FOCUS4HEALTH: Saúde, preparação física e fisioterapia no futebol americano

Escrito por Daniel Lucas Spagnuolo

Socio-proprietário da clínica FOCUS Fisioterapia Esportiva & Pilates

Em setembro começa a principal Liga de futebol americano do mundo, e com ela damos início a uma coluna especifica para falarmos sobre a saúde nesse esporte que tanto gostamos.

Escrita por uma equipe de fisioterapeutas esportivos, a Focus Fisioterapia Esportiva & Pilates vem trazer um conteúdo diversificado sobre saúde, preparação física, recovery, lesão, reabilitação, prevenção e muito mais.

O envolvimento com o esporte é tão grande que na construção da clínica foi montada uma sala de atendimento toda especifica e decorada de FA. Campo desenhado, hall da fama, todos os times da NFL e até suvenires de atletas profissionais você encontra.

Criada de maneira leve e humanizada você se sente em casa… e um verdadeiro atleta! Faz-se fisioterapia preventiva e de manutenção com exercícios específicos de alongamento, mobilidade, liberação miofascial, quiropraxia, banheira de gelo, bota de compressão pneumática, Pilates, drenagem e muito mais!

Especializada nas áreas de ortopedia, musculoesquelética e principalmente esportiva, já cuidou de muitos atletas do nosso FA brasileiro. Nomes como Gustavo “Urlacher”, Willian Zapparolli, Gabriel Castro, Murilo Castro, Marco Miranda, Victor Vivaldi, Adalberto Junior, e mais atualmente cuidam do promissor Gabriel Piauhy e uma das estrelas do nosso esporte Victor Hugo “Mega”, os quais falaremos mais nas próximas edições.

Um dos precursores do FA no Brasil, Gustavo “Urlacher” iniciou um trabalho de preparação para atuar no College Football dos EUA, até que, infelizmente, sofreu uma lesão muscular grau 3 de 9,5cm no posterior de coxa durante um treino, que quase encerrou seu sonho de jogar no exterior.

Em muitas situações assim, esse caso seria cirúrgico e incapacitante para retornar ao alto nível esportivo. Mas em um trabalho conjunto de médico do esporte e fisioterapia, fez um trabalho intenso de recuperação, fortalecimento e conseguiu em algumas semanas viajar e entrar para os Seattle Bulldogs.

Os irmãos Gabriel e Murilo Castro atualmente mantem um trabalho semanal de prevenção e melhora da performance física em acompanhamento na fisioterapia esportiva com atividades desde o Pilates, fortalecimento preventivo (no qual inclui exercícios específicos para os déficits físicos individuais) e até drenagem linfática. Isso tudo após um processo longo de reabilitação de uma cirurgia extensa no joelho do Gabriel e uma lesão de entorse de tornozelo do Murilo.

Um dos garotos do esporte brasileiro, Gabriel Piauhy, Recém-contratado pelo Corinthians Steamrollers, Gabriel mostrou uma mentalidade diferenciada ao juntar suas economias e investir na saúde, indo até a fisioterapia esportiva para um acompanhamento, querendo lapidar suas habilidades e superar limitações. Hoje mantem o trabalho preventivo e manutenção na fisioterapia e a preparação física na academia Competition Training Gym, com o treinador Disnei Sanches da metodologia IHP (Institute Human Performance), a qual falaremos na próxima edição.

Fechando com um dos ídolos do nosso esporte nacional, Victor Hugo “Mega” já conquistou praticamente tudo no esporte como títulos nacionais, experiencias internacionais em países como Canada, EUA e Turquia, presença constantena seleção brasileira, e continua a receber convites de Europa e times brasileiros, mas não se da por satisfeito!

“Mega” mantem seu acompanhamento semanal fazendo sessões de liberação miofascial, quiropraxia, treino preventivo de mobilidade e recovery com a banheira de gelo e a bota de compressão pneumática que aceleram a recuperação muscular após o treinamento intenso, que tambem realiza com treinador Disnei na Competition.

Com isso, fechamos nosso primeiro canal de comunicação mostrando a importância em cuidar da saúde, seja para seu bem-estar, recuperação de lesão ou melhora da performance esportiva. Até o mês que vem com muita novidade do ambiente “health care”.

Fim da parceria entre a Portuguesa e o Futebol Americano – A trajetória contada em números!

Por Filipi Junio – Colunista Esporte Nacional // Tide Football feat. Mapa FABr.

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RONALDO BARRETO @barretoronaldofotos / Fotografa Esportiva.

No último dia 12, a Portuguesa FA anunciou o fim da parceria com a Portuguesa de Desportos, que durou 9 temporadas. A decisão foi tomada no final da temporada de 2020, em conversa entre as diretorias do futebol americano e da Portuguesa de Desportos. A deliberação é consequência de novos planos da Lusa em decorrência da recente volta da equipe de futebol ao campeonato brasileiro.

Após saber do término da parceria, decidi fazer um breve apanhado dessa bela história em números, bem ao estilo Mapa do FABR. Então vamos lá…

Ao longo das 9 temporadas, o time mudou de nome em três ocasiões: em 2012, quando passou a se chamar Lusa Rhynos, em 2014 mudou para Lusa Lions e, finalmente, em 2018 passou a se chamar Portuguesa Futebol Americano. Considerando apenas torneios oficiais e equipados, o time disputou 13 competições, 80 jogos e enfrentou 37 times de 11 estados.

O maior adversário não poderia ser outro, o Corinthians Steamrollers. Foram disputados 9 jogos entre os dois times e a Portuguesa tem uma larga vantagem nas vitórias. O Corinthians venceu os três primeiros confrontos em 2012 e 2013, mas a Portuguesa reverteu a desvantagem após 6 vitórias consecutivas entre 2015 e 2019.

O São Paulo Storm é o segundo grande adversário, foram 8 jogos e mais uma ampla vantagem de vitórias. A única derrota da Portuguesa foi em 2017, sendo a primeira para um time paulista em 4 anos, a última derrota tinha acontecido em 2013 para o Vinhedo Lumberjacks.

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Falando em derrotas para times do seu estado, apenas Corinthians Steamrollers, Santos Tsunami, Palmeiras Locomotives, Nemesis Football, Vinhedo Lumberjacks e São Paulo Storm podem se gabar de terem vencido a Portuguesa. O interessante dessa estatística é que das oito derrotas, sete aconteceram em um intervalo de 433 dias nos anos de 2012 e 2013. De lá para cá, passaram-se mais de 2.945 dias e a Portuguesa perdeu apenas uma vez!

Somente por curiosidade, separei a história do time de acordo com as mudanças de nome. O período em que o time adotou Lusa Rhynos (2012/2013) foi o pior, foram 23 jogos, 9 vitórias, 14 derrotas e um aproveitamento de 39%.

Como Lusa Lions (2014/2017) a história mudou, foram 38 jogos, 29 vitórias, 9 derrotas e aproveitamento de 76%. As conquistas vieram junto com as vitórias. Como Lusa Lions, o time chegou pela primeira vez aos playoffs nacionais (TTD 2015), sendo eliminado pelo Flamengo Imperadores, e venceu as primeiras duas edições da SPFL em 2016 e 2017 de forma invicta. 

Como Portuguesa Futebol Americano (2018/2021) foram 19 partidas disputadas, foram 15 vitórias, 4 derrotas e aproveitamento de 78%. Mesmo criando uma enorme hegemonia em São Paulo, onde ganhou mais um estadual invicto em 2018, a Portuguesa não conseguia se impor contra times de outros estados.

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Ao longo da sua história, foram 38 jogos contra times de fora de São Paulo, 19 vitórias e 19 derrotas. Um aproveitamento de 50% não é ruim, mas a maioria das vitórias foram contra times mais fracos. Quando separamos os jogos contra times que já foram campeões nacionais e sempre figuram entre os favoritos, foram 17 jogos e apenas duas vitórias contra Vasco e Flamengo, respectivamente, em 2018 e 2019.

Pensando em mudar esse panorama, o time decidiu não disputar a SPFL em 2019 para priorizar a Liga BFA. Mesmo não vencendo os grandes adversários, o time mostrou uma evolução enorme em 2019, quando quase venceu o poderoso Galo FA em Belo Horizonte e protagonizou uma das melhores partidas do ano, quando perdeu para o Vasco Almirantes nos playoffs.

Quando falamos em pontuadores, a Portuguesa é o único time, com mais de 50 jogos, que tenho registros de cada pontuação feita pelo time. O mérito nesse caso não é meu, já que todos os dados foram passados pelo Catullo Góes, que anotou, desde 2012, o nome e como aconteceu cada pontuação do time.

Falando em Catullo, o quarterback é um dos grandes nomes revelados pelo time. Foram 12 temporadas como starter do time, que nunca precisou se preocupar em contratar estrangeiros para a posição. De 2012 a 2019, foram 135 passes para touchdowns, segunda maior marca do FABR, 13 corridas para TD, 3 conversões de 2 pontos e 1 extra point.

Mas ele não foi o único QB do time a lançar passes para touchdowns, o Pedro Jaime “Cavanha” somou 4 passes em 2013 e o João Paulo Bueno passou para 13 touchdowns entre 2016 e 2018.

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Ao longo da sua história, a Portuguesa marcou 268 touchdowns, sendo que 16% deles foram feitos por um jogador: Vinícius Elias de Souza, o Seiya. O camisa 11 da Portuguesa é um dos melhores recebedores do país e seus números mostram isso. Na sequência do Top 10 de pontuadores do time, vemos jogadores que tiveram passagens gloriosas por adversário da Portuguesa, com destaque para running back Johnny Santos (Corinthians e Spartans), Leandro Fratini (Corinthians e Storm), Luiz Domingues (Storm), Guilherme Sarmento “Jesus” (Storm e Spartans) e Paulinho Santos (Corinthians e Storm). Veja a lista completa:

NomeTouchdowns
1. Vinicius “Seiya”43
2. Johnny Santos28
3. Fernando Desimone “Francês”24
4. André Pistarini “Moss”19
5. Catullo Góes13
6. Leandro Fratini13
7. Luiz Domingues12
8. Guilherme Sarmento “Jesus”10
9. Paulinho Santos10
10. Bruno Guimarães “Rato”8

Mas nem só de futebol americano viveu a Portuguesa nos últimos anos. Como é comum em São Paulo, a Portuguesa começou sua história como um time de Flag Football em 16 de março de 2007. O Flag foi a categoria principal do Rhynos até 2011, quando a transição para o futebol americano se iniciou, mas o time não abandonou suas raízes. 

O Flag continua sendo uma categoria importante no time, que mantém um elenco forte e focado no esporte. O time masculino venceu o Campeonato Paulista de Flag da FEFASP em 2017, 2018 e 2019 e o feminino o Karaja Bowl em 2018.

Não importa o esporte, a Portuguesa FA, principalmente em São Paulo, sempre se colocou como uma das principais forças, que isso não mude.

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Silas Gomes Under – 23 Golden Boy T-Rex Sports Academy

Leonardo Siqueira – Jornalista e Imprensa Paranaense

Jogar uma final nacional é desejo de qualquer atleta. Alguns se contentariam em estar no banco ou entrar em apenas alguns drives. A maior parte dos jogadores nunca chegará lá e um número ainda menor poderá dizer que foi titular. Silas Gomes foi titular do Timbó Rex na final da BFA em 2019, no vice-campeonato contra o João Pessoa Espectros em Blumenau/SC, e quer mais. É fato que querer nem sempre é poder, mas alguns fatores indicam que Silas pode chegar lá novamente.

O fato de jogar em uma das equipes mais fortes e organizadas do país é o mais claro deles, mas o atleta tem suas qualidades. Com apenas 22 anos, o linebacker já possui 10 anos de experiência e uma bagagem invejável.

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Início no Futebol Americano

Gomes teve seu primeiro contato com o futebol americano jogando flag, em 2011, no São Paulo Black Devils. Depois de uma passagem pelo flag do Spartans, o jovem teve o primeiro contato com o full pads no Corinthians Steamrollers em 2014. Após algumas temporadas vestindo o manto alvinegro, em 2017 Silas chegou no rival Palmeiras Locomotives para a disputa da Liga Nacional. Foi só em 2018 que ele chegou em Santa Catarina.

“Sempre foi um sonho jogar por aqui (Timbó), não tinha planos de jogar fora do país. Meu sonho sempre foi jogar no Rex, desde quando eu conheci o FABR” relata.

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Nova realidade

Em que pese jogar numa defesa fortíssima e recheada com nomes de destaque nacional (e internacional, por que não?) como o LB Luis Polastri, em 2019 Silas já tinha a responsabilidade de repassar as chamadas defensivas dentro de campo. Assim como Polastri, Gomes cita Andrey Pereira (DL) e o ex Coach defensivo Laércio Anacleto como grandes incentivadores do seu crescimento em Timbó, além de Bro Bezerra (LB) e Felipe Bersch (LB) no Corinthians.

O desejo de jogar no Rex se concretizou apenas em 2018. Silas teve seus vídeos aprovados pela diretoria e se mudou para Timbó. Com uma rotina de treinos intensa, a adaptação do atleta não foi fácil, mas rendeu bons frutos como o título Catarinense logo no primeiro ano de casa.

Mais que se adaptar ao time, Silas também se adaptou à cidade. Em fevereiro de 2018 conheceu a namorada, Ana Maria, com quem mora junto há dois anos e, em março deste ano, deu à luz ao primeiro filho do casal, o pequeno Antônio.

Bom, tudo começou em 2015, Silas estava planejando jogar no Rex e veio me pedir sobre curso de enfermagem na cidade, dei umas dicas e acabou nisso (…) ainda acho tudo uma loucura o que fizemos, mas agradeço todos os dias por ter ele e agora o Antonio na minha vida. E espero que a gente construa muitas coisas juntos ainda, porque o que o futebol americano uniu, ninguém separa rs“.

Ana Maria Rodrigues – Mulher de Silas Gomes

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Todo esse processo fez com que ele e a família fossem escolhidos pela diretoria um dos personagens do documentário Chance 4 Life, que está sendo produzido pelo T-Rex Sports Academy e estará disponível no Unifique Play. O projeto promete contar um pouco sobre a rotina da equipe e a história de alguns personagens, tendo como inspiração a série Last Chance U, da Netflix.

Nova geração do Futebol Americano!

Silas foi 6º lugar no projeto Golden Boy, uma iniciativa da Tide que reuni um banco de dados dos mais promissores atletas do esporte no Brasil e oferece a treinadores e jornalistas de todo pais para avaliação e classificação, levando em conta o fator idade no mínimo mais um ano no projeto para Silas que vai puxar as próximas listas defensivas ao lado de Guilherme Santana, Guilherme Stutz, Tulio Poletti entre outros. Uma posição de destaque, que também o posiciona entre os ‘starters’ do projeto.

Confira abaixo todos os 11 defensivos melhores classificados:


“dos campos de terra até o sonhado vale da morte”

dos campos de terra até o sonhado vale da morte – sonhamos esses momentos que estou compartilhando agora, quando treinávamos nos campos de terra e na quebrada… muitas dificuldades, mas nada nos impediu de lutarmos até o fim”. – declarou Silas Gomes para Arthur de Lucca ao perceber que saíram juntos das dificuldades da capital paulista para encabeçar uma classificação nacional para jovens atletas.

“Silas é meu irmão! desde que comecei no futebol americano já sabia quem ele era, mas ter conhecido como pessoa e conviver foi melhor ainda, assim que o Rex entrou na nossa vida nos aproximamos e vi como Silas era uma pessoa pura e gente boa, alguém que eu sabia que podia contar, desde ai nossa amizade só cresceu e hoje sou muito grato em ter o conhecido. Me ajudou no meu crescimento e com certeza ja marcou minha história. Tamo junto meu irmão”.

Arthur de Lucca – Nickel T-Rex Sports Academy e Top 02 Overall Golden Boy.

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Porque a matéria Under 23 está sendo feita com Silas? Perguntado ao Caio respondeu –

Silas representa nossa chegada, ele sabe que a Tide é diferente e já citou isso ao perguntado sobre a Golden Boy, foi o primeiro atleta a se registrar conosco no processo de pesquisa de jovens atletas e foi o primeiro a postar “A Nova Geração do Futebol Americano” no seu feed – esse movimento posteriormente aquela iniciativa colecionou mais de 100 posts em perfis de atletas espalhados em todos Brasil, é uma parada que me orgulho muito em ter feito, saiu da minha cabeça sim, mas para realização talvez não teria acontecido sem ele”.

Caio Guimarães – CEO Tide Football e idealizador Golden Boy FABr.



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Sob ‘Nova direção’ Coach Teran

A chegada de Coach Teran, mexicano que assume a coordenação defensiva do T-Rex esse ano, pode representar um novo passo no desenvolvimento de Silas. Que já atuou em diversas posições no sistema defensivo da equipe, mas agora pode ser definido como ILB (Linebacker no centro de uma defesa).

“Ele é um grande treinador” afirma, “ele tem uma força diferente de trabalhar, sinto que é muito mais simples a forma como explica”.

Uma curiosidade que muito nos chamou atenção é Coach Teran já trabalhou junto a Ryan David, no Aztecas, equipe do México, isso mesmo o atleta e do Galo Futebol Americano que terá sua chance na Liga Canadense passou por experiências com o Coach de Silas atualmente, a equipe de Timbó recrutou não só para o Rex mas para todo esporte nacional se tratando de desenvolvimento de atletas.

A esperança é de que a parceria renda bons frutos no futuro. “Sempre quis ser campeão nacional e jogando pelo Rex esse desejo aumentou”, conta. Silas, claro, também almeja o reconhecimento individual. “Sonho também poder, um dia, representar meu país” projeta.

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Próximo cenário

Por mais que seja difícil projetar seleção nacional no meio do momento que passamos em pandemia decorrente ao Covid-19 aguardamos muito a sequência do esporte no pais e inclusive da seleção brasileira como mencionada por Silas acima, encerramos com o seguinte questionamento o mérito será visualizado no futebol americano nacional ou um universo de bolha e interesse pessoal irá dominar o próximo cenário? Nós não escolhemos para quem dar mídia, são eles quem conquistam e nós destacamos é um proposito justo no qual o cenário não estava acostumado e por isso Silas entende que a Tide é diferente.

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