A história do maior clássico do Futebol Americano Brasil – João Pessoa Espectros X Recife Mariners

Por Filipi Junio – Bibliotecário e analista de dados // Mapa do Fabr.

OS PRIMEIROS JOGOS NO PADS

O ano era 2009 e o Campeonato Paraibano de Futebol Americano estava chegando a sua terceira edição com uma novidade: os jogos aconteceriam na grama ao invés das areias do litoral paraibano. Sete times confirmaram presença na competição? Borborema Troopers, Campina Titans, João Pessoa Bolts, João Pessoa Espectros, Paraíba Búfalos, Paraíba Hurricanes e Recife Mariners, que foi convidado porque ainda não havia torneio no seu estado.
A história do maior clássico do Nordeste começou no dia 10 de outubro de 2009, em uma partida válida pelo Paraíba Bowl III. Com touchdowns de nomes que marcaram época no Espectros, entre eles Ícaro Moraes e Rinaldo Mitref, o time paraibano venceu o primeiro confronto por 45 a 13. Existem poucos registros da partida, apenas vídeos com lances do Espectros, que já contava com o protagonismo Igor Nery, Flávio Gouveia e Edvaldo “Pezão”, que estão no time até hoje. Os dois times voltaram a se enfrentar na final do PB Bowl, que aconteceu no dia 12 de dezembro e terminou com mais uma vitória do Espectros por 38 a 25.

2011: OS PRIMEIROS JOGOS EQUIPADOS

João Pessoa Espectros e Recife Mariners voltaram a se enfrentar 581 dias depois da final do PB Bowl III. No dia 17 de julho de 2011, os dois times viajaram até Cabo de Santo Agostinho/PE para disputar o primeiro duelo full pads, em partida válida pela Liga Nordestina (Linefa). Em um duelo definido nos detalhes, o Espectros venceu por 7 a 2, graças a uma corrida para touchdown do QB Rinaldo Mitref.
O equilíbrio do primeiro duelo de 2011 não se repetiu quando os times voltaram a se encontrar em João Pessoa semanas depois. O Mariners largou na frente com um touchdown corrido do Felipe “Frajola”, mas o Espectros assumiu a liderança rapidamente com touchdowns corridos do Everton Antero “Pingo” e Alison Morais (2x). Para fechar a partida, o QB Rinaldo Mitref fez dois passes para touchdowns para Diego Nascimento e Ícaro Moraes. O kicker Jackson Rocha acertou 4 extra points e os paraibanos venceram por 34 a 7.
O terceiro confronto aconteceu ainda em 2011, dessa vez valendo a final da Linefa. A história não foi muito diferente do jogo anterior, os paraibanos dominaram o jogo todo e não deram chances para os pernambucanos sonharem com a vitória. Com direito a show do QB Rinaldo Mitref, que correu para três touchdowns e fez um passe para Guilherme Nascimento anotar outro, o Espectros derrotou o Mariners por 34 a 2 e sagrou-se campeão nordestino pela segunda vez.

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2012

Após firmar uma parceria com o Botafogo da Paraíba, o time paraibano passou a se chamar Botafogo Espectros e estreou no Campeonato Brasileiro de 2012 contra o Mariners em Recife. O primeiro duelo entre os dois times começou como o anterior terminou, corrida do Rinaldo para touchdown e extra point do Jackson. Com a chegada da chuva, o jogo passou a ser dominado pelo jogo corrido e o Espectros marcou mais dois touchdowns assim com Alison Morais, indo para o intervalo com uma vantagem de 20 a 0.
A defesa do Mariners resolveu aparecer no terceiro quarto e dificultou bastante a vida do ataque paraibano, mas não o suficiente para evitar um belo passe de 35 jardas de Rinaldo para Diego, que se livrou da boa marcação e chegou na endzone. Em uma das poucas boas jogadas feitas pelo ataque pernambucano, o RB Raphael Cortez “Guri” encontrou muito espaço e correu mais de 80 jardas para o touchdown. O Espectros voltou a ampliar com Caio “Sherman”, que após um punt mal executado, retornou até a endzone. Para fechar o placar em 43 a 6, o QB Rodrigo Dantas entrou em campo, fez um passe para Gustavo Pacheco anotar seu touchdown e converteu dois pontos.
O clássico voltou a acontecer na última rodada da temporada regular de 2012 e o Espectros, dono do melhor ataque e defesa do país na época, não deu descanso para os Marinheiros. Foram 8 touchdowns anotados por Alison Morais (3x), Ícaro Moraes (2x), Flavinho Gouveia (2x) e Vitor Ramalho. Everton Antero “Pingo” e Cauê Colaco conseguiram converter 2 pontos, o kicker Jackson Rocha acertou 6 extra points e o QB Rinaldo Mitref fez dois passes para touchdowns.

2013

Após a última vitória de 2012, o Espectros foi campeão nordestino pela terceira vez, após vencer o América Bulls (atual Bulls Potiguares), e chegou ao Brasil Bowl pela primeira vez, perdendo para o Cuiabá Arsenal por 21 a 20. Os dois times não se enfrentaram em 2013, mas foi por pouco que isso não aconteceu. O Mariners caiu no wildcard para o Ceará Cangaceiros (atual Ceará Caçadores) e o Espectros sagrou-se campeão nordestino pela quarta vez, venceu o São Paulo Storm nos playoffs nacionais e foi derrotado pelo Coritiba Crocodiles no Brasil Bowl.

2014

Depois de 778 dias, maior período sem jogos entre os dois, Espectros e Mariners voltaram a se enfrentar em Recife, em partida válida pela última rodada da temporada regular de 2014. O Mariners veio para a temporada com dois reforços americanos, o DB/R T.L. Edwards e o QB Drew Banks, que elevou o nível do time o suficiente para quebrar o tabu contra o Espectros.
O primeiro quarto da partida foi bastante truncado e marcado pelo domínio das defesas. O placar foi inaugurado no começo do segundo quarto por T. L. Edwards após um retorno de punt de 54 jardas. No drive seguinte, o Espectros conseguiu avançar um pouco no campo e devolveu mais uma vez a bola para o Mariners. Dou outro lado estava Edwards, que pegou a bola na linha de 20 jardas, quebrou uma dezena de tackles e chegou a endzone para marcar seu segundo touchdown. Antes de ir para o intervalo, o Espectros diminuiu com um passe do Rodrigo Dantas para Felipe Golzio, seguido de um extra point do Diego Aranha.
O terceiro quarto começou com as defesas dominando as ações, mas após uma longa campanha, o RB Raphael Cortez “Guri” aumentou a vantagem do Mariners, 18 a 7. O Espectros tentou uma reação, mas todas as ações eram paradas pela defesa pernambucana, com destaque para Edwards, que conseguiu interceptar Dantas em uma das ocasiões. Em mais uma bela campanha liderada por Drew Banks, o Mariners chegou ao seu quarto touchdown após passe do americano para Mateus Camarotti. Para fechar o jogo com chave de ouro, Junior Borges interceptou Dantas mais uma vez.


Os dois times voltaram a se encontrar na final da Superliga Nordeste e o foi um espetáculo. Com mais de 7 mil torcedores na Arena Pernambuco, o Espectros saiu na frente após Dantas encontrar Ednaldo “Massu” livre na endzone para marcar o touchdown, seguido do extra point do Diego Aranha. Na sequência, Drew Banks liderou o ataque do Mariners até a redzone, mas a defesa do Espectros acordou e parou o ataque adversário na linha de 9 jardas. Para o Mariners restou o field goal convertido pelo Rafael Bandeira.
Após o início avassalador de ambos os ataques, o jogo se equilibrou no restante do primeiro quarto e parte do segundo, muito graças ao excesso de faltas e as boas atuações das defesas. No começo do segundo quarto, o ataque do Espectros chegou na redzone e foi barrado pela defesa azul. Na tentativa de field goal, Aranha errou um chute de 35 jardas, mas se redimiu no final do quarto com um chute de 29 jardas.
Após um rápido three and out do ataque pernambucano, com destaque para o sack do Marcos Hércules, o Espectros voltou ao ataque com 01:24 para o fim do primeiro tempo e não perdoou. Mais um belo passe de Dantas para Massu e touchdown do Espectros. Com 44 segundos restando, o Mariners reagiu rapidamente e conseguiu um touchdown após passe de Banks para Vinicius Angelo, 17 a 10 para o Espectros.
O jogo continuou equilibrado e o Mariners conseguiu diminuir a diferença após um safety forçado pelo special teams. A reação do time de Recife parou por aí e o Espectros deslanchou no último quarto com três touchdowns de Felipe Golzio, após passe de Dantas, Ícaro Moraes, em uma bela corrida de 25 jardas pela direita, e, novamente, Massu recebendo livre para fechar o placar em 38 a 12. Espectros pentacampeão nordestino.

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2015

Espectros e Mariners se enfrentaram mais uma vez na abertura da temporada e o roteiro não foi diferente do ano anterior, apenas mais dramático. Jogando em casa, o Espectros tratou de abrir o placar logo na sua primeira campanha com um field goal de 29 jardas do Diego Aranha. O primeiro tempo não foi bom para ambos os ataques. O excesso de faltas e os turnovers cometidos por Drew Banks, foram duas interceptações, ambas do William Silva, impediram maiores avanços do Mariners. Do outro lado, os mandantes também sofreram com as faltas, um touchdown foi anulado após holding, e turnovers, Alison Moraes sofreu um fumble na linha de 10 jardas do ataque. Para fechar o primeiro tempo, Aranha acertou mais um field goal
Os problemas continuaram a atrapalhar ambos os times, principalmente a defesa paraibana, e o Mariners virou com um passe de Banks para Lucas Adolfo na endzone, seguido do extra point de Rafael Bandeira. Pouco mudou após o touchdown, as faltam continuaram (32 ao longo da partida e 309 jardas em faltas) e os times trocaram punts e turnovers, foram 8 ao longo da partida. A virada do Espectros veio após Dantas encontrar Massu livre para anotar o touchdown, 12 a 7. Se o ataque de Recife não funcionava, Dantas aproveitou o bom momento e fez mais um passe para touchdown, dessa vez para Bene Harley, seguido de extra point, 19 a 7.
Com pouco tempo, Banks arriscou no jogo aéreo, conseguiu levar o time até o campo de ataque e fez um lindo passe de 37 jardas para T. L. Edwards anotar o touchdown, sem conversão de 2 pontos. Faltando 33 segundos, o placar estava 19 a 13 para o Espectros e o Mariners arriscou tudo com um onside kick de Bandeira e recuperado pelo LB Samuel Braz. O Mariners estava a 54 jardas da vitória e Banks conseguiu uma conexão de 37 jardas para Júlio Acioly. Bola na linha de 17 jardas e Drew passa para Vinicius Angelo anotar o touchdown, que foi anulado após uma falta. mas uma falta. Linha de 27 jardas e Drew corre até a endzone, novamente anulado, mas dessa vez foi porque o jogador pisou fora na linha de 1 jarda. A virada estava nos pés do kicker Rafael Bandeira, um dos melhores do país, que não sentiu a pressão e virou o placar. Esta foi a primeira derrota do Espectros para uma equipe nordestina dentro de casa. Histórico.
O confronto voltou a acontecer em outubro e tivemos mais um jogaço. O primeiro tempo foi fraco em termos de pontuações, principalmente pela ineficiência dos ataques na redzone. O Espectros saiu na frente com um field goal do Aranha, que logo foi revidado por outro chute certeiro do Rafael Bandeira. No segundo quarto, após muitas tentativas, o Espectros anotou um touchdown corrido com Ícaro Moraes, seguido de extra point. Logo na sequência, o Mariners descontou com outro chute do Rafael, indo para o intervalor perdendo por 10 a 6.
O terceiro quarto foi uma troca de punts e sem grandes ações ofensivas. Os dois times resolveram deixar todas as emoções para o último quarto. Nos primeiros minutos, Drew Banks correu 9 jardas e virou o placar, colocando fogo na partida, principalmente após o special teams paraibano bloquear o extra point. O Espectros não se abateu e rapidamente retomou a liderança com uma corrida do Pingo, mas sem sucesso na conversão de 2 pintos. Quatro snaps depois, Banks fez um passe de 30 jardas para Júlio Acioly marcar o touchdown, seguido do extra point. 19 a 16 Mariners.
Com o jogando chegando ao fim, o Espectros avançou o máximo que pode e deixou Aranha a 46 jardas do field goal. O kicker chutou e errou, mas foi salvo pelo timout pedido pelo Mariners. Na segunda chance Aranha não perdoou e empatou a partida em 19 a 19. Os donos da casa ainda tinham tempo suficiente para retomar a liderança, mas Banks foi interceptado por Hermano Guerra e deixou o Espectos a cerca de 25 jardas da endzone. Com uma defesa bem atenta e contando com as faltas dos paraibanos, o Mariners evitou o touchdown e os Fantasmas foram para um arriscado field goal de 57 jardas, que foi desperdiçado. Vamos para a prorrogação.
Com muitas dificuldades para ultrapassar a muralha pernambucana, por terra e ar, o Espectros decidiu arriscar uma quarta para 1 jarda e tudo deu errado. Com o ataque em campo, bastou o Mariners entregar a bola três vezes para Lucas Adolfo e comemorar mais uma virada histórica, 25 a 19.
Como era de se esperar, o confronto aconteceu mais uma vez na final nordestina e o equilíbrio predominou. No começo os times trocaram punts, mas em um dos chutes T. L. Edwards retornou até a linha de 43 jardas do ataque e deixou o Mariners mais próximo do touchdown. Em uma jogada de sorte, Banks fez um passe longo, que pipocou na mão do recebedor e acabou caindo na mão de outro do Mariners e colocou o time na redzone. Após uma corrida curta, Banks encontrou Ricardo Teixeira livre para anotar o touchdown, 7 a 0. O empate do Espectros veio no segundo quarto após Dantas acertar um passe de 10 jardas para Vitor Ramalho, 7 a 7.
No primeiro drive do terceiro quarto, o Espectros caminhou 86 jardas até a endzonte pernambucana e, após passe de Dantas para Antônio Diniz, virou o placar, mas sem extra point. O Mariners conseguia boas posições após os retornos, mas não conseguia aproveitar. Em uma das oportunidades, o time chegou na redzone e Banks, mais uma vez, foi displicente e acabou sendo interceptado por Vitor Veloso. O jogo continuou muito igual e o Mariners virou o placar no começo do último quarto com um passe preciso de Drew para Ricardo Teixeira, seguido do extra point.
Com a posse da bola e pouco mais de dois minutos no relógio, o Espectros avançou o suficiente para garantir uma boa posição para Aranha. O chute de 50 jardas era arriscado, mas não o suficiente para Aranha, que colocou força o suficiente para ela viajar umas 10 jardas a mais. Restavam 25 segundo para o término da partida, mas as tentativas de Drew Banks falharam e o Espectros conquistou o Nordeste pela sexta vez.
Se não bastassem todas as emoções dos duelos contra o Mariners, o Espectros fechou essa temporada de forma apoteótica. O time venceu o Brasil Bowl pela primeira vez e os segundos finais são insanos. Procurem no Youtube por “Brasil Bowl 2015”, escolham a partida completa e pulem para 2 horas e 51 minutos, é um dos momentos mais sensacionais da história do FABR.

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2016

Diferente dos anos anteriores, Espectros e Mariners não se enfrentaram na rodada de abertura e sim no final da temporada regular. A partida valia a seed 2 e o mando de campo nos playoffs. Em mais um duelo de defesas, o Espectros saiu na frente com um field goal de Aranha, que foi antecedido por uma interceptação de Pezão contra Alex Niznak (não esqueça esse nome), novo quarterback do Mariners para a temporada.
No terceiro quarto, Aranha desperdiçou dois field goals, o que fez falta no final. Mesmo não fazendo uma boa partida, Niznak conseguiu encontrar Ricardo Teixeira livre para marcar o touchdown, seguido do extra point de Bandeira. Foi nesse que surgiu Callus Cox na história do clássico. O americano recebeu o kickoff, correu o campo todo e virou a partida para o Espectros, 10 a 7.
Faltando pouco para acabar o jogo, o Mariners estava a menos de 5 jardas da endzone e Niznak resolveu correr pela direita, mas não contava com a boa leitura da defesa e foi facilmente tackleado. Não se sabe como, mas milésimos antes de cair, Niznak jogou a bola para a endzone e Eduardo Palácio anotou o touchdown, seguido do extra point de Bandeira. O Espectros ainda tinha tempo para tentar algo, mas em mais uma jogada de pura sorte, o kicker pernambucano tentou um squib kick, a bola bateu no calcanhar de um jogador do Espectros e o Mariners recuperou para acabar com a partida.
Os dois times voltaram a se enfrentar um mês depois na primeira rodada dos playoffs. O que vimos foi um replay dos últimos confrontos, defesas dominando e ataques pouco produtivos. O jogo foi para o intervalo zerado, não voltou muito diferente e foi definido graças aos erros do ataque pernambucano. Em uma sequência inacreditável de passes ruins, Niznak lançou para duas interceptações, a primeira para Flavinho Gouvêia, que foi anulada, e outra para Cox, que retornou até a endzone. Aranha acertou o extra point.
No ataque seguinte, a defesa do Espectros forçou um three and out e o Mariners chutou um punt horrível, deixando os paraibanos na redzone. Sem conseguir aproveitar a falha, o Espectros se contentou com um field goal de Diego Aranha. No último quarto, o Espectros conseguiu se encontrar no ataque e Vitor Ramalho, que substituiu Dantas desde julho, fez um belo passe para Massu aumentar a vantagem para 16 pontos. Com pouco tempo para tentar uma reação, o Mariners diminuiu a vantagem com um passe de Niznak para Vinícius ngelo e uma conversão de 2 pontos do Augusto Bezerra. 16 a 8 para o Espectros.

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LIGA BFA 2017

O único duelo de 2017 aconteceu na última rodada da temporada regular da BFA. Ambos estavam classificados para os playoffs e embalados na competição. Avassalador, o Espectros abriu uma vantagem de 24 pontos no primeiro tempo com touchdowns do Heron, Pingo e Flavinho, que interceptou Alex Allen “Train”, running back que estava jogando improvisado de quarterback. Aranha acertou três extra points e um field goal.
O segundo tempo foi bastante morno. Os ataques não produziram muito e os pontos vieram após turnovers. Pelo Espectros, Flavinho interceptou Alex novamente e deixou seu ataque em ótima posição, bastando uma corrida de Pingo para anotar o touchdown, 31 a 0. A única pontuação do Mariners veio no último quarto com Vitor Nescau, que recuperou um fumble e correu até a endzone.



2018

Em 2018, o primeiro clássico aconteceu na segunda rodada e foi bastante equilibrado até o intervalo. O ataque do Espectros contava com uma nova arma, o running back Lucas Adolfo, revelado no Mariners, fundamental na primeira campanha do jogo, que resultou em passe de Dantas para Vitor Ramalho pontuar. O Mariners também contava com um reforço, o quarterback americano Jake Schimenz, que liderou o time até a redzone e passou para Artur Ramos anotar o touchdown. Na tentativa de extra point, Rafael Bandeira teve seu chute bloqueado e retornado por Ramalho, 9 a 6. Os pernambucanos viraram após a defesa forçar um fumble e Jake acertar um belo passe para Rafael Tavares na endzone. Na conversão, Bandeira foi mais uma vez bloqueado e Cox retornou para dois pontos, 12 a 11.
Na campanha seguinte, Dantas comandou o ataque até a redzone e Jonatha Carvalho garantiu a virada. A defesa do Espectros entrou de vez no jogo e conseguiu forçar mais um punt. Novamente no ataque, Dantas manteve o time bastante tempo em campo e chegou a endzone após passar para Denner Lucena aumentar o placar. Antes do fim do segundo quarto, Jake conseguiu diminuir a diferença após passe para Pedro Brito, 25 a 18.
No terceiro quarto, a lei do ex entrou em ação. Após Jake ser interceptado, o ataque do Espectros ficou bem próximo do touchdown, o que aconteceu com uma corrida curta de Lucas Adolfo. Daí em diante o Mariners não teve mais chances, foram dois touchdowns de retorno de punt de Cox e um field goal de Aranha. Para fechar o placar, Jake correu para o touchdown e ainda passou para Eduardo Palácio garantir mais dois pontos. Espectros 49 a 26.
Após dois anos longe da final do Nordeste, o Mariners voltou a enfrentar o Espectros, mas dessa vez não existiu equilíbrio. Com touchdowns de Heron Azevedo, Callus Cox, Denner Lucena, Vitor Ramalho e Rodrigo Dantas, que também passou para dois touchdowns, o Espectros venceu por 39 a 3, chegando ao seu 9º título nordestino.

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2019

A temporada de 2019 começou repleta de expectativas, o Espectros estava de quarterback novo, já que Dantas tinha sofrido uma grave lesão na temporada anterior, e o Mariners voltou com Jake Schimenz e o defensor Oshay Dunmore, que estava no rival no ano anterior. O Espectros trouxe um velho conhecido dos pernambucanos para comandar o time, Alex Niznak, que não teve uma ótima passagem por lá, mas voltou com tudo para o Brasil. O time paraibano chegou na última rodada da temporada regular como um favorito inquestionável. A defesa estava cedendo 8,2 pontos por jogo, o ataque fazendo 51,4 pontos e a presença de Niznak elevou ainda mais o nível do time. Mas as coisas em Recife não eram diferentes, já que Schimenz voltou melhor do que nunca e o ataque e defesa estavam bem equilibrados.
O clássico aconteceu na última rodada e valia a seed 1 do Nordeste. Ambos estavam invictos e o duelo nunca foi tão aguardado. O jogo começou nervoso, foram muitas faltas e drops inacreditáveis de ambos os lados. Na terceira campanha da partida, Oshay retornou até o campo de ataque e o Mariners avançou aos poucos com boas corridas de Lucas Adolfo, que voltou para casa, e Jake, que anotou o touchdown em uma corrida de 14 jardas, 6 a 0.
No kickoff, o kicker do Mariners chutou curto e o jogador do Espectros deixou a bola escapar e ser recuperada pelos pernambucanos. Com a bola no campo de ataque, não demorou muito para o Mariners aumentar a vantagem. Jake encontrou Oshay livre no meio do campo e o camisa 7 ainda driblou três adversário até chegar na endzone. 14 a 0 após a conversão de Adolfo.
Sem brilho no ataque, o Espectros sofria na defesa. Jake estava impossível, quando não conseguia lançar suas big plays, castigava com as pernas. Em mais uma longa campanha, Jake finalizou com um lindo passe de 38 jardas para Japa, que deixou o experiente Flavinho na saudade e entrou na endzone livre de marcação, 20 a 0.
Após um começo de troca de punts, o Espectros saiu do zero no terceiro quarto com um passe curto de Niznak para Heron Azevedo, mas o dia era do Mariners, mais especificamente do Jake. Com corridas curtas e passes longos, o Mariners chegou na redzone e o americano não perdoou, correu lateralmente, sofreu um fumble, recuperou e correu 8 jardas até a endzone, 28 a 6 após a conversão de 2 pontos.
O Espectros conseguiu uma bela campanha ofensiva no começo do último quarto e chegou com um passe de Niznak para Vitor Ramalho, 28 a 13. A defesa do Espectros forçou um fumble e acendeu a chama da esperança, mas isso durou pouco. O Espectros não aproveitou o turnover e devolveu a bola para o Mariners na linha de 45 jardas do campo de ataque. Foram necessárias poucas jogadas para uma nova pontuação, dessa vez com Lucas Adolfo por terra, 35 a 13. No finalzinho da partida, Niznak fez um lindo passe de 46 jardas para Heron diminuir a diferença, mas era tarde demais, Mariners 35 a 19.
O duelo voltou a acontecer dois meses depois em mais uma final nordestina e o cenário foi muito diferente. As defesas dominaram e o jogo foi um show de turnovers. Jake foi interceptado por Cox logo na primeira campanha, mas não demorou muito para a defesa azul forçar e recuperar um fumble, deixando o ataque quase na mesma posição. O Mariners conseguiu chegar na jarda 2 do ataque e parecia que o placar seria inaugurado, mas o grande nome da partida, Cox, apareceu mais uma vez para interceptar seu conterrâneo.
O Espectros conseguiu bons avanços e chegou no ataque, mas o fantasma dos turnovers apareceu mais uma vez. Em bela corrida de Jonatha Carvalho, a defesa azul forçou um fumble e recuperou a bola na linha de 23 jardas da defesa. Após ótimas conexões com Japa, Jake chegou na endzone após correr livre pelo meio, 6 a 0. A reação do Espectros foi imediata. Após uma boa sequência de passes, o time chegou na redzone e bastou entregar a bola para Jonatha correr com facilidade pelo meio da linha ofensiva, 6 a 6.
Na volta do intervalo, o Mariners tentou mais um onside kick e o Espectros iniciou sua campanha no ataque. Sem gastar muito tempo, Niznak lançou um passe preciso para Denner Lucena anotar o touchdown da virada, 13 a 6 após o extra point de Aranha. Com uma defesa dominante, os paraibanos forçaram o 3&out e, após um punt horrível, iniciaram a campanha ofensiva na linha de 40 do ataque. Assim como no drive anterior, Niznak não perdoou e fez um passe de 42 jardas para Cox, que caiu na linha de 1 jarda. O quarterback finalizou a jogada com uma corrida curta pelo meio, 19 a 6.
Desesperado, o Mariners começou a forçar passes e Cox não perdoou. O americano fez sua terceira interceptação, retornou 65 jardas até a endzone e viu sua épica jogada ser anulada por uma falta. Mesmo com o touchdown anulado, o Espectros já estava no ataque e Niznak começou a fazer a diferença. Em uma pegadinha, Niznak entregou a bola para o corredor, que devolveu para o americano encontrar Heron livre para o touchdown, 26 a 6.
O último quarto foi marcado pelas interceptações do Caçula para o Mariners e a quarta de Cox, punts e pela ineficiência ofensiva de ambos os times. O Mariners diminuiu a diferença com um retorno de 60 jardas do Japa, mas era tarde demais. Espectros decacampeão nordestino e, mais tarde, bicampeão nacional após derrotar o Galo FA nas semifinais e o T-Rex no Brasil Bowl.
João Pessoa Espectros e Recife Mariners sempre serão garantia de espetáculo, por isso é um dos maiores clássicos do país. Para finalizar, sem clubismo, derrotar o Espectros na temporada regular não é impossível, mas fazer o mesmo nos playoffs é algo impossível, até agora, para qualquer time do Nordeste.



LISTA DE JOGOS


10/10/2009 – João Pessoa Espectros 45 x 13 Recife Mariners – PB Bowl – (João Pessoa)
12/12/2009 – João Pessoa Espectros 38 x 25 Recife Mariners – PB Bowl – (João Pessoa)
16/07/2011 – João Pessoa Espectros 7 x 2 Recife Mariners – Liga Nordestina (Cabo Santo Agostinho)
25/09/2011 – Recife Mariners 7 x 34 João Pessoa Espectros – Liga Nordestina (João Pessoa)
12/11/2011 – João Pessoa Espectros 34 x 2 Recife Mariners – Liga Nordestina (João Pessoa)
01/07/2012 – João Pessoa Espectros 43 x 6 Recife Mariners – Campeonato Brasileiro (João Pessoa)
02/09/2012 – Recife Mariners 0 x 58 João Pessoa Espectros – Campeonato Brasileiro (Camaragibe/PE)
19/10/2014 – Recife Mariners 24 x 7 João Pessoa Espectros – Superliga Nacional (Recife/PE)
30/11/2014 – Recife Mariners 12 x 38 João Pessoa Espectros – Superliga Nacional (São Lourenço da Mata/PE)
21/06/2015 – João Pessoa Espectros 19 x 20 Recife Mariners – Superliga Nacional (João Pessoa)
11/10/2015 – Recife Mariners 25 x 19 João Pessoa Espectros – Superliga Nacional (Recife)
22/11/2015 – Recife Mariners 14 x 16 João Pessoa Espectros – Superliga Nacional (São Lourenço da Mata/PE)
25/09/2016 – João Pessoa Espectros 10 x 14 Recife Mariners – Superliga Nacional (João Pessoa)
23/10/2016 – Recife Mariners 8 x 16 João Pessoa Espectros – Superliga Nacional (Recife)
17/09/2017 – Recife Mariners 6 x 31 João Pessoa Espectros – BFA Elite (São Lourenço da Mata/PE)
19/08/2018 – João Pessoa Espectros 49 x 26 Recife Mariners – BFA Elite (João Pessoa)
03/11/2018 – João Pessoa Espectros 39 x 3 Recife Mariners – BFA Elite (João Pessoa)
29/09/2019 – Recife Mariners 35 x 19 João Pessoa Espectros – BFA Elite (São Lourenço da Mata/PE)
02/11/2019 Recife Mariners 12 x 26 João Pessoa Espectros – BFA Elite (São Lourenço da Mata/PE)

MAIORES PONTUADORES DO ESPECTROS
Diego Aranha
61 pontos
Alison Morais
48 pontos
Callus Cox
32 pontos
Rinaldo Mitref
32 pontos
Vitor Ramalho
32 pontos
Ednaldo “Massu”
30 pontos
Heron Azevedo
30 pontos
Ícaro Moraes
30 pontos
Everton “Pingo”
26 pontos
Diego Nascimento
24 pontos

MAIORES PONTUADORES DO MARINERS
Jake Schimenz
24 pontos
Lucas Adolfo
20 pontos
Rafael Bandeira
20 pontos
Ricardo Teixeira
18 pontos
TL Edwards
18 pontos
Jonathas “Japa”
14 pontos
Raphael “Guri”
12 pontos
Eduardo Palácio
8 pontos
Artur Ramos, Drew Banks, Felipe “Frajola”, Júlio Acioly, Mateus Camarotti, Oshay Dunmore, Pedro Brito, Rafael Tavares, Vinicius Angelo, Vinícius ngelo e Vitor Nescau
6 pontos

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