Linha Ofensiva, o Coração do Jogo! Você foi escolhido.

Por Felipe Garcia – Tubarões do Cerrado // Embaixador Safe Sports


Observando o cenário do nosso esporte hoje em dia, é difícil não notar a evolução que vem acontecendo. Sim, futebol americano está em constante evolução, tem sido assim desde que entrei no esporte em 2015, mas nos últimos 3 anos deu uma alavancada absurda.

A história do Futebol Americano no Brasil é linda, mas não cabe a mim contar ou narrar os detalhes. O que posso sim, da minha perspectiva, é contar um pouco sobre a minha posição, o setor do time o qual ocupo, e o quão beneficiados somos com a evolução nessa crescente.

Quando comecei, em 2015, eu nem sabia a diferença real entre linha ofensiva e linha defensiva, é sério. No dia do tryout (seletiva) do time da minha cidade, o Tubarões do Cerrado, eu cheguei pilhado e logo falei para um amigo que queria ser aquele cara que batia no quarterback, achava massa demais isso. Mas não era bagunçado assim.

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Nessa época éramos ainda mais dependentes de atletas grandes e pesados e que jogassem na Linha Ofensiva. Então fui aconselhado a tentar essa posição e de cara me identifiquei. Não vou mentir e dizer que a posição tinha um histórico bom, na real se você fosse gordo e grande eles te colocam lá na Linha Ofensiva e vamos nessa. Não era comum alguém virar e falar: “Eu quero ser OL, quero jogar na Linha ofensiva”. Pelo contrário, era de certa forma uma posição menosprezada. Certo, mas porque essa posição era carente no Brasil? e é aí que eu entro.

Temos a cultura do futebol e com isso vem o fato de você querer fazer o gol, marcar o touchdown, pontuar, ser a estrela do time, entre outros destaques. Na linha ofensiva existe isso? De certa forma sim mas somos a “fama” vem em outra forma. Ela vem com gestos dos seus companheiros de posição, dos coaches que sabem da importância que tempos e do nosso coração. Ai você me pergunta, como assim?

O dia em que você decide jogar na Linha ofensiva, representar e proteger seu time nas trincheiras é o dia em que você abre mão dos holofotes, do estrelismo, você ignora o ego e abraça a causa alheia. Se o ataque errar você será o primeiro a ser culpado e quando acertar será um dos últimos a ser ovacionado. Você escolhe humildade e vitórias, essência e irmandade. Mas nessa vida cheia de escolhas, quem realmente te escolhe é a posição, ou seja, se você não tem coração de OL, essência de OL ou sequer uma dessas duas, me desculpa mas você não se dará tão bem. Precisamos ser agressivos, intensos e ao mesmo tempo protetores, exemplos. Somos o termômetro do ataque, o motor do carro. A partir do momento em que você, independente do motivo, usar uma camisa entre os números 50 – 79, honre-a.

Respeite a sua equipe, seus companheiro. Na trincheira não tem perdão, cada erro conta e você será cobrado. Seja humilde, paciente e queria sempre a evolução daquele(a) que joga ao seu lado. Lembre-se que somos um setor em que caminhamos juntos, de nada adianta um ponto se destacar e os outros ficarem para trás.

Respeite o processo e desfrute de cada momento dentro dele.

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