os jogadores o associarem a vitória, sendo comum ver atletas dizendo que foram a NE para vencerem o SB e que dinheiro e felicidade eles encontrariam nas outras 31 franquias.

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George Halas

Halas é conhecido como “Mr. Everything” e não é à toa, pois o cocriador da NFL atuou em todos os cargos que você possa imaginar na liga, atuando até fora dela como atleta da MLB.

Como jogador, Halas iniciou no New York Yankees, da MLB, onde atuou apenas por 12 jogos e aposentou-se devido uma lesão no quadril. Jogou em times menores e de indústrias, até que atuou como treinador-jogador do Decatur Stayles (time da indústria A. E. Staley Company) que futuramente se tornou o Chicago Bears.

O Hall of Famer foi seis vezes campeão da NFL, duas vezes considerado o técnico do ano, tem o número 7 aposentado pelo Bears além de figurar na lista das 100 maiores pessoas que já passaram pela franquia.

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Vince Lombardi

O homem que dá nome ao título máximo da liga, Lombardi é considerado por muitos o maior treinador da história dos esportes americanos. Muito deste hype em seu nome, é devido ao incrível feito de nunca ter tido uma temporada com mais derrotas que vitórias e de ter o record de 105-35-6. Além disso, Vince foi campeão da NFL cinco vezes num intervalo de sete anos, tendo os dois primeiros títulos do Super Bowl.

Vince está no Hall o Fame pelo Green Bay Packers, onde conquistou todos os seus títulos como Head Coach e foi eleito duas vezes como coach do ano. Pelo Redskins, o técnico conseguiu ter uma temporada positiva após 14 anos desastrosos da franquia. Infelizmente, Lombardi faleceu no ano seguinte a este feito.

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Paul Brown

O lendário cofundador e técnico do Cleveland Browns, franquia que tem o nome em homenagem a ele, é também um dos maiores técnicos da história da NFL. Sua história no futebol americano profissional, na verdade, antecede a criação da liga, sendo técnico do próprio Cleveland Browns, brevemente chamado de Panthers, na AAFC (All-America Football Conference). Brown também foi técnico no College, e foi, inclusive, campeão.

Campeão quatro vezes consecutivas da AAFC, Brown e sua equipe dominaram a liga e a levaram ao fim devido tal dominância. Com isso, Cleveland Browns, San Francisco 49ers e Baltimore Colts juntaram-se à NFL.

Na NFL, Brown foi campeão mais três vezes, técnico do ano sete vezes (por veículos de notícias diferentes) e ajudou a fundar o Cincinnati Bengals (pela AFL). O técnico está no Hall da Fama da liga e no Ring of Honor de Cincinnati e de Cleveland.

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A Nova geração de Quarterbacks na NFL – Uma juventude que chega com impacto!

Por André Borzani – Redator College Football e NFL // Tide Football.

É natural, gerações após gerações a Liga vai se renovando, jogadores mais velhos se aposentam e novatos chegam para pegar seus lugares. Um fenômeno cada vez mais comum tanto na NFL quanto em outras ligas americanas é o crescimento da quantidade de jovens jogares, muito motivado pelo cada vez mais necessário atletismo.

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A NFL é uma Liga que em sua história privilegiou muito aqueles que já prestaram algum serviço em alta qualidade para ela, principalmente em uma posição fisicamente menos exigidas, como a de quarterback. Não é preciso ir longe para se ter um exemplo, Philip Rivers foi draftado pelo New York Giants em 2004, na pick 4, e foi rapidamente trocado para o então San Diego Chargers, em um negocio envolvendo Eli Manning.


Rivers jogou de 2004 à 2019 pelos Chargers, tendo ainda uma temporada pelo Indianapolis Colts. Se analisarmos Philip Rivers como jogador veremos um bom quarterback, pouco atlético e que apesar de não te entregar nada espetacular, não terá jogos de 4 interceptações para arruinar sua semana. Por anos ele parecia mostrar seu declínio técnico, mas seguia tendo seu contrato renovado pelos Chargers, e quando não o teve, assinou para jogar no Lucas Oil Stadium.


O que quero dizer com essa pequena história é que historicamente as franquias são precavidas, preferem contratar um veterano com bom piso apesar de um teto não tão alto, a draftar um rookie que pode ter um teto superior, mas que seu piso ainda é um mistério. Na contra mão deste movimento, franquias como o Kansas City Chiefs decidiram arriscar, trocando seus veteranos por rookies promissores, como no caso dos Chiefs com a troca de Alex Smith por Patrick Mahomes. Preciso dizer algo?


Atualmente se somarmos a idade de todos os quarterback titulares da NFL (para tal conta considerei Justin Fields, Cam Newton, Teddy Bridgewater e Jimmy Garoppolo titulares) teremos o incrível numero de 900 anos, se dividirmos por 32, numero de franquias da Liga, teremos uma média de pouco mais de 28 anos, numero que já foi muito maior no passado.

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Quarterbacks cada vez mais jovens vem sendo escolhidos pelas franquias no draft, como Lamar Jackson e Trey Lance, ambos escolhidos com apenas 20 anos. Ao mesmo tempo alguns times preferem manter seus medalhões e apostarem na continuidade e na segurança, como os Pittsburgh Steelers com Ben Roethlisberger, de 39 anos, e o Washington Football Team que terá Ryan Fitzpatrick, no auge de seus 38 anos. Para essa analise desconsiderei Tom Brady, afinal de contas, 43 anos para ele não parecem ser uma questão relevante.


Se consideramos os quarterbacks entendidos como de nova geração, teremos uma lista grande e de talento, são eles: Joe Burrow (Bengals), Baker Mayfield (Browns), Lamar Jackson (Ravens), Justin Fields (Bears), Trevor Lawrence (Jaguars), Sam Darnold (Panthers), Josh Allen (Bills), Tua Tagovailoa (Dolphins), Zack Wilson (Jets), Daniel Jones (Giants), Jalen Hurts (Eagles), Justin Herbert (Chargers) e Kyle Murray (Cardinals). Todos ainda com seus contratos de rookie em vigor.

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A especial relação entre Nick Saban e Bill Belichick que já rendeu até documentário

Por Thiago Dellandrea – Redator College Football e NFL // Tide Football.

A relação Nick Saban e Bill Belichick é uma das mais vencedoras do esporte, com já quatro décadas rendeu até mesmo um documentário na HBO (The Art of Coaching), no qual os dois treinadores remembram suas trajetórias, mas principalmente a relação entre eles, apesar de caminhos diferentes está diretamente ligada, em todos os aspectos.

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O início
Como treinador Belichick assumiu o comando dos Browns em 1991, longe dos melhores dias da franquia, sua primeira contratação foi Nick Saban, como coordenador defesivo, no qual juntos formaram uma das mais fortes defesas da liga em 94 (12,8 pontos por jogo), os Browns foram revolucionários em combater o até então novo estilo de jogo dos Steelers, que buscava espalhar a defesa com uma quantidade maior de recebedores ao longo das formações (nada incomum para os dias de hoje) no fim do bom ano de 94, Bill foi demitido da equipe de Cleveland, é fato que a falta de paciência do GM da equipe hoje faz parecer tudo um erro, afinal o time estava desgastado e a idade já muito avançada, fez necessário uma reconstrução no elenco, estava ocorrendo de maneira eficiente se analisarmos friamente o desempenho dos atletas trazidos nos anos que sucederam, no entanto Cleveland que perdeu três Finais de Conferência entre 1986 e 1969 não queria esperar mais tempo para vencer.

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Vale ressaltar, nove membros da comissão técnica, futuramente tornariam se Head Coach ou General Manager, como Ozzie Newsome (GM dos Ravens desde 1996), Kirk Ferentz (Treinador de Iowa desde 1999), Tom Dimitroff (GM dos Falcons de 2008 a 2020), Eric Mangini (com passagens por Jets, Patriots, Browns e 49ers venceu 3 Super Bowls), Scott Pioli (parte importante do inicio do sucesso de New England) e Jim Schwartz (Coordenador defensivo que venceu o Super Bowl com os Eagles) e Nick Saban.


A separação e Continuação
Ambos seguiram caminhos diferentes, Saban se tornou treinador de Michigan State (onde ficaria de 95 a 99) enquanto Belichick iria pela sua primeira passagem nos Patriots (que permaneceria apenas por 1996), até este momento ambos ainda não obtinham o reconhecimento, mesmo já formulando grandes defesas, foi em 2000 onde coincidentemente teriam suas reviravolta, Nick Saban assumiria o comando da LSU, enquanto Bill Belichick deixaria o comando de um dia como treinador principal dos Jets para ser anunciado como o 12º Treinador dos Patriots, mudança essa que renderia uma primeira escolha geral no draft de 2000 aos Jets, Saban nos 4 anos como treinador venceu 2 campeonatos da SEC e seu primeiro Campeonato Nacional, Bill, nos mesmos 4 anos venceria 3 Super Bowls.


Em 2005 a amizade poderia ter se tornado uma das maior rivalidades da NFL, quando Saban aceitou ser o novo treinador do Miami Dolphins, na primeira temporada levou a equipe para 9 vitorias e 7 derrotas, ainda não suficiente para bater os Patriots que venceriam 10 vezes na temporada regular e parariam somente no Divisional contra os Broncos, grandes incertezas rodeavam a equipe da Florida para o ano de 2006, a principal com relação a posição de quarterback, criando grande interesse no atleta cortado pelo San Diego Chargers, Drew Brees, com um histórico de lesões houve a preferencia pelo GM, por Daunte Culpepper, que curiosamente também viria de lesão, em 2006 os Dolphins venceriam apenas 6 vezes e perderiam 10, enquanto seu amigo e rival de venceria 12 vezes e perderia somente 4, indo novamente para Pós Temporada parando somente na AFC Championship para os Colts, que venceriam o Super Bowl daquele ano contra os Bears, nos dois anos os dois enfrentaram-se 4 vezes com duas vitorias para cada, sempre com grandes shows, defensivos…

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Saban teve sua passagem em Miami, marcada por disputas e desentendimentos internos, principalmente com relação aos atletas selecionados no draft e contratações, liberdade muito diferente da de Belichick nos Patriots, afinal o mesmo ocupava também o cargo de GM, assim em 2007 Saban assumiria a Alabama Crimson Tide (onde venceria outros 6 campeonatos nacionais), para Bill, como dito no documentário, “saber que não mais o enfrentaria, foi o dia mais feliz do ano”.

A Parceria de Atletas
12 atletas foram selecionados pelos Patriots desde 2000 das equipes ao comando de Saban, o sucesso individual de cada um não é o mesmo, mas ainda sim é outra amostra de confiança no trabalho e na troca de informações destes:
2000 – o primeiro seria o Tackle Direito Greg Randall, por Michigan State permaneceu 3 anos em New England onde venceu o Super Bowl, como parte importante da equipe, atuou em 35 jogos 23 deles como titular, em 2003 deixou a equipe rumo a Houston, onde terminaria sua carreira pelo histórico de lesões, fator esse que o fez sair dos Patriots.
2002 – Defensive End Jarvis Green, LSU, venceu 2 Super Bowls por New England, durante os 7 anos na equipe, atuou em 121 jogos, apesar de jamais se firmar como titular foi um consistente atleta e importante na rotação conseguindo 28 sacks e 233 tackles totais.


No mesmo ano o Quarterback Rohan Davey foi selecionado, atuou somente 7 vezes em 3 anos, com apenas 19 tentativas de passe completou 8 deles, para 88 jardas.
2004 – Outro Defensive End, desta vez Marquise Hill que não teve o mesmo sucesso do anterior, com apenas 13 aparições somou 3 tackles.

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2010 – O primeiro atleta selecionado de Alabama, o Defensive Tackle Brandon Deaderick, jogou na NFL por 5 temporadas, 3 delas em Boston, fazendo parte da rotação do interior, muito semelhante a que Danny Shelton e Malcom Brown recentemente foram, 34 aparições, 14 delas como titular, conseguiu 5 sacks e 45 tackles totais.
2012 – O atleta de maior sucesso e peça fundamental das defesas de Alabama e Patriots, Dont’a Hightower, foi vencedor por ambas, somou até 2019, 505 tackles totais, 25.5 sacks, mesmo que o mais importante deles, o strip sack que resultou no fumble contra os Falcons no Super Bowl não esteja contabilizado, o atleta se firmou como o mais decisivo e um dos mais importantes da defesa de Boston, suas ausências contra os Eagles no Super Bowl e na temporada de 2020 foram sentidas de maneira significativa, a expectativa é do retorno do mesmo na temporada de 2021, venceu 3 Super Bowls e 2 Campeonatos Nacionais do College.


2016 – CornerBack Cyrus Jones com somente dois anos em New England, teve participação em 12 jogos majoritariamente no time de especialistas, retornando todos os tipos de chutes, somou 91 jardas em retornos 16 retornos de punts, além de 180 jardas em 8 retornos de kickoff, atuou pela última vez em 2019 pelos Ravens.
Linebacker Xzavier Dickson selecionado na 7 rodada até o momento somente se encontrou no time de treino.
2019 – Running Back Damien Harris, fazia parte do poderoso backfield com 4 excelentes corredores, como já abordamos no texto dos prospectos da Alabama no draft, participou de 12 jogos somou 691 jardas corridas em 137 tentativas, com 5 jardas de media, e 2 touchdowns, conseguiu ainda 5 recepções para 52 jardas, certamente ganhara snaps na próxima temporada.


2020 – O edge rusher Anfernee Jennings participou de 14 jogos na temporada de calouro, não conseguiu sacks mais exerceu um importante nível de pressão, vale ressaltar que a linha defensiva da equipe sofreu com diversos problemas no interior, o que pode ter “contido” a forma do pass rusher jogar, ainda sim, somou 20 tackles, a disputa no grupo de pass rusher deve crescer ainda mais com a chegada de Judon.
2021 – Com grandes questionamentos sobre o futuro, os Patriots selecionaram, Mac Jones, Quarterback que liderou a Alabama a outro título nacional, apresenta características de frieza durante a pressão e a capacidade de lançar em profundidade, mesmo sem seus alvos e agora na NFL, pode realinhar futuramente a equipe ao objetivo principal, vencer.

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Christian Barmore Defensive tackle, uma certeira escolha do que pode ter sido um dos melhores drafts dos Patriots nos últimos anos, Barmore chega como started, afinal a perda contínua dos atletas de interiores, pela grande “supervalorização” causada pela forma defensiva de postar a equipe, faz interior uma necessidade quase constante, no ultimo ano, fator de fragilidade contra a defesa, o reforço acrescentar capacidade de contenção frente aos fortes jogos corridos da divisão. O Estilo em Comum; É de conhecimento a semelhança na forma de jogar das defesas, especificamente na maneira quase cirúrgica de atuação de alguns setores.


As Linhas defensivas:
apesar da preferência de Bill pelo 4-3 e a de Saban pelo 3-4, mesmo que nos últimos anos a lógica parece inversa, as linhas defensivas apresentam um atleta desempenhando papel igual, um defensive tackles sólido contra corrida, metodicamente disciplinados a contenção de gaps, não importe quão teatral seja o quarterback a enfrentar, ao questionar, mas isso não é uma característica do atleta? Realmente, o estilo é individual, no entanto a busca por esta característica, faz da alabama uma máquina de produzir interiores contra corrida, como Dalvin Tomlinson (Vikings), Quinnen Wiliams (Jets) e a dupla de Washington Jonathan Allen e Da’Ron Payne, valorizada por quase todas as equipes na NFL, o resultado disto nas defesas de Bill é a liberdade, principalmente dos defensive ends e a menor ocorrência da necessidade dos corners terem que irem ao meio do campo tacklear as corridas, fazendo com que fiquem majoritariamente na contenção das corridas outside, para a Alabama de Saban isso resulta em maior liberdade aos linebackers e facilidade de identificar qual gap a corrida vai vir, ficou evidente na temporada de 2019 quando sem Dylan Moses o Freshman Christian Harris se tornou o principal Linebacker da Tide.


Safetys:
Com maior números de semelhanças estando nas secundarias, ambas valorizam a posição de safety, isso explica McCourty a tanto tempo estar como peça crucial da defesa de Boston mesmo pouco reconhecido, ambos usam os safetys evidenciando as características de um atleta que cobre muito bem áreas, enquanto outro com grande capacidade de contribuir nas corridas, este último que nos últimos anos foi Patrick Chung, hoje Kyle Dugger exerce tal função, no lado da Alabama podemos ver a defesa de 2016 com vários excelentes atletas e no fundo Ronnie Harrison era o míssil que implodia as corridas e Minkah Fitzpatrick protegia o fundo do campo.


Corners:
Os Patriots não iam constantemente atrás de bons marcadores na free agente à toa, Darrelle Revis e Stephon Gilmore representam a busca constante de terem atletas capazes de jogarem na “ilha”, deixando o corner do lado oposto sob a tutela do safety com maior amplitude de cobertura, no entanto este corner na ilha não encontrasse desamparado, mas ao invez de suporte no fundo essa ajuda é majoritariamente perto da linha de scrimmage, podendo ser dos Lbs ou do outro Safety, Saban não está nada atrás, constantemente usando suas bolças já no início do recrutamento com algum dos melhores corners disponíveis, tem se destacado como um grande desenvolvedor de corners, desde os Walk on (atletas não recrutados) como Levi Wallace, um dos melhores corners de Alabama, aos demais.
Mas principalmente a maneira consistente de trabalhar, com grande preparação técnica e física, não atoa resultando em times vencedores.

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Com Sam Darnold a solução chegou para o Carolina Panthers?

Desde a temporada de 2015, a torcida dos Panthers está carente de solidez na posição de Quarteback, onde após ganhar o prêmio de MVP da temporada, Cam Newton nunca mais foi o mesmo, e desde então, nuvens negras pairaram sobre Carolina.
De 2015 pra cá, nomes como Derek Anderson, Taylor Heinicke, Kyle Allen e Teddy Bridgewater, assumiram o posto de titulares dos Panthers e nenhum se firmou, porem, nesta Free Agency, os Panthers acertaram a vinda de Sam Darnold em uma troca com os Jets. O jogador selecionado na 1ª Rodada do Draft de 2018 sofreu com lesões e não deu certo em Nova York, mas os Panthers viram seu potencial (muito mostrado no College, é verdade) e apostam seu futuro no jogador. Será que Sam Darnold é a solução?

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Um time montado a sua volta

O novo GM da equipe, Scott Fitterer, buscou uma reformulação na equipe, e mantém a ideia de mudança de mentalidade, priorizando o ataque. Com a reformulação iniciada na temporada anterior, antes mesmo da chegada de Fitterer e Darnold, nomes como Pat Elflein, Cameron Erving e John Miller para reforçar a linha ofensiva, setor muito criticado nos últimos anos, junto com o Tight End DanArnold, ex-Cardinals.

Chegaram peças importantes para reforçar o ataque via Draft, como o bom TE Tommy Tremble, o RB Chubba Hubbard, os WRs Shi Smith e Terrace Marshall Jr; e o T Brady Christensen. Tudo isso para deixar o ataque nos conformes para Sam Darnold poder fazer seu trabalho sem mais problemas.

Boas expectativas

Os últimos dois anos foram de grandes mudanças nos Panthers. Desde troca no comando técnico até um no Quarterback para chamar de seu, os Panthers investem no seu futuro, dando peças para Sam Darnold poder se desenvolver.
Não sabemos se Sam Darnold dará certo nos Panthers, mas até o momento, com as peças que tem a sua volta e o talento de Darnold, que mostrou lampejos durante seu tempo nos Jets, podemos dizer que os Panthers solucionaram seus problemas no comando do ataque, pelo menos temporariamente.



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Por oportunidades no futebol americano, Rio Football Academy tem treinamento para jovens e quer atingir todo o Brasil

Além de exportar atletas brasileiros, dando oportunidades reais de chegarem à NFL, Rio Football Academy busca desenvolver jovens para terem futuro promissor no esporte.

O crescimento do futebol americano no Brasil não tem sido uma tarefa fácil. Times se reinventam todos os anos para dar oportunidades de seus jogadores estarem em campeonatos, atletas mais antigos buscam qualificações diferenciadas do próprio bolso e, na maior parte, as grandes oportunidades na modalidade, que já são bem restritas, ficam ainda mais raras quando o futuro em questão vem de brasileiros que tentam a vida neste esporte. Para mudar este cenário, programas de inclusão esportiva e ideias criadas do zero passaram a atuar com a finalidade de oferecer um caminho melhor aos brasileiros que desejam, um dia, ter uma chance na NFL ou em qualquer outra liga. E é esse o objetivo da Rio Football Academy, a maior academia de futebol americano da América do Sul, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Patrick Dutton e Ramon Martire (este, QB da seleção brasileira), já passaram por times importantes do Brasil e tiveram como ideia inicial, anterior à fundação da academia, apenas um treino do estilo “camp” para quem se interessasse em aprender mais da modalidade.
“Em novembro de 2014 fizemos um camp que foi um sucesso, com 35 meninos. A partir dali quisemos dar continuidade ao projeto. Isso porque a vontade era de que atletas brasileiros conseguissem conquistar um espaço no exterior de igual para igual com os norte-americanos, porque lá começam a aprender o esporte com 7, 8 anos. “, afirma Patrick Dutton.

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Paixão pela NFL deu vida à Rio Football Academy
A ideia veio da paixão que Patrick Dutton tinha: A NFL. Mais especificamente, o New York Giants.
“Sempre pratiquei esportes. Joguei basquete por um tempo e sempre achei que poderia levar jeito para o futebol americano. Por uma coincidência do destino, uma pessoa que eu conhecia jogava e me levou para jogar. Começamos juntos no Botafogo, nas areias do Rio de Janeiro. E, desde 2013, estou nessa caminhada” – revela Dutton.
A Rio Football Academy oferece, hoje, diversos programas para treinamento e desenvolvimento dos atletas de modo único no Brasil e na América do Sul. Atualmente, contam com frentes presenciais e digitais. Na própria academia, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, 70 atletas treinam duas vezes por semana. Estes, arcam com o valor da mensalidade e têm direito aos treinos e equipamentos, que são disponibilizados na hora, para a prática da modalidade. De forma coletiva, os treinos presenciais atendem atletas de 7 a 23 anos, em turmas sub-15 e sub-23. Passando da idade limite para o presencial, os treinos são particulares onde, em maioria, os clientes são jogadores de outros estados que procuram o programa para evoluir e usufruir da infraestrutura local.
“Por ano, recebemos de 14 a 20 atletas que têm como objetivo melhorar o desempenho em geral.” – diz o CEO do projeto, Patrick Dutton.
Além do futebol americano, a academia também abriu espaço para o Cheerleading, esporte amplamente praticado nos Estados Unidos que ganhou atenção especial da RFA e que recebe mulheres que se interessam pela modalidade.
“Nosso objetivo era trazer a cultura do futebol americano e não apenas o esporte em si. Na parte digital, temos nossa loja de futebol americano onde atingimos o Brasil inteiro com equipamentos e roupas. Temos cursos online com preços acessíveis, específicos para cada posição (do jogo) e voltado a treinadores, do básico ao avançado.”, revela Dutton.
Além de cursos, a Rio Football Academy também tem oferecido consultoria online para mais de 40 atletas. O projeto consiste em auxiliar com a melhoria das partes técnicas, táticas e físicas, com acompanhamento individual, tendo a oportunidade de treinar presencialmente quando preferirem.
Preparação e exportação de atletas com bolsas de estudo
Porém, mesmo com as oportunidades começando ainda na infância dos alunos, Dutton sabe que a tarefa de maximizar o campo de chances destes atletas no futuro ainda é complicada. Por isso, firmaram parceria com um programa de envio de atletas para o exterior, a CS Educacional.
“Já mandamos mais de 30 meninos para o Canadá, Estados Unidos e México para estudarem com bolsa de estudos, por meio do futebol americano.” – Afirma Dutton, que aos 31 anos diz que todo o projeto também se deve ao “arrependimento” de ter conhecido o esporte de forma tardia, aos 24 anos. Isso porque sabe que se a dedicação tivesse acontecido ainda na adolescência, poderia ter uma oportunidade melhor para jogar, fazer faculdade com bolsa e receber melhores propostas.
O objetivo da RFA é expandir o projeto para todos os estados do Brasil, dando oportunidade a crianças aprenderem o futebol americano de forma embasada com pessoas capacitadas, inclusive, internacionalmente. “Nosso maior sonho é enviar um atleta para a NFL”, afirma Dutton. Atualmente, a academia, que já enviara diversos atletas para estudar fora do Brasil, conta com um atleta (Kicker) estudando na Divisão 1 do College Football que, caso se posicione bem, tem uma boa chance de chegar à principal liga da modalidade. Além disso, outro ex-RFA pode ir para a primeira divisão do futebol americano universitário em 2021, após receber 9 propostas de bolsas, nos Estados Unidos: O Kicker João Lima.
Futuro promissor
Além de uma academia do esporte, a Rio Football Academy também participa de campeonatos e jogos, perdendo apenas 1 em 5 anos. A vitória mais expressiva da RFA, até agora, se deu ao bater a seleção do Chile sub-23, no amistoso entre as duas equipes, em território Chileno por 20 a 10.
Patrick Dutton, como muitos outros atletas com mais bagagem no esporte sabe que, para conseguir um bom resultado em campo, é necessário se dedicar de forma precisa aos treinamentos: “O importante é você entrar e deixar tudo o que tem para ajudar o time a conseguir o objetivo esperado. Tento passar isso aos meus atletas, mostrando para eles que o esforço colocado diariamente é diretamente proporcional aos resultados que eles colherão no futuro. Quanto mais treinarem, maior a probabilidade de alcançarem seus sonhos”.

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Cris Kajiwara é eleita Presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano e apresenta projetos para mandato

Cristiane Kajiwara contou quais projetos pretende implementar em sua gestão. A Presidente foi eleita por aclamação, pela chapa “CBFA Mais Forte”, que conta com Tiago Munden como Vice

Divulgação CBFA

Eleita em assembleia para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol Americano, a chapa intitulada “CBFA Mais Forte”, formada por Cristiane Kajiwara e Tiago Munden, assumirá o mandato com grandes projetos e responsabilidade. Cris, como é conhecida no meio do futebol americano nacional, em entrevista ao Torcedores.com, contou o que espera para os próximos anos da Confederação e para o desenvolvimento do esporte no país.
E seu interesse pela modalidade começou em uma equipe bem conhecida dos paulistas.

“Eu conheci o futebol americano pelo Corinthians Steamrollers. Antes disso, não sabia dos times do Brasil ou da NFL. E foi totalmente por acaso. Comecei como fã, assistia aos jogos e ia aos eventos. Fui convidada pelo Ricardo Trigo para fazer parte do staff. Depois, do administrativo e, depois, da diretoria. Nos últimos anos estávamos trabalhando no desenvolvimento da categoria de base da equipe. Do Corinthians, fui para a SPFL. Agora, quero levar todo o conhecimento que adquiri, para todo o Brasil”, relata a Presidente da CBFA, Cristiane Kajiwara.

Por ter acompanhado como é o futebol americano nacional, a atual Presidente sabe que a tarefa não será fácil. Principalmente pelos fatores deixados pela gestão anterior do ex-Presidente Ítalo Mingoni. E a ideia de assumir a Confederação surgiu pela intenção de mudar o cenário para fazer algo melhor e, de fato, diferente.

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“Quando estava na gestão anterior, eu e o então Diretor de Esportes, Dan Muller, víamos muitas oportunidades mas não conseguimos atuar por falta de autonomia. Daí veio a ideia de assumir a presidência. Identifiquei que as partes técnicas e esportivas ficaram muito a desejar em todas as gestões anteriores. Agora, vamos mudar o foco e a imagem da Confederação. Queremos dar atenção aos atletas, aos times e às federações, que só têm sido lembrados em época de eleição.” – afirma Cris Kaji, que começa o mandato a partir de hoje. “Vamos mostrar o que está sendo feito nos estados, com os Presidentes e Federações”, completa.

Cristiane entende que, atualmente, a CBFA não engloba todos os times no sistema da confederação. E ela quer que sua gestão traga-os para “perto” e que “entenda as necessidades das equipes”.

Categorias de base no futebol americano
A atual gestão, formada pela chapa CBFA Mais Forte, traz como um dos projetos principais o desenvolvimento das categorias de base do futebol americano no Brasil. E, ainda, estuda voltar com os torneios de seleções regionais, para fomentar o crescimento da modalidade entre jovens que se interessam pelo esporte.

“Vamos focar bastante em categorias Sub-16, Sub-13 e Flag Football. A cada ano, vemos que muitos talentos aparecem no Brasil. E nossa ideia é ter, nas Federações, pessoas capacitadas que elencarão nomes para possíveis seleções. Assim, vamos conseguir mapear melhor o que estamos desenvolvendo no país. Teremos a volta de seleções estaduais e, em 2022, queremos voltar com torneios de seleções.” – Afirma a atual Presidente da CBFA. “Atuaremos em diversas frentes que podemos tirar, finalmente, do papel. Principalmente, a de popularizar o futebol americano e mudar a imagem da CBFA.”, conclui.

Reforço de peso no marketing da CBFA
A nova gestão da Confederação quer implementar medidas inovadoras. E, para isso, garantem que o nome que será anunciado para a a Diretoria de Marketing é de peso no mundo esportivo.

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“Queremos uma CBFA que inove. E por isso estamos para anunciar um nome de peso na Diretoria de Marketing. Assim que lancei a candidatura, muitas possíveis parcerias quiseram apoiar a CBFA. E quem escolhemos estava muito alinhado com o que queremos. É muito forte no mundo esportivo, e sabemos que a Confederação só tem a ganhar com o ótimo produto que tem em mãos.” Contou a nova Presidente da CBFA.

Dívidas da gestão anterior
A gestão anterior do ex-Presidente Ítalo Mingoni e de seu Vice, Lucas David, foi interrompida após renúncia. Estes, que já começaram na Confederação com uma dívida grande, amortizaram-na, mas, ainda, deixaram um valor maior que 100 mil reais para que a próxima gestão assumisse. Listado na quantia, um contrato de rescisão do ex-Presidente, que tinha salário de R$5.000,00, enquanto os demais funcionários do órgão eram voluntários.

“A dívida não me preocupa. É um valor expressivo, mas não me assusta. Se tivermos medo do valor, não vamos alcançar coisas maiores. Todos os esportes têm uma taxa para o atleta ser Confederado, mas nossos projetos vêm para não depender de taxas confederativas. Já começamos negociações e muitos têm interesse de se relacionar com a CBFA. Da dívida, vamos renegociar grande parte. Além disso, teremos patrocinadores e projetos incentivados, além da venda de produtos, para quita-la.” Conclui Cristiane Kajiwara.

Volta dos campeonatos pós-pandemia
A nova gestora da CBFA sabe que, para que tudo corra de maneira fluida, é preciso que toda a situação com o Covid-19 se amenize. “Na CBFA, divulgamos um protocolo de prática do esporte que não esta sendo seguido por muitas equipes. Acredito que, em 2021, podemos não ter um campeonato nacional. Mas, no segundo semestre, possivelmente vamos conseguir aplicar clínicas e Combines, além de eventos menores”, afirma a Presidente. “Conversaremos com as Federações para que exista um consenso. Na retomada, teremos cautela. Começando com os estaduais e amistosos locais.”

O cronograma para a vacinação da Covid ainda é diferente em cada estado do país. Por isso, a intenção da gestão é fazer com que a retomada seja gradual para que ninguém seja prejudicado e que o contágio seja evitado.

1º Estádio de futebol americano de São Paulo
Para Cristiane, o começo de 2021 foi agitado. No dia 21 de janeiro, foi dado mais um passo para a 1ª arena de futebol americano do estado de São Paulo. Contando com Cristiane Kajiwara, Ricardo Trigo (Presidente da FEPAFA), o Deputado Estadual Alexandre Frota (PSDB – SP), o Secretário Marcos Penido, Patrícia Iglesias (Presidente da CETESB) e o Vereador Ozziel Souza, o projeto foi pré-aprovado e o estado pode ter, em breve, um palco para a modalidade ser praticada e comercializada.

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“Aqui em São Paulo o (Ricardo) Trigo vem batalhando há anos para conseguir um espaço. Isso porque sempre sentimos muita dificuldade de procurar campos a cada jogo. E, claramente, isso impacta na quantidade de fãs do esporte que temos. Os gestores do FABR buscam isso há um bom tempo. Já batemos em diversas portas e, finalmente, está bem encaminhado”, conta Cris Kaji sobre o 1º estádio voltado para o futebol americano no estado. Este, poderá ser explorado, inclusive, comercialmente. Promovendo jogos com vendas de ingressos, eventos beneficentes e comunitários, entre diversas possibilidades que serão realizadas assim que ficar pronto. “Fizemos muitas visitas no local e chegamos na Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente com um projeto consolidado e aprovado. A ideia inicial era apenas um campo de futebol americano. Agora, faremos até um campo de Flag Football. Estamos aguardando a parte burocrática, e o Deputado Alexandre Frota entrará com uma emenda para que não tenhamos apenas o espaço, mas recursos para fazer a arena.”

A previsão é que o palco da modalidade comece a ser construído ainda em 2021, para que em 2022 esteja pronto para a São Paulo Football League. “Ter uma casa própria da modalidade, além de incrível, diminui muitos custos para equipes e campeonatos”, afirma Cristiane. O projeto conta ainda com alojamentos para atletas que cheguem de outros estados ou, até mesmo, do exterior, como convidados para amistosos. “Nossa intenção é replicar o projeto por todo o Brasil.” – conclui.

O futuro do Brasil Onças
Para a Seleção Brasileira de Futebol Americano, a nova gestão da CBFA quer expandir horizontes e promover jogos internacionais, por meio de leis de incentivo ao esporte. E é algo que já está sendo colocado em prática. “Teremos um evento muito interessante com o Brasil Onças. Estamos trabalhando neste ponto desde o ano passado e o projeto já está protocolado. Será tudo com a nova cara da CBFA”.

Os cargos diretivos que vão compor a nova gestão da CBFA serão anunciados no decorrer da primeira semana de mandato, com anuncio pelos canais oficiais de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol Americano.

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Linha Ofensiva, o Coração do Jogo – 3 Pilares de um Linha Ofensiva

Por Caio Guimarães – CEO // Tide Football.

Caio aqui e vamos trocar idéia real do que é futebol americano, esse é um texto de uma série de conteúdo sobre linha ofensiva se tratar do coração do jogo e mesmo assim não ser a posição mais glamourosa em um campo de futebol americano, mas é indiscutivelmente uma das mais importantes do jogo.



E apesar de toda sua importância, normalmente sua presença não é muito reparada, mas quando esses caras cometem um erro que leva a um sack ou um tackle para perda de jardas, “aí sim rs” todos vão reparar na Linha Ofensiva.

Eu tenho o costume de ser do contra, se todos assistem um jogo por causa do Aaron Rodgers eu assisto para ver David Bakhtiari, ou Quenton Nelson e assim vai dependendo do time.

Direcionar os olhares para a Linha Ofensiva é uma prática muito rica, ver algo que os comentaristas nunca mencionam com real valor que merece, mas para nós – Linha Ofensiva é o Coração do Jogo.

Como disse – esse é o start de um conteúdo sem fim e vamos aprender juntos sobre os atletas mais fortes do esporte mais completo do mundo.

Três principais pilares de um Linha Ofensiva

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1. Inteligência

Pode parecer um pouco estranho, esta não é uma característica física, mas a inteligência por si só pode ser o maior fator para determinar a diferença entre um bom ou ótimo linha ofensiva. Em cada jogada, a linha ofensiva deve ter um entendimento completo não só de suas atribuições individuais, mas também dos adversários aos quais se alinha. Isso está relacionado ao fato de que eles devem saber a chamada de jogo exata para que possam executá-la corretamente. Isso inclui saber o gap que o corredor está atacando, onde o passe está sendo lançado e a contagem do snap, entre outras responsabilidades mais técnicas. Como momento de impacto, posicionamento de corpo e sincronia na unidade, tópicos casados que podem transformar completamente um ataque.

2. Memória de Curto Prazo

Semelhante a um arremessador de beisebol, um linha ofensiva deve ser capaz de apagar rapidamente um erro de sua memória. Mesmo que tenham perdido a proteção de passe ou o bloqueio para corrida, os linhas devem ter a mentalidade blindada pronta para o próximo Snap. Deixar que um ou dois erros o incomodem pode atrapalhar seu jogo. Isso é vital, considerando que existem linhas defensivos com 1,90cm e 140kg vindo em sua direção em cada jogada.

3. Tamanho, Força e Velocidade

Isso pode parecer o mais óbvio, mas ainda acontecem alguns debates referente ao assunto, os tópicos estão em ordem de importância – Inteligência e Mentalidade precisam estar alinhadas para começarmos a passar a fita de medidas ou ativar balança de três dígitos. Só ter 1m90cm (altura) e 140Kg (força). Já está de bom, certo? (como se fosse fácil rs) Não, vamos para velocidade atrelada a agressividade tal combinação se torna uma característica vital quando se trata de ser um jogador de linha de sucesso. Explodir fora da linha de scrimmage é necessário em cada jogada. Permitindo que você fique na posição adequada para encontrar o defensor antes que ele chegue ao quarterback ou ao Running Back.

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