A especial relação entre Nick Saban e Bill Belichick que já rendeu até documentário

Por Thiago Dellandrea – Redator College Football e NFL // Tide Football.

A relação Nick Saban e Bill Belichick é uma das mais vencedoras do esporte, com já quatro décadas rendeu até mesmo um documentário na HBO (The Art of Coaching), no qual os dois treinadores remembram suas trajetórias, mas principalmente a relação entre eles, apesar de caminhos diferentes está diretamente ligada, em todos os aspectos.

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O início
Como treinador Belichick assumiu o comando dos Browns em 1991, longe dos melhores dias da franquia, sua primeira contratação foi Nick Saban, como coordenador defesivo, no qual juntos formaram uma das mais fortes defesas da liga em 94 (12,8 pontos por jogo), os Browns foram revolucionários em combater o até então novo estilo de jogo dos Steelers, que buscava espalhar a defesa com uma quantidade maior de recebedores ao longo das formações (nada incomum para os dias de hoje) no fim do bom ano de 94, Bill foi demitido da equipe de Cleveland, é fato que a falta de paciência do GM da equipe hoje faz parecer tudo um erro, afinal o time estava desgastado e a idade já muito avançada, fez necessário uma reconstrução no elenco, estava ocorrendo de maneira eficiente se analisarmos friamente o desempenho dos atletas trazidos nos anos que sucederam, no entanto Cleveland que perdeu três Finais de Conferência entre 1986 e 1969 não queria esperar mais tempo para vencer.

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Vale ressaltar, nove membros da comissão técnica, futuramente tornariam se Head Coach ou General Manager, como Ozzie Newsome (GM dos Ravens desde 1996), Kirk Ferentz (Treinador de Iowa desde 1999), Tom Dimitroff (GM dos Falcons de 2008 a 2020), Eric Mangini (com passagens por Jets, Patriots, Browns e 49ers venceu 3 Super Bowls), Scott Pioli (parte importante do inicio do sucesso de New England) e Jim Schwartz (Coordenador defensivo que venceu o Super Bowl com os Eagles) e Nick Saban.


A separação e Continuação
Ambos seguiram caminhos diferentes, Saban se tornou treinador de Michigan State (onde ficaria de 95 a 99) enquanto Belichick iria pela sua primeira passagem nos Patriots (que permaneceria apenas por 1996), até este momento ambos ainda não obtinham o reconhecimento, mesmo já formulando grandes defesas, foi em 2000 onde coincidentemente teriam suas reviravolta, Nick Saban assumiria o comando da LSU, enquanto Bill Belichick deixaria o comando de um dia como treinador principal dos Jets para ser anunciado como o 12º Treinador dos Patriots, mudança essa que renderia uma primeira escolha geral no draft de 2000 aos Jets, Saban nos 4 anos como treinador venceu 2 campeonatos da SEC e seu primeiro Campeonato Nacional, Bill, nos mesmos 4 anos venceria 3 Super Bowls.


Em 2005 a amizade poderia ter se tornado uma das maior rivalidades da NFL, quando Saban aceitou ser o novo treinador do Miami Dolphins, na primeira temporada levou a equipe para 9 vitorias e 7 derrotas, ainda não suficiente para bater os Patriots que venceriam 10 vezes na temporada regular e parariam somente no Divisional contra os Broncos, grandes incertezas rodeavam a equipe da Florida para o ano de 2006, a principal com relação a posição de quarterback, criando grande interesse no atleta cortado pelo San Diego Chargers, Drew Brees, com um histórico de lesões houve a preferencia pelo GM, por Daunte Culpepper, que curiosamente também viria de lesão, em 2006 os Dolphins venceriam apenas 6 vezes e perderiam 10, enquanto seu amigo e rival de venceria 12 vezes e perderia somente 4, indo novamente para Pós Temporada parando somente na AFC Championship para os Colts, que venceriam o Super Bowl daquele ano contra os Bears, nos dois anos os dois enfrentaram-se 4 vezes com duas vitorias para cada, sempre com grandes shows, defensivos…

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Saban teve sua passagem em Miami, marcada por disputas e desentendimentos internos, principalmente com relação aos atletas selecionados no draft e contratações, liberdade muito diferente da de Belichick nos Patriots, afinal o mesmo ocupava também o cargo de GM, assim em 2007 Saban assumiria a Alabama Crimson Tide (onde venceria outros 6 campeonatos nacionais), para Bill, como dito no documentário, “saber que não mais o enfrentaria, foi o dia mais feliz do ano”.

A Parceria de Atletas
12 atletas foram selecionados pelos Patriots desde 2000 das equipes ao comando de Saban, o sucesso individual de cada um não é o mesmo, mas ainda sim é outra amostra de confiança no trabalho e na troca de informações destes:
2000 – o primeiro seria o Tackle Direito Greg Randall, por Michigan State permaneceu 3 anos em New England onde venceu o Super Bowl, como parte importante da equipe, atuou em 35 jogos 23 deles como titular, em 2003 deixou a equipe rumo a Houston, onde terminaria sua carreira pelo histórico de lesões, fator esse que o fez sair dos Patriots.
2002 – Defensive End Jarvis Green, LSU, venceu 2 Super Bowls por New England, durante os 7 anos na equipe, atuou em 121 jogos, apesar de jamais se firmar como titular foi um consistente atleta e importante na rotação conseguindo 28 sacks e 233 tackles totais.


No mesmo ano o Quarterback Rohan Davey foi selecionado, atuou somente 7 vezes em 3 anos, com apenas 19 tentativas de passe completou 8 deles, para 88 jardas.
2004 – Outro Defensive End, desta vez Marquise Hill que não teve o mesmo sucesso do anterior, com apenas 13 aparições somou 3 tackles.

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2010 – O primeiro atleta selecionado de Alabama, o Defensive Tackle Brandon Deaderick, jogou na NFL por 5 temporadas, 3 delas em Boston, fazendo parte da rotação do interior, muito semelhante a que Danny Shelton e Malcom Brown recentemente foram, 34 aparições, 14 delas como titular, conseguiu 5 sacks e 45 tackles totais.
2012 – O atleta de maior sucesso e peça fundamental das defesas de Alabama e Patriots, Dont’a Hightower, foi vencedor por ambas, somou até 2019, 505 tackles totais, 25.5 sacks, mesmo que o mais importante deles, o strip sack que resultou no fumble contra os Falcons no Super Bowl não esteja contabilizado, o atleta se firmou como o mais decisivo e um dos mais importantes da defesa de Boston, suas ausências contra os Eagles no Super Bowl e na temporada de 2020 foram sentidas de maneira significativa, a expectativa é do retorno do mesmo na temporada de 2021, venceu 3 Super Bowls e 2 Campeonatos Nacionais do College.


2016 – CornerBack Cyrus Jones com somente dois anos em New England, teve participação em 12 jogos majoritariamente no time de especialistas, retornando todos os tipos de chutes, somou 91 jardas em retornos 16 retornos de punts, além de 180 jardas em 8 retornos de kickoff, atuou pela última vez em 2019 pelos Ravens.
Linebacker Xzavier Dickson selecionado na 7 rodada até o momento somente se encontrou no time de treino.
2019 – Running Back Damien Harris, fazia parte do poderoso backfield com 4 excelentes corredores, como já abordamos no texto dos prospectos da Alabama no draft, participou de 12 jogos somou 691 jardas corridas em 137 tentativas, com 5 jardas de media, e 2 touchdowns, conseguiu ainda 5 recepções para 52 jardas, certamente ganhara snaps na próxima temporada.


2020 – O edge rusher Anfernee Jennings participou de 14 jogos na temporada de calouro, não conseguiu sacks mais exerceu um importante nível de pressão, vale ressaltar que a linha defensiva da equipe sofreu com diversos problemas no interior, o que pode ter “contido” a forma do pass rusher jogar, ainda sim, somou 20 tackles, a disputa no grupo de pass rusher deve crescer ainda mais com a chegada de Judon.
2021 – Com grandes questionamentos sobre o futuro, os Patriots selecionaram, Mac Jones, Quarterback que liderou a Alabama a outro título nacional, apresenta características de frieza durante a pressão e a capacidade de lançar em profundidade, mesmo sem seus alvos e agora na NFL, pode realinhar futuramente a equipe ao objetivo principal, vencer.

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Christian Barmore Defensive tackle, uma certeira escolha do que pode ter sido um dos melhores drafts dos Patriots nos últimos anos, Barmore chega como started, afinal a perda contínua dos atletas de interiores, pela grande “supervalorização” causada pela forma defensiva de postar a equipe, faz interior uma necessidade quase constante, no ultimo ano, fator de fragilidade contra a defesa, o reforço acrescentar capacidade de contenção frente aos fortes jogos corridos da divisão. O Estilo em Comum; É de conhecimento a semelhança na forma de jogar das defesas, especificamente na maneira quase cirúrgica de atuação de alguns setores.


As Linhas defensivas:
apesar da preferência de Bill pelo 4-3 e a de Saban pelo 3-4, mesmo que nos últimos anos a lógica parece inversa, as linhas defensivas apresentam um atleta desempenhando papel igual, um defensive tackles sólido contra corrida, metodicamente disciplinados a contenção de gaps, não importe quão teatral seja o quarterback a enfrentar, ao questionar, mas isso não é uma característica do atleta? Realmente, o estilo é individual, no entanto a busca por esta característica, faz da alabama uma máquina de produzir interiores contra corrida, como Dalvin Tomlinson (Vikings), Quinnen Wiliams (Jets) e a dupla de Washington Jonathan Allen e Da’Ron Payne, valorizada por quase todas as equipes na NFL, o resultado disto nas defesas de Bill é a liberdade, principalmente dos defensive ends e a menor ocorrência da necessidade dos corners terem que irem ao meio do campo tacklear as corridas, fazendo com que fiquem majoritariamente na contenção das corridas outside, para a Alabama de Saban isso resulta em maior liberdade aos linebackers e facilidade de identificar qual gap a corrida vai vir, ficou evidente na temporada de 2019 quando sem Dylan Moses o Freshman Christian Harris se tornou o principal Linebacker da Tide.


Safetys:
Com maior números de semelhanças estando nas secundarias, ambas valorizam a posição de safety, isso explica McCourty a tanto tempo estar como peça crucial da defesa de Boston mesmo pouco reconhecido, ambos usam os safetys evidenciando as características de um atleta que cobre muito bem áreas, enquanto outro com grande capacidade de contribuir nas corridas, este último que nos últimos anos foi Patrick Chung, hoje Kyle Dugger exerce tal função, no lado da Alabama podemos ver a defesa de 2016 com vários excelentes atletas e no fundo Ronnie Harrison era o míssil que implodia as corridas e Minkah Fitzpatrick protegia o fundo do campo.


Corners:
Os Patriots não iam constantemente atrás de bons marcadores na free agente à toa, Darrelle Revis e Stephon Gilmore representam a busca constante de terem atletas capazes de jogarem na “ilha”, deixando o corner do lado oposto sob a tutela do safety com maior amplitude de cobertura, no entanto este corner na ilha não encontrasse desamparado, mas ao invez de suporte no fundo essa ajuda é majoritariamente perto da linha de scrimmage, podendo ser dos Lbs ou do outro Safety, Saban não está nada atrás, constantemente usando suas bolças já no início do recrutamento com algum dos melhores corners disponíveis, tem se destacado como um grande desenvolvedor de corners, desde os Walk on (atletas não recrutados) como Levi Wallace, um dos melhores corners de Alabama, aos demais.
Mas principalmente a maneira consistente de trabalhar, com grande preparação técnica e física, não atoa resultando em times vencedores.

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