Preview Game Galo Futebol Americano Vs. T-Rex Sports Academy

Material original Tide Football e participação técnica do Coach Kevin Veloso.

O mundo mudou muito desde 2019, uma pandemia nos atingiu. O mundo parou, o FABR parou, o tempo passou e uma coisa não mudou: a vontade de ver um duelo entre Galo FA e Timbó Rex!

O Death Valley no dia 11 de dezembro coloca frente a frente, duas das três equipes mais fortes do cenário nacional!

O Galo viaja para desafiar o hostil complexo esportivo Timbó e a temível ameaça jurássica que lá habita, com grandes expectativas de repetir o resultado de 2018, por 14 a 10 enviou a equipe mineira ao grande Brasil Bowl daquele ano, que terminaria pintado de preto e branco.

Por outro lado, o Rex, contara com a vantagem de casa e o retorno de grandes atletas, dos quais ajudaram a fazer o que essa equipe é hoje.

O Timbó Rex é um dos programas mais tradicionais do país, fundado em outubro de 2007 e de lá pra cá já foi Campeão Brasileiro por duas vezes (2015 e 2016), além de ser Pentacampeão Catarinense (2015 a 2019), domina a Conferência Sul do campeonato nacional desde 2014, formadora de atletas de destaque como Luís Polastri, Otávio Amorim, Guilherme Meurer, Andrew Bernadini.

Já o Galo F.A, que começou sua jornada como GET Eagles em 2014 também se consolidou como um dos projetos mais tradicionais no Brasil, conquistando títulos importantes como a Liga Nacional de 2016, a Copa América de Fútbol Americano no México, além dos Campeonatos Brasileiros de 2017 e 2018 e se consolidando em Minas Gerais vencendo a Copa Minas (2017) e o Campeonato Mineiro (2018 e 2019). Lá também é um celeiro de grandes atletas nacionais, como João Conrado, Marcus Tuleba, Luiz Protásio, Rapha Cruz, Victor Mega.

Desde esse encontro interrompido em 2019, muita coisa mudou. O mundo foi atingido por uma pandemia terrível, que forçou todo mundo a interromper por um tempo suas atividades, prezando pela saúde de todos e da sociedade em geral, nisso, nas duas equipes alguns atletas foram embora, outros chegaram, também houveram aqueles formados nas suas categorias de base e lapidados com o tempo.

O último jogo do Timbó Rex foi contra o Manaus FA no último último 20 e venceram pelo placar de 38×0. Antes disso, a última vez que tinham pisado em campo havia sido no Brasil Bowl em 14/12/2019. Já o Galo F.A jogou duas vezes contra o mesmo Manaus F.A, uma em 12/12/2020 e outra em 30/10/2021, além de ter disputado a MGFL e se sagrado campeão, com vitórias sobre o Golden Lions e na final contra o Cruzeiro FA, por 40×3.

Sem saber o que esperar desse confronto? Então se liga nesse Preview Game que a gente preparou para você!

Prováveis Iniciais “Starters”

TREX Ataque

Luís Bassani #7 (QB)
Eduardo Maranhão #21 (RB)
Jonathas “Japa” #84 (WR)
Marlos Reis #6 (SLOT)
Gabriel Fontanela #85 (SLOT)
Nanni Fabrizio #14 (WR)
Diogo Zanchet #69 (T)
Gustavo Brito #60 (G)
Eduardo Peters #62 (C)
Tiago Laurencine #79 (G)
Marcos Vinícius #76 (T)

Amilcar Ozil #2 Kicker

TREX Defesa

Paulo Andrade #56 (DE)
Ramon Verdugo #99 (DT)
Andrei Pereira #95 (DE)
Luis Polastri #59 (LB)
Henrique Scomparin #48 (LB)
Giovanni Pichetti #12 (LB)
Jefferson Abraão #29 (DB)
Arthur de Lucca #10 (DB)
Matheus Flausino #19 (FS)
Andrew Bernadini #33 (S)
Lucas Carneiro #8 (S)

Galo Ataque

Yair Marquez #11 (QB)
Marco Gheller #2 (RB)
Victor Vilaça #1 (WR)
Marcelo Pokémon #85 (WR)
Bruno Patrus #14 (SLOT)
Marcos “Kikito” #13 (SLOT)
Iury Machado #69 (T)
Gabriel Raeder #57 (G)
João “Monobloco” #60 (C)
Thomé “Paçoca” #78 (G)
Soares “Lucão” #70 (T)
Luiz Protasio #6 (K/P)

Galo Defesa

Marcus “Tuleba” #49 (DE)
Rafael Machado #98 (NT)
Breno “DK” #5 (DT)
Lucas “Cotô” #99 (DE)
Ryan David #3 (WLB)
Bruno “Bundona” #51 (MLB)
Oshay Dunmore #20 (FS)
Fabian Hernandez #16 (SS)
João Chamone #23 (WS)
Rhuan Pablo #44 (CB)
Matheus Morais #21 (CB)

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Na Visão do Coach, Com Kevin Veloso – Coordenador Ofensivo da Seleção Brasileira de Futebol Americano e João Pessoa Espectros

Foto: May Abreu

O ataque do Rex é em muitas maneiras similar ao do Galo, com duas grandes diferenças. A primeira é que quase sempre tem alguém se mexendo antes da jogada começar no que chamamos de motion. Na final de 2019 contra os Espectros, 16 dos 59(quase 30%) snaps válidos e inválidos tiveram algum tipo de motion e, na maioria das vezes, essa movimentação foi usado para expandir alguém na defesa (seja um LB ou Safety), abrindo assim entrezonas no meio do campo, ou para tirar vantagem num screen. A segunda diferença é que o Rex é mais inclinado ao jogo aéreo, isso devido a ter um stud como Meurer* alinhado de wideout (*dúvida para o jogo).

Um duelo para ficar de olho é entre a secundária do Galo contra esse poderoso jogo aéreo do Rex. O screen game tão eficaz do time de timbó faz com que os DBs dos seus adversários tenham que jogar mais perto da linha de scrimmage e é aí onde o forte grupo de WR, que também conta com Marlos Reis, toma vantagem nas zonas mais profundas da defesa. Dessa vez, porém, do outro lado encontra-se o americano Oshay Dunmore que é rápido como poucos aqui no Brasil e não tem problema nenhum em distribuir hits.

O Galo virá atrás de Bassani (e Romário) com um excelente pass rusher chamado Tuleba e, por outro lado, o Timbó Rex conta com um dos melhores, se não o melhor, running backs da nação: Eduardo Maranhão. Maranhão e a OL do Rex terão papel fundamental nessa partida, por que um jogo corrido funcional tende a deixar os rushers mais fiéis às suas responsabilidades de gap e pensando um pouco mais antes de perseguir o QB. A boa notícia é que a linha ofensiva do Rex é das mais técnicas e agressivas que temos hoje e o número 21 está mais do que acostumado a ir bem em jogo grande.

Foto: Gilson Junio

O ataque do galo é um ataque baseado em corridas de zona que são rodadas em forma de RPOs (Run Pass Option) com a principal leitura sendo contagem numérica no box, ou seja, 6 adversários ou menos no box: corrida, mais que isso: passe. A boa notícia pro atlético é que desse jeito a defesa está sempre errada, porém a má notícia é que do outro lado encontra-se Polastri e esse cobre muita grama. Com o 59 a defesa consegue se dar ao luxo de estar com 6 no box e ainda ser efetiva contra o jogo corrido como mostrou no jogo contra o Manaus.

Vai ser interessante ver como o Rex vai responder às entradas de Paris Lee, por que se tem uma coisa que o galo foi efetivo nesses últimos dois jogos foi seus WRs em situações 1×1. Tomando o jogo de Manaus como exemplo, dos três primeiros TDs, dois surgem da ameaça do running back gringo em campo forçando situações de passes 50/50 que, para esse ataque, mais parecem 80/20(vide jogo contra o Cruzeiro). O outro TD foi feito pelo próprio Paris, totalizando 21 dos 34 pontos feitos pela ofensiva no jogo em questão.

Se tem uma coisa que o ataque desse time não fez durante esses jogos(talvez por que nunca chegaram a precisar), foi tomar vantagem dos checkdowns. Então, talvez, a defesa do Rex venha com uma mentalidade “bend but not break”, tendendo a popular o box colocando sempre 7 jogadores e dando prioridade a cobrir zonas mais profundas fazendo o Galo sair um pouco da zona de conforto e sempre procurar esses “gimmies”. Fazer isso contra esse ataque também pode ser muito perigoso, porque, se mal executado, teremos muito espaço para os QBs correrem. E eles correm.

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