Conheça sobre a Liga Europeia – European League of Football (EFL)

O que é? European League of Football (EFL)

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Nas últimas semanas, uma nova liga de futebol americano entrou no radar dos brasileiros, principalmente após o anúncio de uma parceria com a Liga BFA. Estou falando da European League of Football (ELF).

Anunciada em março de 2020, pouco antes da pandemia ser declarada mundialmente, a ELF é a primeira tentativa de retornar com o futebol americano profissional na Europa desde 2007, ano em que a NFL Europa encerrou suas atividades.

A ELF é uma empresa privada e tem como acionistas a SEH Sports & Entertainment Holding, empresa de investimentos com foco nas áreas de esporte, mídia e entretenimento, e Patrick Esume, um dos maiores nomes do esporte no continente e um dos principais comentaristas da NFL na Europa, que também atuará como comissário da liga. 

Financiamento

A ELF terá a Chio!, marca de chips do grupo alemão Intersnack, como patrocinador principal até 2024. “Encontramos um parceiro perfeito para o nosso campeonato. Não é apenas um bom negócio, mas uma questão de coração. Junto com a Chio, sempre vamos apresentar ótimos formatos para os torcedores, tenho certeza isso “, disse o comissário Esume.

A liga fechou outras parcerias com a Ticketmaster (venda de ingressos), MITO Drink (bebidas energéticas), Samsung TV Plus (app para transmissão na Alemanha, Áustria e Suiça), Profi.Car (performance) e o rapper Kontra K, que cedeu a música “Wenn das Schicksal dich trifft” para ser a música oficial da primeira temporada da ELF.

Mesmo com a proposta de ser uma liga profissional, a ELF ainda é classificada como semi-profissional. Segundo o Zeite.de, cada time terá um orçamento de 750 mil euros na primeira temporada, um salary cap nos moldes das ligas americanas. “Não queremos os mesmos campeões todos os anos como na Bundesliga,” disse Esume. É muito dinheiro, mas não o suficiente para profissionalizar um time com de até 60 jogadores e comissão técnica. 

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Transmissões

Esume e Zeljko Karajica, CEO da SEH, possuem fortes laços com a mídia alemã, já que ambos trabalharam na ProSiebenSat.1 Media, um dos maiores canais da Alemanha. Essa proximidade levou a assinatura de um contrato que garante a  transmissão de 13 jogos, incluindo os playoffs e a final, transmitidos ao vivo na Alemanha pela ProSieben Maxx, com todos os outros jogos sendo transmitidos ao vivo pela ran.de. O canal Esport 3 será o responsável pelas transmissões dos jogos na Espanha.

Além das transmissões nos canais citados, a ELF conta com um serviço de streaming em parceria com a inglesa StreamAMG. A ELF Network dará acesso ao jogos ao vivo para qualquer pessoa no mundo e conta com quatro pacotes: Pay Per View (€3,99 por jogo), Game Day Pass (€8,99 por semana), Team Pass (€39,99) e o Season Pass (€99,99).

Regras

A ELF jogará com as mesmas regras da NFL, exceto na prorrogação, onde usarão as regras da NCAA. Os times poderão contar com até 60 jogadores e 5 nomes no practice squad.

O foco da liga é desenvolver atletas locais, por isso serão permitidos 4 americanos por time e 10 estrangeiros não americanos. Muito se falou em americanos naturalizados em outros países europeus, que isso poderia ser uma brecha para a entrada de mais americanos na liga. Esses jogadores não serão contados como atletas internacionais, mas sim como americanos.

Uma das principais iniciativas será a criação de oportunidades de intercâmbio para jogadores, treinadores e árbitros dos dois continentes. Com essa parceria, os brasileiros não entram na regra de “import players”. Além disso, existe a intenção de incluir, no futuro, pelo menos uma vaga por time para ser ocupada por um jogador brasileiro. Ainda existe a possibilidade da criação de um jogo entre os campeões brasileiros e da ELF.

Times

Inicialmente, a liga contaria apenas com times da Alemanha e Polônia, mas com o adiamento da sua estreia, um time espanhol acabou sendo incluído, fechando a primeira temporada com oito times de três países: os alemães Berlin Thunder, Hamburg Sea Devils, Leipzig Kings, Cologne Centurions, Frankfurt Galaxy e Stuttgart Surge, o polonês Wrocław Panthers e o espanhol Barcelona Dragons.

Alguns dos times usam nomes idênticos de times da extinta NFL Europa, o que foi possível após a NFL autorizar o uso das marcas dos extintos Surge, Galaxy, Centurions, Sea Devils e Dragons.

Expansão

A ELF planeja acrescentar outros 14 times ao campeonato nos próximos quatro anos, podendo alcançar 10 países europeus. Áustria, França, Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Turquia podem ter suas franquias anunciadas nos próximos dois anos. Itália, Hungria, Bulgária e Bélgica poderão entrar em um futuro próximo.

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Brasileiros na ELF

A ELF já conta com alguns brasileiros em seus times. São eles:

Junior Briele – DE/DT – Cologne Centurions

Com passagens pelo Corinthians Steamrollers (2011-2013), onde foi bicampeão nacional, Briele foi para a Europa, deixou de ser fullback e jogou no Cologne Falcons (2016-2019) como DE/DT. Dá uma olhada nos Highligths dele.

Murilo Machado – OL – Panthers Wrocław

Murilo começou a jogar em 2013 no Goiânia Rednecks (2013-2016), foi para o T-Rex (2017-2019), Oldenburg Knights/ALE (2019) e Thonon Black Panthers/FRA (2020). Em sua passagem pelo T-Rex, Murilo foi eleito All Pro da Conferência Sul em 2017 e 2018. Dá uma olhada nos Highligths dele.

Pollys Junio – OL – Berlin Thunders

Pollys começou a jogar em 2016 na base do América Locomotiva (2016-2018), onde foi campeão mineiro em 2016. Pelo Galo FA (2019-2021), ganhou o mineiro e a Conferência Sudeste da BFA em 2019. Pollys foi destaque na primeira edição da Golden Boy, sendo ranqueado em terceiro lugar entre os OLs da nova geração. Dá uma olhada nos Highligths dele.

ELF x GFL

A base da ELF é a Alemanha e não demorou muito para os problemas com a GFL, principal liga nacional europeia, surgirem. A AFI publicou em novembro de 2020 uma matéria sensacional sobre o assunto: “A nation divided: Germany’s football leaders react to the European League of Football”.

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Em suma, o modelo da ELF se diferencia da GFL e demais ligas europeias em um ponto: os times não pagarão para jogar, já que existe uma equipe focada na busca de patrocinadores para financiar a liga. “Se houvesse um sistema funcionando bem, não haveria necessidade de algo novo”, disse Esume. “Se você viajar pela Alemanha e conversar com as pessoas e equipes, parece que 90% das pessoas não estão felizes com a forma como as coisas têm acontecido nos últimos 15 anos. Algo precisava mudar.”

O maior crítico da ELF é Carsten Dalkowski, presidente da GFL. “Todos podem fazer o que quiserem. Não é como se tivéssemos o direito de dizer a eles para não experimentar ”, explica Dalkowski. 

Como bem colocado na matéria, as ligas estão filosoficamente em desacordo, a ELF vê um esporte em crescimento que estagnou no nível amador. Não é um esporte pobre, mas com recursos direcionados para salários de lideranças, enquanto marketing e seleções nacionais são deixadas de lado.

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Pelo lado da GFL, os críticos acreditam que a ELF tem pouco interesse em desenvolver o jogo. “Você não apenas tem direitos, também tem obrigações. Parece que eles estão interessados apenas em seus direitos”, sugere Dalkowski. “Eles não querem ter programas juvenis, não querem investir na formação ou no desenvolvimento dos jogadores, querem apenas jogar. Esse é um formato profissional e eu entendo isso, mas não parece que eles realmente serão profissionais. ”

Jordan Neuman, head coach do Schwabisch Hall Unicorns, um dos principais times alemães e fiel a GFL, teme que a competição por jogadores e recursos no mercado alemão possa desfazer o progresso feito nas ligas menores.

“Foi decepcionante para o futebol alemão apenas no sentido de que você nunca quer ver as coisas se dividirem”, diz ele. “Acho que a GFL se tornou a melhor liga da Europa nos últimos cinco anos ou mais. Tornou-se a liga mais competitiva. Provavelmente não cresceu tão rápido quanto algumas pessoas gostariam, mas acho que há muitas coisas boas sobre a liga e não quero ver isso se dividir.”

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Com a concorrência, a GFL está se movimentando para diminuir os pontos mais criticados. Uma nova diretoria está focada em melhorar o marketing, o atendimento dos fãs e a exposição na televisão. “A GFL está tentando ser mais profissional a cada ano, mas não podemos dar os grandes passos que eles querem, porque não podemos arriscar a estrutura dos clubes, das seleções juvenis e da associação que estamos financiando com nossas licenças”, enfatiza Dalkowski.

Esume diz que não está querendo derrubar as estruturas estabelecidas, apenas está tentando preencher uma lacuna no mercado europeu e isso funciona melhor se todos trabalharem juntos. “Temos uma janela de oportunidade, o futebol está tão quente na Alemanha que a mídia está realmente interessada em nosso jogo e as equipes estão frustradas”, diz ele.

“No final do dia, é a sobrevivência do mais apto. Isso é o que se resume. Mas não estamos competindo com a federação. O oposto é o caso ”, diz Esume. “Em um mundo ideal, realmente gostaríamos de trabalhar com todas as federações europeias onde temos uma equipe.”

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Fim da parceria entre a Portuguesa e o Futebol Americano – A trajetória contada em números!

Por Filipi Junio – Colunista Esporte Nacional // Tide Football feat. Mapa FABr.

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RONALDO BARRETO @barretoronaldofotos / Fotografa Esportiva.

No último dia 12, a Portuguesa FA anunciou o fim da parceria com a Portuguesa de Desportos, que durou 9 temporadas. A decisão foi tomada no final da temporada de 2020, em conversa entre as diretorias do futebol americano e da Portuguesa de Desportos. A deliberação é consequência de novos planos da Lusa em decorrência da recente volta da equipe de futebol ao campeonato brasileiro.

Após saber do término da parceria, decidi fazer um breve apanhado dessa bela história em números, bem ao estilo Mapa do FABR. Então vamos lá…

Ao longo das 9 temporadas, o time mudou de nome em três ocasiões: em 2012, quando passou a se chamar Lusa Rhynos, em 2014 mudou para Lusa Lions e, finalmente, em 2018 passou a se chamar Portuguesa Futebol Americano. Considerando apenas torneios oficiais e equipados, o time disputou 13 competições, 80 jogos e enfrentou 37 times de 11 estados.

O maior adversário não poderia ser outro, o Corinthians Steamrollers. Foram disputados 9 jogos entre os dois times e a Portuguesa tem uma larga vantagem nas vitórias. O Corinthians venceu os três primeiros confrontos em 2012 e 2013, mas a Portuguesa reverteu a desvantagem após 6 vitórias consecutivas entre 2015 e 2019.

O São Paulo Storm é o segundo grande adversário, foram 8 jogos e mais uma ampla vantagem de vitórias. A única derrota da Portuguesa foi em 2017, sendo a primeira para um time paulista em 4 anos, a última derrota tinha acontecido em 2013 para o Vinhedo Lumberjacks.

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Falando em derrotas para times do seu estado, apenas Corinthians Steamrollers, Santos Tsunami, Palmeiras Locomotives, Nemesis Football, Vinhedo Lumberjacks e São Paulo Storm podem se gabar de terem vencido a Portuguesa. O interessante dessa estatística é que das oito derrotas, sete aconteceram em um intervalo de 433 dias nos anos de 2012 e 2013. De lá para cá, passaram-se mais de 2.945 dias e a Portuguesa perdeu apenas uma vez!

Somente por curiosidade, separei a história do time de acordo com as mudanças de nome. O período em que o time adotou Lusa Rhynos (2012/2013) foi o pior, foram 23 jogos, 9 vitórias, 14 derrotas e um aproveitamento de 39%.

Como Lusa Lions (2014/2017) a história mudou, foram 38 jogos, 29 vitórias, 9 derrotas e aproveitamento de 76%. As conquistas vieram junto com as vitórias. Como Lusa Lions, o time chegou pela primeira vez aos playoffs nacionais (TTD 2015), sendo eliminado pelo Flamengo Imperadores, e venceu as primeiras duas edições da SPFL em 2016 e 2017 de forma invicta. 

Como Portuguesa Futebol Americano (2018/2021) foram 19 partidas disputadas, foram 15 vitórias, 4 derrotas e aproveitamento de 78%. Mesmo criando uma enorme hegemonia em São Paulo, onde ganhou mais um estadual invicto em 2018, a Portuguesa não conseguia se impor contra times de outros estados.

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Ao longo da sua história, foram 38 jogos contra times de fora de São Paulo, 19 vitórias e 19 derrotas. Um aproveitamento de 50% não é ruim, mas a maioria das vitórias foram contra times mais fracos. Quando separamos os jogos contra times que já foram campeões nacionais e sempre figuram entre os favoritos, foram 17 jogos e apenas duas vitórias contra Vasco e Flamengo, respectivamente, em 2018 e 2019.

Pensando em mudar esse panorama, o time decidiu não disputar a SPFL em 2019 para priorizar a Liga BFA. Mesmo não vencendo os grandes adversários, o time mostrou uma evolução enorme em 2019, quando quase venceu o poderoso Galo FA em Belo Horizonte e protagonizou uma das melhores partidas do ano, quando perdeu para o Vasco Almirantes nos playoffs.

Quando falamos em pontuadores, a Portuguesa é o único time, com mais de 50 jogos, que tenho registros de cada pontuação feita pelo time. O mérito nesse caso não é meu, já que todos os dados foram passados pelo Catullo Góes, que anotou, desde 2012, o nome e como aconteceu cada pontuação do time.

Falando em Catullo, o quarterback é um dos grandes nomes revelados pelo time. Foram 12 temporadas como starter do time, que nunca precisou se preocupar em contratar estrangeiros para a posição. De 2012 a 2019, foram 135 passes para touchdowns, segunda maior marca do FABR, 13 corridas para TD, 3 conversões de 2 pontos e 1 extra point.

Mas ele não foi o único QB do time a lançar passes para touchdowns, o Pedro Jaime “Cavanha” somou 4 passes em 2013 e o João Paulo Bueno passou para 13 touchdowns entre 2016 e 2018.

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Ao longo da sua história, a Portuguesa marcou 268 touchdowns, sendo que 16% deles foram feitos por um jogador: Vinícius Elias de Souza, o Seiya. O camisa 11 da Portuguesa é um dos melhores recebedores do país e seus números mostram isso. Na sequência do Top 10 de pontuadores do time, vemos jogadores que tiveram passagens gloriosas por adversário da Portuguesa, com destaque para running back Johnny Santos (Corinthians e Spartans), Leandro Fratini (Corinthians e Storm), Luiz Domingues (Storm), Guilherme Sarmento “Jesus” (Storm e Spartans) e Paulinho Santos (Corinthians e Storm). Veja a lista completa:

NomeTouchdowns
1. Vinicius “Seiya”43
2. Johnny Santos28
3. Fernando Desimone “Francês”24
4. André Pistarini “Moss”19
5. Catullo Góes13
6. Leandro Fratini13
7. Luiz Domingues12
8. Guilherme Sarmento “Jesus”10
9. Paulinho Santos10
10. Bruno Guimarães “Rato”8

Mas nem só de futebol americano viveu a Portuguesa nos últimos anos. Como é comum em São Paulo, a Portuguesa começou sua história como um time de Flag Football em 16 de março de 2007. O Flag foi a categoria principal do Rhynos até 2011, quando a transição para o futebol americano se iniciou, mas o time não abandonou suas raízes. 

O Flag continua sendo uma categoria importante no time, que mantém um elenco forte e focado no esporte. O time masculino venceu o Campeonato Paulista de Flag da FEFASP em 2017, 2018 e 2019 e o feminino o Karaja Bowl em 2018.

Não importa o esporte, a Portuguesa FA, principalmente em São Paulo, sempre se colocou como uma das principais forças, que isso não mude.

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Silas Gomes Under – 23 T-Rex Sports Academy

Leonardo Siqueira – Jornalista e Imprensa Paranaense

Jogar uma final nacional é desejo de qualquer atleta. Alguns se contentariam em estar no banco ou entrar em apenas alguns drives. A maior parte dos jogadores nunca chegará lá e um número ainda menor poderá dizer que foi titular. Silas Gomes foi titular do Timbó Rex na final da BFA em 2019, no vice-campeonato contra o João Pessoa Espectros em Blumenau/SC, e quer mais. É fato que querer nem sempre é poder, mas alguns fatores indicam que Silas pode chegar lá novamente.

O fato de jogar em uma das equipes mais fortes e organizadas do país é o mais claro deles, mas o atleta tem suas qualidades. Com apenas 22 anos, o linebacker já possui 10 anos de experiência e uma bagagem invejável.

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Início no Futebol Americano

Gomes teve seu primeiro contato com o futebol americano jogando flag, em 2011, no São Paulo Black Devils. Depois de uma passagem pelo flag do Spartans, o jovem teve o primeiro contato com o full pads no Corinthians Steamrollers em 2014. Após algumas temporadas vestindo o manto alvinegro, em 2017 Silas chegou no rival Palmeiras Locomotives para a disputa da Liga Nacional. Foi só em 2018 que ele chegou em Santa Catarina.

“Sempre foi um sonho jogar por aqui (Timbó), não tinha planos de jogar fora do país. Meu sonho sempre foi jogar no Rex, desde quando eu conheci o FABR” relata.

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Nova realidade

Em que pese jogar numa defesa fortíssima e recheada com nomes de destaque nacional (e internacional, por que não?) como o LB Luis Polastri, em 2019 Silas já tinha a responsabilidade de repassar as chamadas defensivas dentro de campo. Assim como Polastri, Gomes cita Andrey Pereira (DL) e o ex Coach defensivo Laércio Anacleto como grandes incentivadores do seu crescimento em Timbó, além de Bro Bezerra (LB) e Felipe Bersch (LB) no Corinthians.

O desejo de jogar no Rex se concretizou apenas em 2018. Silas teve seus vídeos aprovados pela diretoria e se mudou para Timbó. Com uma rotina de treinos intensa, a adaptação do atleta não foi fácil, mas rendeu bons frutos como o título Catarinense logo no primeiro ano de casa.

Mais que se adaptar ao time, Silas também se adaptou à cidade. Em fevereiro de 2018 conheceu a namorada, Ana Maria, com quem mora junto há dois anos e, em março deste ano, deu à luz ao primeiro filho do casal, o pequeno Antônio.

Bom, tudo começou em 2015, Silas estava planejando jogar no Rex e veio me pedir sobre curso de enfermagem na cidade, dei umas dicas e acabou nisso (…) ainda acho tudo uma loucura o que fizemos, mas agradeço todos os dias por ter ele e agora o Antonio na minha vida. E espero que a gente construa muitas coisas juntos ainda, porque o que o futebol americano uniu, ninguém separa rs“.

Ana Maria Rodrigues – Mulher de Silas Gomes

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Todo esse processo fez com que ele e a família fossem escolhidos pela diretoria um dos personagens do documentário Chance 4 Life, que está sendo produzido pelo T-Rex Sports Academy e estará disponível no Unifique Play. O projeto promete contar um pouco sobre a rotina da equipe e a história de alguns personagens, tendo como inspiração a série Last Chance U, da Netflix.

Nova geração do Futebol Americano!

Silas foi 6º lugar no projeto Golden Boy, uma iniciativa da Tide que reuni um banco de dados dos mais promissores atletas do esporte no Brasil e oferece a treinadores e jornalistas de todo pais para avaliação e classificação, levando em conta o fator idade no mínimo mais um ano no projeto para Silas que vai puxar as próximas listas defensivas ao lado de Guilherme Santana, Guilherme Stutz, Tulio Poletti entre outros. Uma posição de destaque, que também o posiciona entre os ‘starters’ do projeto.

Confira abaixo todos os 11 defensivos melhores classificados:


“dos campos de terra até o sonhado vale da morte”

dos campos de terra até o sonhado vale da morte – sonhamos esses momentos que estou compartilhando agora, quando treinávamos nos campos de terra e na quebrada… muitas dificuldades, mas nada nos impediu de lutarmos até o fim”. – declarou Silas Gomes para Arthur de Lucca ao perceber que saíram juntos das dificuldades da capital paulista para encabeçar uma classificação nacional para jovens atletas.

“Silas é meu irmão! desde que comecei no futebol americano já sabia quem ele era, mas ter conhecido como pessoa e conviver foi melhor ainda, assim que o Rex entrou na nossa vida nos aproximamos e vi como Silas era uma pessoa pura e gente boa, alguém que eu sabia que podia contar, desde ai nossa amizade só cresceu e hoje sou muito grato em ter o conhecido. Me ajudou no meu crescimento e com certeza ja marcou minha história. Tamo junto meu irmão”.

Arthur de Lucca – Nickel T-Rex Sports Academy e Top 02 Overall Golden Boy.

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Porque a matéria Under 23 está sendo feita com Silas? Perguntado ao Caio respondeu –

Silas representa nossa chegada, ele sabe que a Tide é diferente e já citou isso ao perguntado sobre a Golden Boy, foi o primeiro atleta a se registrar conosco no processo de pesquisa de jovens atletas e foi o primeiro a postar “A Nova Geração do Futebol Americano” no seu feed – esse movimento posteriormente aquela iniciativa colecionou mais de 100 posts em perfis de atletas espalhados em todos Brasil, é uma parada que me orgulho muito em ter feito, saiu da minha cabeça sim, mas para realização talvez não teria acontecido sem ele”.

Caio Guimarães – CEO Tide Football e idealizador Golden Boy FABr.



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Sob ‘Nova direção’ Coach Teran

A chegada de Coach Teran, mexicano que assume a coordenação defensiva do T-Rex esse ano, pode representar um novo passo no desenvolvimento de Silas. Que já atuou em diversas posições no sistema defensivo da equipe, mas agora pode ser definido como ILB (Linebacker no centro de uma defesa).

“Ele é um grande treinador” afirma, “ele tem uma força diferente de trabalhar, sinto que é muito mais simples a forma como explica”.

Uma curiosidade que muito nos chamou atenção é Coach Teran já trabalhou junto a Ryan David, no Aztecas, equipe do México, isso mesmo o atleta e do Galo Futebol Americano que terá sua chance na Liga Canadense passou por experiências com o Coach de Silas atualmente, a equipe de Timbó recrutou não só para o Rex mas para todo esporte nacional se tratando de desenvolvimento de atletas.

A esperança é de que a parceria renda bons frutos no futuro. “Sempre quis ser campeão nacional e jogando pelo Rex esse desejo aumentou”, conta. Silas, claro, também almeja o reconhecimento individual. “Sonho também poder, um dia, representar meu país” projeta.

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Próximo cenário

Por mais que seja difícil projetar seleção nacional no meio do momento que passamos em pandemia decorrente ao Covid-19 aguardamos muito a sequência do esporte no pais e inclusive da seleção brasileira como mencionada por Silas acima, encerramos com o seguinte questionamento o mérito será visualizado no futebol americano nacional ou um universo de bolha e interesse pessoal irá dominar o próximo cenário? Nós não escolhemos para quem dar mídia, são eles quem conquistam e nós destacamos é um proposito justo no qual o cenário não estava acostumado e por isso Silas entende que a Tide é diferente.

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Por oportunidades no futebol americano, Rio Football Academy tem treinamento para jovens e quer atingir todo o Brasil

Além de exportar atletas brasileiros, dando oportunidades reais de chegarem à NFL, Rio Football Academy busca desenvolver jovens para terem futuro promissor no esporte.

O crescimento do futebol americano no Brasil não tem sido uma tarefa fácil. Times se reinventam todos os anos para dar oportunidades de seus jogadores estarem em campeonatos, atletas mais antigos buscam qualificações diferenciadas do próprio bolso e, na maior parte, as grandes oportunidades na modalidade, que já são bem restritas, ficam ainda mais raras quando o futuro em questão vem de brasileiros que tentam a vida neste esporte. Para mudar este cenário, programas de inclusão esportiva e ideias criadas do zero passaram a atuar com a finalidade de oferecer um caminho melhor aos brasileiros que desejam, um dia, ter uma chance na NFL ou em qualquer outra liga. E é esse o objetivo da Rio Football Academy, a maior academia de futebol americano da América do Sul, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Patrick Dutton e Ramon Martire (este, QB da seleção brasileira), já passaram por times importantes do Brasil e tiveram como ideia inicial, anterior à fundação da academia, apenas um treino do estilo “camp” para quem se interessasse em aprender mais da modalidade.
“Em novembro de 2014 fizemos um camp que foi um sucesso, com 35 meninos. A partir dali quisemos dar continuidade ao projeto. Isso porque a vontade era de que atletas brasileiros conseguissem conquistar um espaço no exterior de igual para igual com os norte-americanos, porque lá começam a aprender o esporte com 7, 8 anos. “, afirma Patrick Dutton.

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Paixão pela NFL deu vida à Rio Football Academy
A ideia veio da paixão que Patrick Dutton tinha: A NFL. Mais especificamente, o New York Giants.
“Sempre pratiquei esportes. Joguei basquete por um tempo e sempre achei que poderia levar jeito para o futebol americano. Por uma coincidência do destino, uma pessoa que eu conhecia jogava e me levou para jogar. Começamos juntos no Botafogo, nas areias do Rio de Janeiro. E, desde 2013, estou nessa caminhada” – revela Dutton.
A Rio Football Academy oferece, hoje, diversos programas para treinamento e desenvolvimento dos atletas de modo único no Brasil e na América do Sul. Atualmente, contam com frentes presenciais e digitais. Na própria academia, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, 70 atletas treinam duas vezes por semana. Estes, arcam com o valor da mensalidade e têm direito aos treinos e equipamentos, que são disponibilizados na hora, para a prática da modalidade. De forma coletiva, os treinos presenciais atendem atletas de 7 a 23 anos, em turmas sub-15 e sub-23. Passando da idade limite para o presencial, os treinos são particulares onde, em maioria, os clientes são jogadores de outros estados que procuram o programa para evoluir e usufruir da infraestrutura local.
“Por ano, recebemos de 14 a 20 atletas que têm como objetivo melhorar o desempenho em geral.” – diz o CEO do projeto, Patrick Dutton.
Além do futebol americano, a academia também abriu espaço para o Cheerleading, esporte amplamente praticado nos Estados Unidos que ganhou atenção especial da RFA e que recebe mulheres que se interessam pela modalidade.
“Nosso objetivo era trazer a cultura do futebol americano e não apenas o esporte em si. Na parte digital, temos nossa loja de futebol americano onde atingimos o Brasil inteiro com equipamentos e roupas. Temos cursos online com preços acessíveis, específicos para cada posição (do jogo) e voltado a treinadores, do básico ao avançado.”, revela Dutton.
Além de cursos, a Rio Football Academy também tem oferecido consultoria online para mais de 40 atletas. O projeto consiste em auxiliar com a melhoria das partes técnicas, táticas e físicas, com acompanhamento individual, tendo a oportunidade de treinar presencialmente quando preferirem.
Preparação e exportação de atletas com bolsas de estudo
Porém, mesmo com as oportunidades começando ainda na infância dos alunos, Dutton sabe que a tarefa de maximizar o campo de chances destes atletas no futuro ainda é complicada. Por isso, firmaram parceria com um programa de envio de atletas para o exterior, a CS Educacional.
“Já mandamos mais de 30 meninos para o Canadá, Estados Unidos e México para estudarem com bolsa de estudos, por meio do futebol americano.” – Afirma Dutton, que aos 31 anos diz que todo o projeto também se deve ao “arrependimento” de ter conhecido o esporte de forma tardia, aos 24 anos. Isso porque sabe que se a dedicação tivesse acontecido ainda na adolescência, poderia ter uma oportunidade melhor para jogar, fazer faculdade com bolsa e receber melhores propostas.
O objetivo da RFA é expandir o projeto para todos os estados do Brasil, dando oportunidade a crianças aprenderem o futebol americano de forma embasada com pessoas capacitadas, inclusive, internacionalmente. “Nosso maior sonho é enviar um atleta para a NFL”, afirma Dutton. Atualmente, a academia, que já enviara diversos atletas para estudar fora do Brasil, conta com um atleta (Kicker) estudando na Divisão 1 do College Football que, caso se posicione bem, tem uma boa chance de chegar à principal liga da modalidade. Além disso, outro ex-RFA pode ir para a primeira divisão do futebol americano universitário em 2021, após receber 9 propostas de bolsas, nos Estados Unidos: O Kicker João Lima.
Futuro promissor
Além de uma academia do esporte, a Rio Football Academy também participa de campeonatos e jogos, perdendo apenas 1 em 5 anos. A vitória mais expressiva da RFA, até agora, se deu ao bater a seleção do Chile sub-23, no amistoso entre as duas equipes, em território Chileno por 20 a 10.
Patrick Dutton, como muitos outros atletas com mais bagagem no esporte sabe que, para conseguir um bom resultado em campo, é necessário se dedicar de forma precisa aos treinamentos: “O importante é você entrar e deixar tudo o que tem para ajudar o time a conseguir o objetivo esperado. Tento passar isso aos meus atletas, mostrando para eles que o esforço colocado diariamente é diretamente proporcional aos resultados que eles colherão no futuro. Quanto mais treinarem, maior a probabilidade de alcançarem seus sonhos”.

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Cris Kajiwara é eleita Presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano e apresenta projetos para mandato

Cristiane Kajiwara contou quais projetos pretende implementar em sua gestão. A Presidente foi eleita por aclamação, pela chapa “CBFA Mais Forte”, que conta com Tiago Munden como Vice

Divulgação CBFA

Eleita em assembleia para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol Americano, a chapa intitulada “CBFA Mais Forte”, formada por Cristiane Kajiwara e Tiago Munden, assumirá o mandato com grandes projetos e responsabilidade. Cris, como é conhecida no meio do futebol americano nacional, em entrevista ao Torcedores.com, contou o que espera para os próximos anos da Confederação e para o desenvolvimento do esporte no país.
E seu interesse pela modalidade começou em uma equipe bem conhecida dos paulistas.

“Eu conheci o futebol americano pelo Corinthians Steamrollers. Antes disso, não sabia dos times do Brasil ou da NFL. E foi totalmente por acaso. Comecei como fã, assistia aos jogos e ia aos eventos. Fui convidada pelo Ricardo Trigo para fazer parte do staff. Depois, do administrativo e, depois, da diretoria. Nos últimos anos estávamos trabalhando no desenvolvimento da categoria de base da equipe. Do Corinthians, fui para a SPFL. Agora, quero levar todo o conhecimento que adquiri, para todo o Brasil”, relata a Presidente da CBFA, Cristiane Kajiwara.

Por ter acompanhado como é o futebol americano nacional, a atual Presidente sabe que a tarefa não será fácil. Principalmente pelos fatores deixados pela gestão anterior do ex-Presidente Ítalo Mingoni. E a ideia de assumir a Confederação surgiu pela intenção de mudar o cenário para fazer algo melhor e, de fato, diferente.

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“Quando estava na gestão anterior, eu e o então Diretor de Esportes, Dan Muller, víamos muitas oportunidades mas não conseguimos atuar por falta de autonomia. Daí veio a ideia de assumir a presidência. Identifiquei que as partes técnicas e esportivas ficaram muito a desejar em todas as gestões anteriores. Agora, vamos mudar o foco e a imagem da Confederação. Queremos dar atenção aos atletas, aos times e às federações, que só têm sido lembrados em época de eleição.” – afirma Cris Kaji, que começa o mandato a partir de hoje. “Vamos mostrar o que está sendo feito nos estados, com os Presidentes e Federações”, completa.

Cristiane entende que, atualmente, a CBFA não engloba todos os times no sistema da confederação. E ela quer que sua gestão traga-os para “perto” e que “entenda as necessidades das equipes”.

Categorias de base no futebol americano
A atual gestão, formada pela chapa CBFA Mais Forte, traz como um dos projetos principais o desenvolvimento das categorias de base do futebol americano no Brasil. E, ainda, estuda voltar com os torneios de seleções regionais, para fomentar o crescimento da modalidade entre jovens que se interessam pelo esporte.

“Vamos focar bastante em categorias Sub-16, Sub-13 e Flag Football. A cada ano, vemos que muitos talentos aparecem no Brasil. E nossa ideia é ter, nas Federações, pessoas capacitadas que elencarão nomes para possíveis seleções. Assim, vamos conseguir mapear melhor o que estamos desenvolvendo no país. Teremos a volta de seleções estaduais e, em 2022, queremos voltar com torneios de seleções.” – Afirma a atual Presidente da CBFA. “Atuaremos em diversas frentes que podemos tirar, finalmente, do papel. Principalmente, a de popularizar o futebol americano e mudar a imagem da CBFA.”, conclui.

Reforço de peso no marketing da CBFA
A nova gestão da Confederação quer implementar medidas inovadoras. E, para isso, garantem que o nome que será anunciado para a a Diretoria de Marketing é de peso no mundo esportivo.

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“Queremos uma CBFA que inove. E por isso estamos para anunciar um nome de peso na Diretoria de Marketing. Assim que lancei a candidatura, muitas possíveis parcerias quiseram apoiar a CBFA. E quem escolhemos estava muito alinhado com o que queremos. É muito forte no mundo esportivo, e sabemos que a Confederação só tem a ganhar com o ótimo produto que tem em mãos.” Contou a nova Presidente da CBFA.

Dívidas da gestão anterior
A gestão anterior do ex-Presidente Ítalo Mingoni e de seu Vice, Lucas David, foi interrompida após renúncia. Estes, que já começaram na Confederação com uma dívida grande, amortizaram-na, mas, ainda, deixaram um valor maior que 100 mil reais para que a próxima gestão assumisse. Listado na quantia, um contrato de rescisão do ex-Presidente, que tinha salário de R$5.000,00, enquanto os demais funcionários do órgão eram voluntários.

“A dívida não me preocupa. É um valor expressivo, mas não me assusta. Se tivermos medo do valor, não vamos alcançar coisas maiores. Todos os esportes têm uma taxa para o atleta ser Confederado, mas nossos projetos vêm para não depender de taxas confederativas. Já começamos negociações e muitos têm interesse de se relacionar com a CBFA. Da dívida, vamos renegociar grande parte. Além disso, teremos patrocinadores e projetos incentivados, além da venda de produtos, para quita-la.” Conclui Cristiane Kajiwara.

Volta dos campeonatos pós-pandemia
A nova gestora da CBFA sabe que, para que tudo corra de maneira fluida, é preciso que toda a situação com o Covid-19 se amenize. “Na CBFA, divulgamos um protocolo de prática do esporte que não esta sendo seguido por muitas equipes. Acredito que, em 2021, podemos não ter um campeonato nacional. Mas, no segundo semestre, possivelmente vamos conseguir aplicar clínicas e Combines, além de eventos menores”, afirma a Presidente. “Conversaremos com as Federações para que exista um consenso. Na retomada, teremos cautela. Começando com os estaduais e amistosos locais.”

O cronograma para a vacinação da Covid ainda é diferente em cada estado do país. Por isso, a intenção da gestão é fazer com que a retomada seja gradual para que ninguém seja prejudicado e que o contágio seja evitado.

1º Estádio de futebol americano de São Paulo
Para Cristiane, o começo de 2021 foi agitado. No dia 21 de janeiro, foi dado mais um passo para a 1ª arena de futebol americano do estado de São Paulo. Contando com Cristiane Kajiwara, Ricardo Trigo (Presidente da FEPAFA), o Deputado Estadual Alexandre Frota (PSDB – SP), o Secretário Marcos Penido, Patrícia Iglesias (Presidente da CETESB) e o Vereador Ozziel Souza, o projeto foi pré-aprovado e o estado pode ter, em breve, um palco para a modalidade ser praticada e comercializada.

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“Aqui em São Paulo o (Ricardo) Trigo vem batalhando há anos para conseguir um espaço. Isso porque sempre sentimos muita dificuldade de procurar campos a cada jogo. E, claramente, isso impacta na quantidade de fãs do esporte que temos. Os gestores do FABR buscam isso há um bom tempo. Já batemos em diversas portas e, finalmente, está bem encaminhado”, conta Cris Kaji sobre o 1º estádio voltado para o futebol americano no estado. Este, poderá ser explorado, inclusive, comercialmente. Promovendo jogos com vendas de ingressos, eventos beneficentes e comunitários, entre diversas possibilidades que serão realizadas assim que ficar pronto. “Fizemos muitas visitas no local e chegamos na Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente com um projeto consolidado e aprovado. A ideia inicial era apenas um campo de futebol americano. Agora, faremos até um campo de Flag Football. Estamos aguardando a parte burocrática, e o Deputado Alexandre Frota entrará com uma emenda para que não tenhamos apenas o espaço, mas recursos para fazer a arena.”

A previsão é que o palco da modalidade comece a ser construído ainda em 2021, para que em 2022 esteja pronto para a São Paulo Football League. “Ter uma casa própria da modalidade, além de incrível, diminui muitos custos para equipes e campeonatos”, afirma Cristiane. O projeto conta ainda com alojamentos para atletas que cheguem de outros estados ou, até mesmo, do exterior, como convidados para amistosos. “Nossa intenção é replicar o projeto por todo o Brasil.” – conclui.

O futuro do Brasil Onças
Para a Seleção Brasileira de Futebol Americano, a nova gestão da CBFA quer expandir horizontes e promover jogos internacionais, por meio de leis de incentivo ao esporte. E é algo que já está sendo colocado em prática. “Teremos um evento muito interessante com o Brasil Onças. Estamos trabalhando neste ponto desde o ano passado e o projeto já está protocolado. Será tudo com a nova cara da CBFA”.

Os cargos diretivos que vão compor a nova gestão da CBFA serão anunciados no decorrer da primeira semana de mandato, com anuncio pelos canais oficiais de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol Americano.

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Linha Ofensiva, o Coração do Jogo – 3 Pilares de um Linha Ofensiva

Por Caio Guimarães – CEO // Tide Football.

Caio aqui e vamos trocar idéia real do que é futebol americano, esse é um texto de uma série de conteúdo sobre linha ofensiva se tratar do coração do jogo e mesmo assim não ser a posição mais glamourosa em um campo de futebol americano, mas é indiscutivelmente uma das mais importantes do jogo.



E apesar de toda sua importância, normalmente sua presença não é muito reparada, mas quando esses caras cometem um erro que leva a um sack ou um tackle para perda de jardas, “aí sim rs” todos vão reparar na Linha Ofensiva.

Eu tenho o costume de ser do contra, se todos assistem um jogo por causa do Aaron Rodgers eu assisto para ver David Bakhtiari, ou Quenton Nelson e assim vai dependendo do time.

Direcionar os olhares para a Linha Ofensiva é uma prática muito rica, ver algo que os comentaristas nunca mencionam com real valor que merece, mas para nós – Linha Ofensiva é o Coração do Jogo.

Como disse – esse é o start de um conteúdo sem fim e vamos aprender juntos sobre os atletas mais fortes do esporte mais completo do mundo.

Três principais pilares de um Linha Ofensiva

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1. Inteligência

Pode parecer um pouco estranho, esta não é uma característica física, mas a inteligência por si só pode ser o maior fator para determinar a diferença entre um bom ou ótimo linha ofensiva. Em cada jogada, a linha ofensiva deve ter um entendimento completo não só de suas atribuições individuais, mas também dos adversários aos quais se alinha. Isso está relacionado ao fato de que eles devem saber a chamada de jogo exata para que possam executá-la corretamente. Isso inclui saber o gap que o corredor está atacando, onde o passe está sendo lançado e a contagem do snap, entre outras responsabilidades mais técnicas. Como momento de impacto, posicionamento de corpo e sincronia na unidade, tópicos casados que podem transformar completamente um ataque.

2. Memória de Curto Prazo

Semelhante a um arremessador de beisebol, um linha ofensiva deve ser capaz de apagar rapidamente um erro de sua memória. Mesmo que tenham perdido a proteção de passe ou o bloqueio para corrida, os linhas devem ter a mentalidade blindada pronta para o próximo Snap. Deixar que um ou dois erros o incomodem pode atrapalhar seu jogo. Isso é vital, considerando que existem linhas defensivos com 1,90cm e 140kg vindo em sua direção em cada jogada.

3. Tamanho, Força e Velocidade

Isso pode parecer o mais óbvio, mas ainda acontecem alguns debates referente ao assunto, os tópicos estão em ordem de importância – Inteligência e Mentalidade precisam estar alinhadas para começarmos a passar a fita de medidas ou ativar balança de três dígitos. Só ter 1m90cm (altura) e 140Kg (força). Já está de bom, certo? (como se fosse fácil rs) Não, vamos para velocidade atrelada a agressividade tal combinação se torna uma característica vital quando se trata de ser um jogador de linha de sucesso. Explodir fora da linha de scrimmage é necessário em cada jogada. Permitindo que você fique na posição adequada para encontrar o defensor antes que ele chegue ao quarterback ou ao Running Back.

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Indicação de Filme de Futebol Americano: Safety + Disney

Por Danilo Lacalle – Jornalista e Redator // Tide Football.

Art Tide Football

Safety é um filme para toda a família que ama futebol americano ou que apenas gosta de uma excelente história
Um atleta que precisa superar as adversidades da vida para seguir seu sonho de jogar futebol americano. Poderia ser mais uma história “comum” no meio do esporte. Mas a história, baseada em fatos reais, de Ray McElrathbey (interpretado por Jay Reeves), vai além. Safety, título da Disney+ que tem encantado o público, conta a história de um jovem que acaba de ir para a faculdade – de Clemson, uma das maiores dos Estados Unidos – jogar futebol americano e precisa cuidar do irmão mais novo após sua mãe ser presa.

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Vários desafios surgem na trama: Ray Ray, como é chamado, tem em si a pressão de ser um bom aluno de Clemson, tirando boas notas para não perder a bolsa de atleta que conseguiu na universidade, conquistar a confiança do treinador Tommy (Matthew Glave) para conseguir ser titular da equipe, além de cuidar de Fahmarr (Thaddeus J. Mixson), seu irmão de 11 anos que precisa de sua companhia após a prisão da mãe.


A trama faz com que você esqueça que a história é baseada em fatos reais. Isso porque o filme foi feito para abranger um público maior, no estilo Disney. Vemos alguns clichês do futebol americano, nas grandes telas, neste filme. Mas o interessante é que, para os amantes do esporte, a identificação é grande. A história complicada, os momentos de lutas e superação, além de ser possível entender mais como funciona a vida de um estudante-atleta em uma das maiores universidades estadunidenses. Isso, claro, patrocinada de forma inteligente pela Universidade de Clemson.


O longa surpreendeu pela forma que contou a história. Vemos muitos momentos emocionantes e empolgantes a ponto de você querer vestir os equipamentos e sair para o jogo tacklear alguém. Além disso, os atores fazem seus papeis de forma precisa, passando expressões e comoção necessárias para cada momento do filme.


Em Safety, é interessante ver como o protagonista encara os desafios mesmo não estando preparado para tais. Além disso, o processo das batalhas travadas – típicas de uma “Jornada do Herói” – mostra como ele encontra outra família por meio do esporte, amadurece e cria “casca” para enfrentar desafios ainda maiores em sua vida. É um filme para toda a família.

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Rio Preto Weilers lança plataforma de conteúdo de futebol americano em português

Por Danilo Lacalle – Colunista e Redator // Tide Football.

Time busca trazer conteúdo para treinadores e atletas, experientes ou novos na modalidade

O Rio Preto Weilers, time de futebol americano de São José do Rio Preto, anunciou o lançamento de uma plataforma online de conteúdos de futebol americano em português. O projeto foi ao ar no dia 19 de maio, divulgado em uma live promovida pela equipe, no Instagram.

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Com a pandemia causada pelo Covid-19, a equipe viu no projeto uma alternativa da comunidade do futebol americano de treinar, de uma forma que diminuísse os impactos financeiros na equipe, além de promover uma fonte de conhecimento sustentável e de qualidade ao futebol americano nacional. Com isso, o treinador Alexandre Ribeiro, os membros da diretoria da equipe, José Liso, Camila Pilhalarmi, Wilmer Martinez e o conselheiro Matheus Camargo, buscaram, na plataforma, uma maneira de ramificar os negócios da equipe.

Na plataforma online Weilers Academy, os consumidores encontram cursos de diversos temas, voltados para o esporte: um aperfeiçoamento de Comissão Técnica, um curso para Linha Ofensiva e um para Linha Defensiva. O público, ainda, pode adquirir cursos de forma individual, para aperfeiçoamento de atletas e treinadores experientes ou novos, na modalidade. Ainda, o Rio Preto Weilers vai alimentar a plataforma com mais cursos, nos próximos meses.

A equipe surgiu em 2010, em São José do Rio Preto, São Paulo. Atualmente, conseguiram se estabelecer no território nacional e apresentar um notável crescimento, conquistando fãs por todo país. Só no Instagram a equipe acumula quase 11 mil torcedores.

Atual campeão estadual, hoje o Weilers é a única equipe de futebol americano de Rio Preto, e quer se tornar referência da modalidade esportiva, no Brasil, por meio de uma administração composta por profissionais qualificados que visam o desenvolvimento da modalidade como um todo, e o desenvolvimento de atletas.

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Os cursos são ministrados pelo treinador Alexandre Ribeiro, que teve o primeiro contato com a modalidade em 2005, participou da fundação do América Locomotiva e teve passagem pela Baylor University, equipe universitária de Divisão 1 nos Estados Unidos. Chegou no Weilers em 2018 e liderou a equipe aos títulos da BFA Acesso e SPFL, de 2019.

Os cursos podem ser acessados aqui

Solta o GRITO!!! É Campeão, Curitiba Silverhawks!

Por Marcelo Taveira – Manager // Confederação Brasileira de Futebol Americano.

Há quem diga que mulher tem que ser sempre delicada, outros que elas devem cuidar dos afazeres da casa e já até ousaram dizer que o Futebol Americano não era lugar para mulher, mas é aí que todos estes se enganam.



De norte a sul, de leste à oeste, o Futebol Americano no Brasil passa por problemas muito parecidos, seja pela falta de atletas, falta de incentivos e patrocínios, a dificuldade das longas viagens, problemas para arrumar um local de treinamento, onde mandar os jogos, e etc.

As mulheres do Silverhawks passam por tudo isso também, por vezes, até com grau de dificuldade maior, em razão da baixa quantidade de times femininos ainda no país, suas viagens longas são mais constantes do que no masculino, por exemplo, onde já é possível dividir as equipes em conferências e regiões e elas ainda precisam lidar com um fator incômodo e que já não deveria existir, o preconceito.

Mas elas não se abalaram por isso tudo e deram a cara à tapa.

No dia 28 de julho de 2015 deu-se início à história do Curitiba Silverhawks e de lá pra cá já foram 16 jogos, sendo 12 vitórias e 4 derrotas, em 5 campeonatos, acumulando 2 títulos estaduais e 1 título nacional.

E sobre o último, o título nacional, de CAMPEÃS BRASILEIRAS é que iremos falar aqui.

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O jogo

Essa final seguramente foi o jogo mais emocionante de futebol americano ou um dos mais emocionantes, em toda a história do Futebol Americano Brasileiro, não apenas no feminino.

O jogo começou digno de uma final nacional. A equipe do Bangu Castores começou recebendo a bola no kickoff, e em seguida, no primeiro snap da partida, a Quarterback Larissa Giustti entregou a bola para a Running Back Mariana Martins, carinhosamente conhecida como “Man”, que correu 51 jardas até a Endzone, marcando o Touchdown, sem converter o Extra Point, mas abrindo o placar para as visitantes.

Nos drives seguintes, o Silverhawks não conseguiu produzir muito no ataque, mas sua defesa seguia sólida, parando a equipe de Bangu e evitando que a diferença no placar aumentasse.

Já no segundo quarto, o ataque do Silverhawks não conseguia furar a forte defesa adversária e após uma infiltração de duas jogadoras da DL, a Quarterback Ester Alencar foi pressionada e acabou lançando a bola nas mãos da Vanessa Yorio, atleta polivalente da equipe do Castores, interceptação e first down. No drive seguinte, o ataque carioca estava produzindo, mas como jogadas corridas e passes para dentro do campo, o que fizeram o relógio correr e não dar tempo de pontuar mais uma vez ainda no primeiro tempo de jogo.

No terceiro quarto a equipe do Silverhawks começou com a posse de bola, mas não conseguiu avançar as jardas necessárias para pontuar e devolveu a bola para as adversárias. O Bangu Castores estava com mais vontade e em uma 1ª descida pra 15 jardas, na linha de 35 jardas do campo de defesa, a bola foi entregue novamente para a Running Back “Man”, que correu até a Endzone. Mas esse touchdown acabou sendo anulado, por duas faltas do ataque.

Porém, logo na sequência, em uma 1ª para 20 jardas, na linha de 30 jardas da defesa, a Quarterback do Bangu fez um passe de 10 jardas para a “Man” que após a recepção, correu até a Endzone e marcou o 2º Touchdown da partida, segundo dela também. Dessa vez, para aumentar a diferença de pontos para duas posses de bola, as cariocas tentaram e converteram os 2 pontos, com a Fullback Vanessa Yorio, à essa altura, 14 x 0 para as visitantes.

Aquele parecia ser o dia da Mari “Man”, a camisa 32 do Bangu Castores. Jogando também na defesa, ela interceptou o passe da Ester após bela leitura defensiva. E ela mesma, após boas corridas no drive, em uma corrida por dentro da linha ofensiva, desviou da marcação e correu para marcar o seu terceiro touchdown, sem a conversão do Ponto Extra. Placar, 20 x 0 para o Bangu Castores.

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Daí em diante, a força das paranaenses começou a aparecer.

Em um drive muito inteligente, liderado pela Quarterback Ester Alencar, o Silverhawks variou corridas e passes, dificultando a leitura pela defesa e acabaram pontuando após uma bela recepção da Suzane Lustona, que quebrou tackles e passou com a bola pelo plano de gol, Touchdown marcado e Ponto Extra convertido, placar 20 x 7.

O Touchdown incendiou toda a equipe do Silverhawks e sua defesa se agigantou no último quarto de partida, parando o potente ataque carioca, bloqueando um punt e recuperando a bola na jarda 32 do campo de ataque.

Na sequência, após um snap ruim, a Qb entregou a bola para a Jamille Palu, camisa 85 que fez bela jogada, quebrando tackles em uma jogada espetacular, colocando o time de Curitiba na linha de 10 jardas. Em seguida, novamente ela, Suzana, camisa 13, recebeu belo passe dentro da endzone, entre duas marcadoras e marcou mais um Touchdown para a equipe, mais um Ponto Extra convertido, placar 20 x 14.

4º quarto da partida, apenas uma posse de bola de diferença no placar, a torcida do time da casa incendiou e não parou de cantar, gritar e apoiar o time em nenhum momento que virou o famoso clichê, o 12º jogador, no caso, 12ª jogadora!

A defesa do Silverhawks cresceu ainda mais, pressionando a Qb adversária e com um belo sack, forçaram o turnover.

O ataque voltou a campo, sabendo que tinha pouco tempo no relógio e que precisava de no mínimo, um Touchdown. Era tudo ou nada. E como se fossem feitas de gelo, mantiveram uma concentração digna de profissionais, seguiram descendo o campo, entre jogadas aéreas e de passe, uma bela corrida da camisa 19 Maria Gabriela Scherner colocou o ataque na linha de 1 jarda, foi então que a Qb Ester fez um Qb Sneak e entrou na Endzone. Mais um Ponto Extra convertido pela Kicker da equipe, Jo Bertoja, 100% de aproveitamento, placar 20 x 21.

Ainda com tempo no relógio, o ataque do Bangu Castores ainda tentou, mas a defesa do Silverhawks ainda estava gigante e forçaram mais um turnover.

Com a posse da bola novamente, foi só ajoelhar para acabar o relógio e gritar, É Campeão!

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Solta o grito João Pessoa. É Campeão, ESPECTROS!

Por Marcelo Taveira – Manager // Confederação Brasileira de Futebol Americano.

O futebol americano ainda é relativamente novo no Brasil. Algumas matérias apontam que o esporte chegou no país nas praias cariocas ainda em 1986, porém, o primeiro time à praticar o Futebol Americano sobre a grama foi o Joinville Blackhawks (Joinville Panzers), em 1991, porém, o primeiro jogo oficial da modalidade fullpad, ou seja, aquela em que se usam capacetes (helmets) e as proteções de ombro (shoulders), aconteceu apenas em 25/10/2008 em uma partida entre Barigui Crocodiles e Brown Spiders Futebol Americano.

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Os times que fizeram essa final histórica, já existiam quando esse jogo aconteceu, o atual campeão, o João Pessoa Espectros foi fundado em 04/01/2007, já o vice-campeão T-Rex, nasceu alguns meses depois desse mesmo ano, em 03/10/2007, ou seja, essa final prometia muito de duas equipes maduras, muito experientes e com projetos bem estruturados de ponta a ponta.

Mas a Paraíba mostrou toda a sua força, e os fantasmas do nordeste venceram a final pelo placar de 45 x 21 e se consagraram bicampeões nacionais (2005 e 2019).

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O jogo

A grande final começou com o T-Rex no ataque, liderados pelo Quarterback Bassani, arriscando passes longos e testando a secundária do Espectros, mas sem sucesso e foram forçados à chutar o punt. No retorno do punt, uma das grandes estrelas do time paraibano, Callus Cox falhou e soltou a bola muito próxima à sua endzone, que foi recuperada por Karl Henry, à 6 jardas da Endzone. O ataque do Rex voltou à campo e contando com bela corrida do Running Back Clair José, que contou com belos bloqueios da Linha Ofensiva para marcar o primeiro Touchdown da partida. Ponto Extra convertido por Ramon Verdugo, placar 7 x 0 para o time da casa.

Passado o aparente nervosismo, o Espectros colocou seu ataque em campo, liderados pelo Quarterback Alex Niznak, que com um jogo aéreo preciso e bem distribuído e com uma bela corrida dele mesmo, atravessaram boa parte do campo. Em seguida, após uma bela recepção na linha de 42 jardas do campo de ataque, o Wide Receiver Vitor Ramalho só foi parado na linha de 6 jardas. Na jogada seguinte, conexão Niznak para Denner Lucena, Touchdown Espectros, ponto extra convertido por Diego Aranha, placar empatado, 7 x 7.
Daí em diante, o T-Rex começou a sofrer e muito com o extremamente agressivo front seven do Espectros, o Quarterback adversário não conseguia executar os passes e quando conseguiu, viu alguns drops por parte dos recebedores.
O ataque paraibano voltou a campo, porém, mesmo com alguns avanços, foram parados pela forte defesa do Rex e foram forçados a chutar um Field Goal, que foi convertido pelo Aranha, fantasmas em vantagem, placar 7 x 10.
Já o ataque catarinense pouco conseguia produzir, ainda sofrendo com drops, foram forçados à devolver a bola mais uma vez e em um retorno de punt, o Callus Cox, que é conhecido por ser uma ameaça nos retornos de chute, pegou a bola na linha de 21 jardas do campo de defesa, correu muito, desviou da marcação, quebrou tackles e só foi parado na linha de 4 jardas do campo de ataque. Com a bola na cara da endzone, Alex Niznak soltou um passe forte no meio da endzone, recepção do Wide Receiver Luiz dos Anjos, Touchdown João Pessoa Espectros, pontuação extra convertida por Diego Aranha, placar 7 x 17.
No segundo quarto, os Espectros mantiveram a intensidade, Cox recebeu passe curto de Niznak, saltou o defensor, girou e só foi derrubado depois de garantir o First Down, em seguida, Heron Azevedo com uma boa recepção de 11 jardas, mais um first down para a equipe. Ainda sem deixar o adversário respirar, Niznak fez ótima leitura e encontrou Heron Azevedo livre nas costas da marcação, mais um belo touchdown para os paraibanos, mais um ponto extra convertido. Placar: 7 x 24.

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O ataque do Rex ainda tentava, mas Bassani estava sendo sufocado pela defesa do João Pessoa Espectros, e em um roll out, arriscou um passe longo que após ser desviado por Callus Cox, caiu nas mãos do Cornerback Rafael Jonattas, conhecido como “Pé de pano”, mas o ataque paraibano também não conseguiu produzir nada após esse turnover e devolveu a bola ao time da casa pela primeira vez na partida.
Os catarinenses voltaram à campo, sabendo que tinham que pontuar de qualquer forma, se ainda quisessem continuar vivos na partida, foi aí que o ataque deles começou a encaixar e em passe de mais de 30 jardas, o QB Bassani encontrou o Wide Receiver Guilherme Meurer para uma bela jogada, first down para o Rex na linha de 18 jardas do campo de ataque. Em uma terceira descida para 11 jardas, Bassani completou passe dentro da Endzone para o Meurer, touchdown Rex, ponto extra convertido. Placar: 14 x 24.
O time da casa parecia crescer no jogo, mas Callus Cox estava disposto à não deixar nada fácil para a equipe de Timbó e em um belo retorno de kickoff, saiu da jarda 5 do seu campo de defesa e levou até à Endzone adversária, Diego Aranha impecável, converteu mais um Ponto Extra. Placar: 14 x 31.
Novamente o ataque do Rex tentou, mas o Defensive End dos Espectros, Bruno Sherman, fez boa leitura, acompanhou o recebedor e fez a interceptação, bola mais uma vez para os fantasmas. E logo na primeira jogada seguinte, em uma trick play bem executada, o Qb Alex Niznak fez um pitch para o WR Vitor Ramalho que fez passe para o WR Heron Azevedo, mais um Touchdown para o Espectros, mais um Ponto Extra convertido, placar de 14 x 38.
Tudo isso ainda no primeiro tempo da partida, essa que estava sendo realmente digna de uma final.

Depois do intervalo, o Timbó Rex precisava pontuar a qualquer custo e logo em sua primeira campanha ofensiva, voltou a pontuar. Após belo passe longo e uma boa corrida do RB Francisconi, Bassani achou Ian Bittencourt na Endzone, Touchdown Timbó Rex, e mais um ponto extra convertido pelo Verdugo, placar 21 x 38.
Aparentemente mais cansada, a linha ofensiva dos Espectros acabou cedendo dois sacks seguidos e o que era para ser pelo menos um Field Goal, se tornou um punt e devolução de bola para o adversário. Mas ambos os ataques não conseguiram produzir, saindo sem pontuação. A diferença é que o Espectros contou com um ótimo plano de jogo e queimou muito relógio de jogo, aumentando e muito a pressão do lado catarinense.
No último quarto, Niznak teve seu passe interceptado por Matheus Flausino, porém o Rex não aproveitou, a linha defensiva do Espectros continuava muito agressiva, mas eles ainda tentaram um fake punt em um passe de Ramon Verdugo para Meurer, porém, sem recepção.
Já nos minutos finais da partida, o Quarterback Alex Niznak fez bela corrida e foi parado na linha de 1 jarda do campo de ataque, mas ele estava sedento, ele queria mais, na jogada seguinte, fez um play action, correu pela direta, quebrou tackles e entrou para marcar, Touchdown João Pessoa Espectros, Ponto Extra convertido, placar final 21 x 45 e título do Brasil Bowl para a equipe paraibana.

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Os bastidores

É claro que todo mundo olha os títulos, mas muita coisa precisa acontecer até se conquistar um Brasil Bowl. E no caso do João Pessoa Espectros não é diferente.

A Liga BFA conseguiu uma parceria com a ESPN, o que fez com que as semifinais fossem reprisadas na grade da programação e a grande final fosse transmitida ao vivo. A diretoria do Espectros, ciente da grandiosidade dessa parceria, sabia que na semifinal, diante da forte equipe do Galo F.A, precisava fazer um grande espetáculo, para causar uma boa impressão e também, para valorizar os seus apoiadores e patrocinadores em rede nacional de televisão.

Foi aí que começou a jornada que ninguém (quase ninguém) vê, a busca por realizar um evento de grande porte, conseguir cumprir as exigências do regulamento e tudo isso, com o mínimo de custo possível, eis que, se ganhassem aquela partida, uma final os aguardava e a viagem não era nada curta, mais de 3.300 quilômetros até Blumenau – SC e segundo o presidente da equipe, Diego Martins, isso só foi possível pois as empresas que acreditam no Espectros, abraçaram a equipe e fizeram acontecer.

Após a conquista da vaga na final, um outro passo precisava ser dado e era um passo muito grande, aproximadamente 50 horas de ônibus, o que era totalmente inviável, era preciso viajar de avião, ter um local adequado para os atletas descansarem, além da alimentação.

Ainda segundo o presidente da equipe, as empresas e parceiras do Espectros novamente voltaram a ajudar, mas a quantia necessária era muito alta, aproximadamente R$190.000,00 (cento e noventa mil reais) e fugia da alçada deles.

Além dessa ajuda, o time ainda fez uma rifa para arrecadar dinheiro e custear as despesas, mas ainda estavam longe de bater essa meta e conseguir viajar para a grande final nacional.

Já era quinta-feira, dia 12/12/2019, véspera do jogo que aconteceria no sábado (14) quando entrou na parada o Governo da Paraíba, que através de disposições legais daquele Estado, conseguiu custear as passagens aéreas para que a equipe viajasse com o máximo possível de atletas e comissão técnica.

O título veio coroar toda a história da equipe e todo o trabalho que a Diretoria tem nos bastidores, a cada jogo, em especial, na final nacional da 1ª divisão.

Não é fácil fazer acontecer o futebol americano no Brasil, mas o João Pessoa Espectros tem mostrado a força da Paraíba e do brasileiro e seguem rompendo barreiras e os desafios que aparecem, dentro e fora de campo.

Tão certa quanto às dificuldades recorrentes do FABR, é a presença do João Pessoa Espectros na briga por títulos, os fantasmas do nordeste são difíceis de segurar!



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