Under-23: Guilherme Stutz – Rio Football Academy

Por Marcelo Taveira – Manager // Confederação Brasileira de Futebol Americano.

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Se você perguntar para os atletas veteranos do Futebol Americano nacional o que gostariam que fosse diferente na trajetória deles no esporte, acredito que a grande maioria vai dizer: “Gostaria de ter descoberto o Futebol Americano mais cedo, enquanto era mais jovem.”.

Começar cedo no esporte pode ser considerado um privilégio para essa nova geração que vem aparecendo no cenário, que além de pegar times e campeonatos muito melhor estruturados do que o que se via há 10 anos atrás, já conseguem enxergar com maior facilidade os caminhos a se tomar e principalmente, os que não deve tomar.

E esse é o caso do Guilherme Tinoco Stutz, ou apenas Stutz. Ele é carioca, nascido em Duque de Caxias – RJ no dia 30/06/2003, ou seja, ele completou apenas 17 anos em 2020 e joga como Defensive End e Linebacker.

Se você não conhece ainda esse jovem, vamos fazer um breve resumo para você:
– Campeão do Torneio de Seleções Sub-19 pela RFA-RJ
– Campeão Carioca pelo Flamengo Imperadores em 2018
– All-Pro Nordeste da Liga BFA 2019
– Jogador da Semana 4 do Salão Oval 2019
– Second All-Team do Salão Oval 2019
– Time Defensivo do FA Nordeste 2019
– 58º Atleta no Top 100 Mapa do FABR 2019
– 8 Sacks em 2019 (Mapa do FABR)
– Selecionado para o Áurea Sports Golden Boy 2020

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Ao ser entrevistado pela Tide Football, Stutz falou quando entrou no esporte e o que fez ele se apaixonar pelo Futebol Americano:

“Comecei a praticar em 2015. Meu irmão começou a treinar antes de mim e eu ia só assistir até que resolvi tentar e simplesmente me apaixonei pelo esporte.
(…)
A parte intelectual do esporte, toda a estratégia por trás de cada jogada foi o que fez com que eu me apaixonasse pelo esporte”.

Apesar da pouca idade, Stutz já possui uma maturidade que o diferencia da maioria dos atletas, novos ou veteranos no esporte. Perguntado sobre isso, ele respondeu que se considera um atleta diferenciado por questões físicas, mas principalmente pelo estudo do esporte, “isso faz com que a minha leitura dentro de campo seja muito boa fazendo com que eu reaja muito mais rápido”.

Parte das características de um bom atleta é a capacidade de sonhar alto, ter objetivos grandes para sua carreira. Guilherme se prepara diariamente visando o sonho de qualquer atleta de Futebol Americano, chegar à NFL, para isso, ele projeta que em até 2 anos estará fora do país aprimorando ainda mais a parte física e técnica para que consiga realizar esse sonho.

Enquanto a sua hora na NFL ainda não chega, ele segue trabalhando forte em terras brasileiras. No começo do ano ele foi anunciado e chegou a jogar pelo Rio Preto Weillers, de São José do Rio Preto – SP, mas a pandemia veio e acabou colocando um fim nessa parceria que prometia abalar o cenário paulista e nacional. Com isso, ele fechou com o Flamengo Imperadores – RJ para o ano de 2021, voltando para o seu quintal, de onde saiu para o FABR.

O Flamengo Imperadores já teve seus anos dourados e luta para voltar ao topo do FABR. Questionado sobre essa luta do Imperadores para voltar a disputar títulos, se sentia que o Flamengo estaria pronto para isso, ele afirmou:

“Sinto sim. Os últimos 3 anos foram de reconstrução do time. Assim como grande parte dos times grandes, chega uma época em que os melhores e mais antigos jogadores começam a se aposentar ou cair de rendimento, então esses 3 anos serviram para que os jovens atletas do time se desenvolvessem”.

Apesar de estarmos vivendo um ano atípico com essa pandemia da Covid-19, a Echelon Sports International, liderada pelo Kenneth Joshen (Agente da NFL) realizou o 1º Combine Aberto para Atletas em Brasília – DF, no belíssimo estádio do Mané Garrincha.

Stutz fez questão de participar e foi um dos destaques daquele evento, mesmo não estando no auge da sua forma física.
“Foi uma experiência incrível, fico feliz por ter me destacado, mas sinto que não foi o meu melhor desempenho em alguns drills do combine, mas a estrutura foi ótima e ter a chance de ter meus números todos certinhos é ótimo para buscar uma evolução no futuro”.

Números de Stutz no Combine:

– Bench Press (185lbs*): 30 repetições
– 40 Yard Dash: 5,05s
– 20 Yard Shuttle: 4,75s
– 3 Cone Drill: 7,53
– Vertical Jump: 27,6 inches**
– Broad Jump: 8’5” feet***
– 60 Yard Shuttle: 13,5s

*185 libras = 83,91 kgs
**27,6 inches = 70,10cm
*** 8’5” feet = 2,59 mts

Sabemos que os níveis ainda são muito diferentes, mas fazendo uma comparação com os dos ídolos de Stutz, o Outside Linebacker do Denver Broncos, Von Miller:

– Bench Press: 21 repetições*
– 40 Yard Dash: 4,42s
– 20 Yard Shuttle: 4,06s
– 3 Cone Drill: 6,70
– Vertical Jump: 37 inches**
– Broad Jump: 8’5” feet***
– 60 Yard Shuttle: 11,15s

*Na NFL os atletas fazem o Bench Press com 102,06 kgs
** 37 inches = 93,98cm
***10’5” feet = 3,20mts

Na época do Combine, em 2011, Von Miller tinha 22 anos. Os números do Stutz são de 2020 e ele está com 17 anos e apenas 4 destes anos foram treinando Futebol Americano.

Seria pessimismo dizer que ele não tem potencial para realizar o maior sonho dele de chegar à NFL.

E para finalizar, no ano de 2021 ele foi um dos selecionados para integrar a lista dos candidatos ao prêmio Áurea Sports Golden Boy, para os atletas destaque de até 23 anos, sendo ele o mais novo de todos os candidatos.

Para Stutz, foi uma forma legal de encarar esse reconhecimento: “Foi bom pra eu ter uma noção que as pessoas acompanham e gostam do meu trabalho, mas ainda não estou satisfeito com o que conquistei, quero muito mais e estou trabalhando duro pra isso acontecer”.

E ainda nesse tema, sobre jovens talentos, perguntamos o que ele acha que falta para surgirem cada vez mais “Golden Boys”, mais jovens talentos que fazem a diferença nas equipes:

“Acho que falta comprometimento por parte dos jovens atletas, comprometimento com o seu corpo, sua mente e com o estudo do jogo. Faltam também atletas mais velhos e comprometidos a ensinar e ter paciência, eu tive treinadores e mentores que tiveram paciência pra me ensinar e sou muito grato a eles por isso. Mas também não adianta treinadores e mentores dispostos a ajudar se os jovens não aceitam críticas e não buscam melhorar, passei por 2 anos de treinamento antes do meu primeiro jogo, tive que ter paciência e entender que tudo acontece no tempo certo!”

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